segunda-feira, 22 de junho de 2009

fofices do design: food face dinner plate

Você já tentou de tudo para fazer Zé Colméia experimentar uma ervilha sem sucesso? Não desista ainda. Ele não vai resistir a comer o chapéu do moço no prato! Ou os ovos fatiados como olhos... No site Perpetual Kids, entre tantas coisas bacanas, tem esses pratos de cerâmica que podem ser decorados com alimentos, do jeito que você e o Zé Colméia quiserem.
Lembra quando sua mãe não deixava você brincar com a comida? Ahh, se ela visse o neto agora...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

elas podem mas não querem

Quem diria Fofoquinha teve a quem puxar no final das contas....hoje vim aqui fazer, ora pois, fofoca. 
Olha só a conversa que tive com uma amiga outro dia:
-Sabia que Fulana, minha prima, separou?
- Não tinha a menor idéia. O casamento andava mal?-perguntei.
-Andava. Ele queria ter filhos e Fulana resolveu que não queria. Parece que isso afundou a relação deles.
-Mas ela tem algum problema de saúde, alguma dificuldade?-continuei a puxar o assunto...ah, a curiosidade feminina...
-Não, está tudo bem. Ela só não quer estragar o corpo.
-Me diz uma coisa, quantos anos ela tem, mesmo?
-Está perto dos 40, se não me engano.

Sabe, já ouvi variações dessa mesma história algumas vezes. Demorou, mas por fim essa pataquada conseguiu me irritar. 
Está certo, sou mulher. A vaidade e nós mulheres temos uma relação das mais íntimas, e a não ser algumas vezes que saio de casa e a esqueço em cima da penteadeira, ela sempre me acompanha. Aonde quer que eu vá. Andamos brigadas  por algum tempo-acho que foi alguma coisa que disse a ela quando Fofoquinha e depois Matraca-Trica nasceram, mas vai saber. Acho mesmo é que foi ciúme dela- mas depois que percebi no que estava me tornando (aqui) e como sentia a falta dela, fiz as pazes e hoje estamos de bem. 
Posso discordar, mas aceito o ponto de vista de mulheres que não querem ter filhos com medo de estragar o corpo. Quando elas tem 20 ou 30 anos. Francamente, por quanto tempo uma mulher beirando os 40 anos acha que vai conseguir manter o corpinho de gazelle? A lei da natureza é cruel, e por mais que a gente tente, tudo cai. Tudo aumenta, até em lugares em que a gente não imaginava que tinha células de gordura. Em 10 anos não vai ter mais como segurar a barra. Pergunto: vale a pena? Acho que nunca vou saber. 

bom conselho nunca é demais


Se você tem meninas, o blog de Jaime Morrison Curtis é para você. Desde que sua filha nasceu, ela começou a fazer uma lista de conselhos para ela em uma página do blogspot. Bem humorado, delicado...e  o mais importante; inteligente, os conselhos do (respire fundo porque o nome é comprido) 500 Pieces of Prudent Advice for my Baby Daughter são também para nós- afinal, já enfiamos o pé na jaca uma vez ou outra. Jaime não é egocêntrica e aceita sugestões da gente em seu blog. Do jeito que a coisa vai, ela chega nos 500 antes de sua filha completar 3 anos! Acho que vou sugerir mudar o nome para 2500 pieces of advice...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

fofices do design: la maison des petits




La Maison des Petits é um espaço público para crianças de todas as idades criado dentro do Arts Centre 104 Centquatre, em Paris. As crianças tem total liberdade para expressar sua criatividade nesse espaço separado em pequenos ambientes em forma de cogumelos. La Maison des Petits foi projetada por Matali Crasset e a idéia é que a Maison seja maleável: os painéis são articulados e podem virar assentos, escadas, estantes, prateleiras ou defletores de luz e som. Anote no seu caderno de viagem para a próxima vez que for com crianças-especialmente se estiver frio-para Paris.

terça-feira, 9 de junho de 2009

curta-o que a raiva faz com a gente

Existe uma linha fina e delicada na harmonia entre pais e filhos. Quando uma das partes cruza essa linha, escorrega e leva um tombo. Quem levou o tombo desta vez, só para variar um pouco, fui eu. E foi de tanto rir.  
Já mencionei aqui como palavras de baixo calão não são admitidas em casa, ou melhor não eram, até pouco tempo. Depois do que vou contar, abri algumas excessões para as palavras para nós adultos até inocentes como "bobo", "chato" e "feio". Cheguei a conclusão de que  Fofoquinha e Matraca-Trica precisam de uma válvula de escape para se expressar quando estão muito, muito zangados. Se nós não fornecemos uma, eles aprendem, sem precisar de muitas aulas, a maravilha que é o sarcasmo. E eu ainda não estava preparada para isso.
Matraca-Trica fez uma malcriação qualquer outro dia e como cereja do sunday machucou Fofoquinha. Coloquei-o de castigo. Ele ficou furioso. Colérico. Ainda por cima queria ir para o cantinho do castigo com o carrinho que estava brincando. Fiz o moleque me dar o carrinho. Ele, tadico, estava se controlando, no meio de sua fúria, para não falar nenhum palavrão.
-Sua...sua...SUA!
Por fim achou a palavra certa, e berrou, muitíssimo bravo, com toda a força de suas cordas vocais:
-Sua LIIINDA!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

fofices do design: vila carton

Da iniciativa de dois designers holandeses nasceu a Vila Carton. O nome já entrega do que se trata, né? Não vou abrir minha boca sobre os produtos feitos em papelão. Não vou. Nem insista. Vocês já cansaram de ler sobre o assunto, eu estaria me repetindo-por mais que ache o máximo-e iríamos ficar todos emburrados. Se vocês quiserem ver a linha (bacanérrima) deles vá até o site.
Mas não deu para deixar passar essas fantasias, de tamanho único de 3 a 8 anos de cavaleiro e princesa. São feitas de 100% algodão e você pinta se quiser e como quiser, pois vem somente com as margens em preto. Esse é um brinquedo de longa duração, se você pensar bem: primeiro deixe sua cria se divertir com a fantasia em branco e preto. Quando ela enjoar, abra o kit "tintas para tecido" em um dia de chuva. Diversão antes, durante e depois de pintada!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

com a cabeça nas nuvens

Eu ADORO viajar-o ato de ir e vir. Gosto mesmo. Sempre gostei de avião, mesmo que no curral-nome carinhoso para aquela classe que não é Primeira nem Business. Não me importo com filas para check in nem esperar calmamente lendo meu livro para embarcar. Não ligo para a comida ruim, nem para o assento apertado, pela falta de posição para dormir ou para a condição prá lá de lamentável que ficam os banheiros depois de 2 horas de voo. 
Continuo adorando conhecer lugares novos, visitar os que já conheço. Começo a ter coceiras em lugares estranhos se fico muito tempo em um lugar só. Me disseram que tenho sangue de cachorro vira-lata correndo nas veias. 
Acontece que agora só quero viajar em teletransporter, mesmo assim com 0% chance de dar alguma coisa errada-porque mesmo capitão Picard de StarTrek Next Generation tinha seus dias difíceis com esses aparelhos volúveis ao bom humor humano. 
As últimas vezes que entrei em um avião notei como, para minha surpresa, estava apreensiva. Um frio na barriga e uma certa incerteza do que estava fazendo ali. Agora passo o tempo de taxeamento pensando em acidentes, remoendo minha própria mortalidade. Cortesia de Matraca-Trica e Fofoquinha. Depois que eles nasceram a minha existência, na minha (L)oca cabecinha, é vital e impressindível. Absolutamente NADA pode me acontecer, senão quem vai cuidar deles? Quem vai amá-los e cuidar de seu bem estar tão bem como só eu sei? Morrer, a essa altura do campeonato, com dois filhos, é inadmissível. Nem te conto como fico nervosa com qualquer turbulênciazinha. Passo mal-muita adrenalina em pouca corrente sanguínea em lugares confinados faz a gente quebrar as unhas apertando o braço do assento.
Vamos combinar que não podemos nos contaminar pelo medo da morte (muuuuito mais fácil escrever do que sentir) senão não viveremos nossas vidas. É fato que nossos filhos sobreviverão sem nossa presença. Mesmo que você resolva não caminhar em direção a luz e ficar por aqui arrastando correntes só para ver se seus filhos estão bem, não existe nadica de nada que você poderá fazer por eles.

                                           Para Mariana. 
Querida, essa passou perto. Muito perto.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

ac/dc

Esta vai ser uma conversa de mulher para mulher, se os homens quiserem se retirar para a sala de televisão e falar sobre futebol ou mulheres gostosas nós não vamos nem notar. 
Queridas, quero conversar sobre as duas fases de nossas vidas: AC/DC. Não estou falando da banda de rock nem de Cristo. As siglas querem dizer Antes de Crianças e Depois de Crianças. Por mais que você repita à exaustão para si mesma que sua rotina ou seu relacionamento com sua cara metade não iriam mudar por causa de filhos, você sabe lá no fundo que está vivendo na ilusão. Desça já desse bonde que ele não vai te levar a lugar algum. Tudo mudou, até mesmo o jeito que você se olha no espelho de manhã, quando dá tempo.
Entre tantas coisas que mudaram em sua vida DC, uma delas é que nenhuma conversa civilizada entre adultos que você terá deixará de incluir tópicos que giram ao redor de cocô, xixi, marcas (de fraldas, leite em pó, lencinhos humedecidos etc), hora da soneca e cardápios de papinha; suas variantes e não necessariamente nessa ordem. Outros grandes tópicos de discussão incluem chupeta versus dedo, avós, amamentação versus leite em pó e muita fofoca de comparação entre um método de educação e outro. Se os outros adultos com quem você está conversando não tiverem filhos, não tem problema. Você achará uma brechinha para incluir algum comentário dos tipos mencionados acima, quer ele esteja interessado, quer não. Algumas vezes com fotos intermináveis.
Agora, olha só a ironia: você se lembra em sua vidinha AC de quantas noites passou acordada, bebendo em cima de salto alto, dançando e curtindo seus amigos? No dia seguinte até ia trabalhar, um pouco lesada mas feliz da vida. Seu lado DC é muito parecido: você passa noites acordada, dançando e cantando para um bebê, só que descalça. No dia seguinte tem que levantar e fazer tudo de novo, feliz da vida. Exausta, mas feliz. AC: você lembra quando as pessoas ligavam para saber de você? DC: as pessoas ligam para você. Para saber do bebê, se ele está mamando bem, se cresceu, se tem cólicas.
Então você se pergunta: o que diabos estou fazendo???? Será que isso tudo vale a pena? Queridas, até hoje não conheci uma mulher que não faria tudo de novo sem sequer pestanejar.

sábado, 23 de maio de 2009

ser mãe é....levar porrada.

Hoje não estou tão sutil assim para usar essa frase como licença poética ou metáfora. Não, ser mãe é levar porrada mesmo. Dói. Não podemos demonstrar nem nosso susto com o destrambelho. Temos que dizer que "Não foi nada, Penélope Charmosa" ou "Foi um acidente, Salsicha, está tudo bem". Não está não. Já falei que dói? Na maioria das vezes não tem nem como disfarçar, como no meu caso, que estou andando em público sem um naco da pele do nariz. Já faz 4 dias. Charming
No começo a gente tem os mamilos mordidos enquanto amamenta. Vocês homens já levaram mordidinha de filhote de gato ou cachorro com aqueles dentinhos afiados no saco? É o equivalente. Um dia você se pega com sua cria no colo e pimba! Antes que possa reagir levou uma cabeçada e abriu o lábio. Ou os dois-já passei por isso. Acontece algumas vezes ao ano.  A cabeçada pode gerar também um olho roxo. Criança no colo acaba em orelha rasgada-também, quem mandou usar argolas?-e tufos de cabelo na mão da Penélope Charmosa. Tufos esses que você tinha acabado de fazer uma chapinha. Se o cabelo for crespo melhor ainda para os dedinhos do Salsicha.
A coordenação motora deles-ou melhor, a falta de- é nosso pior inimigo. Ela não se afia por muitos anos e nosso martírio não acaba. Fofoquinha está com 6 anos e na fase da sanfona: alarga e cresce. Alarga e cresce. Quando cresce, leva algumas semanas para se acostumar com suas novas proporções, o que faz com que ela vire uma revoada inteira de hipopótamos-de tutu cor-de-rosa, por favor-em uma loja de cristais. Não tem noção de força e meu fígado acaba em paiard. Um simples abraço pode acabar em torcicolo.
Quando a gente leva os filhos na escola e tem uma mãe com o rosto-por que tem que ser sempre no rosto????-machucado, as outras nem se abalam. Ninguém pensa em perguntar se ela "bateu com o olho na porta" ou se a coitada quer ir até a delegacia da mulher. Todas sabemos que foi mais um episódio de abuso. Infantil.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

fofices do design: miles big game



É um tapete? É uma pista de carrinhos? É uma minhocona? É divertido!
Se Matraca-Trica (ab)usa do aparador da sala como pista, imagine neste tapete! Uma amiga querida me mandou um email com essa dica e preciso dividir com vocês. A galeria très française Balouga que é especializada em móveis infantis vintage cresceu, virou loja na internet e começou a desenvolver uma série exclusiva de objetos. O tapete Miles Big Game é uma dessas preciosidades. Um zilhão de cores para escolher, dois formatos e tamanhos a sua escolha.  Os carrinhos e o divertimento são por conta se seu filho.

domingo, 17 de maio de 2009

attention all shoppers!



Fofoquinha descobriu aonde é o botão que desliga escadas rolantes. Muito orgulhosa de seu feito, mostrou ao Matraca-Trica.
Preciso escrever com todas as palavras ou já deu para entender o que acontece em todas as escadas rolantes dos shoppings e supermercados quando eu pisco os olhos (mães deveriam piscar um olho de cada vez. Não me conformo com esse defeito genético)?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

lalaland

Fofoquinha mudou-se. Assim, sem grandes alardes. Não faz muito tempo. Antes ela passava um tempinho curto, quase imperceptível fora e depois voltava. A vida continuava. Começou a sair mais vezes. E mais. Sua ausência foi crescendo e os segundos viraram minutos. Não senti falta de nenhuma de suas coisas, ela não levou absolutamente nada dela. Nem a roupa do corpo. aliás, nem senti falta dela por algum tempo. Não sei aonde anda a educação dessa menina: não avisa que vai, não pede para ir e não diz quando vai voltar.
Ela vem nos visitar de vez em quando. Muito de vez em quando. Quando está presente, me conta que foi para uma terra mágica, só dela: Lalaland. Lá ela é princesa, mora em um castelo e passa o dia no jardim com fadas, unicórnios e príncipes. Cuida de bebês dinossauros, dirige carros cor-de-rosa e quando entra no mar vira sereia. Lê álbum de figurinhas para coelhos, gatinhos e a Pucca.
Sim, Lalaland fica em um universo paralelo. Não poderia ser diferente. Todos nós temos um conhecimento básico de física quântica que aprendemos em filmes de ficção científica. Sabemos bem como é esse tipo de viagem. A noção de tempo nesses lugares é completamente diferente. Em Lalalad o tempo passa muito rápido. Mas por aqui é como se ele tivesse parado. E tem mais: apesar de todo o desenvolvimento tecnológico, a linha de comunicação entre os dois universos ainda está engatinhando. Antigamente a gente ligava para a telefonista e pedia a ligação. Desligava o telefone e esperava que ela ligasse, meia hora mais tarde, com a chamada. Assim é entre Lalaland e aqui: eu chamo, chamo, chamo e, com sorte, meia hora depois sou atendida. Voltando ao assunto do outro post (noia), é por isso que as mulheres falam 3 vezes mais do que homens. Porque entre outras coisas chega um dia em que as crias mudam-se para um mundo mágico paralelo e nós deste lado temos que administrar a vida, no horário em que as coisas tem que acontecer: arrumou o quarto? fez a lição de casa? tomou banho? Lavou bem o bumbum? Escovou os dentes? Deixa eu ver. Já está pronto para sair? Como assim ainda não colocou o sapato?? Estamos atrasados! Pegou o casaco?
Será que isso é um treino para a aborrescência? Deve ser.
Um dia nossos filhos vão sair de casa. É inevitável- e se não sairem, vai chegar o dia em que a gente tem que chutá-los para fora do ninho sem dó nem piedade. Quer eles queiram, quer não. Mas começar assim cedo é para deixar qualquer mãe num mau-humor tão profundo, numa frustração tão grande que tem horas que a gente tem vontade de dar a cria de presente para a primeira cigana que passar na rua. Ou não dá?


quarta-feira, 13 de maio de 2009

a cegonha chegou

Isso não quer necessariamente dizer que você tem que sair correndo para ver se consegue acenar para ela do quarto da nova mãe na maternidade.
A cegonha vai trazer uma bebéia loguinho para uma amiga. Ela, coitada e barriguda, já fazendo preparativos estressantes para receber as pessoas na maternidade. Eu já avisei: não vou em maternidade. Nem que deem o meu nome ao bebê. Sei que ela vai me agradecer depois.
Não acho educado (não é educado, gente! acordem para a realidade!), não acho necessário e não acho justo com mãe e bebê. Pense bem na situação: você acabou de dar a luz. Uma experiência traumatica, não importa se foi parto normal ou cesárea. Ou você está deitada de lado com uma bolsa de gelo entre as pernas ou cheia de pontos e esperando um monte de gases sairem. De qualquer modo, você está dolorida. Incomodada. Precisa descansar e dormir. Quer conhecer aquela coisiquinha tititica que acabou de sair de você. Precisa desesperadamente de um banho, precisa lavar a cabeça toda suada. Está sangrando abundantemente. Você e bebê estão tentando amamentar. Tem também que aprender a dar banho e trocar fralda. Tenta pentear o cabelo sujo e colocar um pouco de makeup mas não adianta (repito: NÃO ADIANTA! Basta olhar para as fotos depois!) e não dá tempo para processar tudo o que aconteceu porque você é anfitriã de balada pelos próximos dias que ficar no hospital. Jura de pé junto que você quer receber visitas nessas condições? De verdade mesmo? Acho bem difícil acreditar. 
Eu entendo que havia uma urgência antigamente de ver o tal bebê novo, as chances de ele sobreviver não eram grandes. Os tempos mudaram, o costume ficou. Cabe a nós mudarmos. Conversando com algumas mães, elas me disseram preferir que as pessoas vão a maternidade do que em casa. Também não é para ir em casa, pelo menos antes dos 2 primeiros meses. Ponto. O bebê não vai a lugar nenhum, a mãe muito menos. Tenham piedade da nova família, principalmente se for a primeira cria.

sábado, 9 de maio de 2009

fofices do design: crazy forts


Honestamente me sinto como se estivesse tentando parar de beber e a uma força do mal com chifrinhos e um rabo pontudo me oferecesse um drink atrás do outro para me tentar. Qual outra explicação seria mais plausível para o que acontece comigo? Não consigo passar uma semana sem dar um clic no mouse que não me dirija a um site com algum produto novo para crianças em forma de casinha ou qualquer coisa do mesmo gênero. O Crazy Forts lembra minha infância: nos quartos da fazenda haviam beliches. Eu e minha irmã passavamos intermináveis horas fazendo cabanas com lençóis e colchas (minha mãe deveria amar essas tardes!),  presos no estrado do colchão do segundo andar. Esse é o princípio do Crazy Forts. Uma estrutura que você monta como quizer e joga lençóis em cima. Entre as peças de armação, existem as que tem luz-OBA! 

quinta-feira, 7 de maio de 2009

seja homem!

Sabe qual é a grande diferença entre os sexos? Pois eu vou te contar: a bolsa. E não adianta nem ser uma diaper bag bacana para homem, como essa acima. Os homens não usam e pronto. O princípio da carteira masculina aplica-se aos seus filhos do mesmo jeito: se não cabe no bolso da calça, eles não vão levar.
Quando uma mãe sai com sua cria, uma sacola vai junto. Ou duas. No meu caso, já foram até 4. Só para ir até a casa da vovó. Novamente, o mesmo princípio da bolsa feminina extende-se à bolsa da criança. Como mãelher, é óbvio que vou pensar em todos os cenários possíveis e estar preparada para enfrentá-los antes de sair de casa. Quando se tem filho, em dobro. No meu caso, em triplo (a minha bolsa, as tralhas de Fofoquinha e as tralhas de Matraca-Trica). 
Quando os dois eram menores, ia minha bolsa-com tudo o que tinha direito dentro: maquiagem, carteira, perfume, necessaire (nem me pergunte o que tinha dentro, era um buraco negro. Tinha desde pinça de unha e esmalte até remédio), necessaire com absorventes íntimos e o.b., caneta, bloco de papel, chiclete/halls, chaves, se fosse o caso uma meia calça extra, óculos escuros, celular, na época um palm pilot, floral de Bach, pacote de lencinhos de papel e vai-lá-saber-o-que-mais. Iam também os carrinhos e a bolsa (ou o plural delas) das crias: fraldas, fralda de boca, lenços humedecidos, 2 mudas de roupa para cada um (uma só era pouco), meias, casacos (durante o ano todo, afinal, vai saber se bate um vento mais fresco), kit-machucado (bandaid, mertiolate, anti-térmico, pastilha), garrafas com água, lanches, chupeta e porta-chupeta, alguns brinquedos para cada um, baldinhos e pazinhas, uma bola, um penico portátil, saquinhos plásticos (para colocar roupa molhada, fralda suja, resto de comida etc) e outras coisinhas mais, como uma toalha. Com mais frequência do que se poderia imaginar, acontecia alguma coisa para a qual eu não estava preparada. Com mais frequência  do que se poderia imaginar, não precisei de absolutamente nada que levei e carreguei para cima e para baixo o tempo todinho.
Deu para imaginar o meu desespero quando eles saiam com papai que nem uma garrafinha d'água levava? Ou casaco? E se eles ficassem com fome? Ou se machucassem? 
Sabem o que aconteceu, depois de tanta aflição da minha parte? O tempo passou e minha bolsa foi ficando cada vez menor e mais enxuta até desaparecer por completo. Hoje em dia saio de casa com chaves, documentos (sem carteira!), um pouco de dinheiro, celular e batom. Finalmente, como homem, outro dia sai com Fofoquinha e Matraca-Trica sem levar a tal da bolsa. Sem roupa extra. Sem bandaid. Sem lencinhos. Acho que estou me sentindo mais próxima do sexo masculino. Pelo menos nesse departamento.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

fofices do design: tô com sede!


Quem diria que um dos maiores problemas que tenho em casa hoje em dia é a falta de embalagens de plástico que as tias da escolinha vivem pedindo para fazer atividades. Elas ainda acham mais bacana reciclar plástico do que ensinar a eliminar o plástico de vez quando se trata de qualquer coisa que ingerimos. Não uso nenhuma embalagem plástica em casa. Refrigerante não entra na minha geladeira. Para água temos filtro. 
Plástico tem reciclagem limitada. Plástico produz gases tóxicos ao ser incinerado. Plástico, quando aquecido, contamina o alimento e água com substâncias cancerígenas. Plástico criou um dos maiores problemas ambientais do século XX. Blá, blá, blá.
Pense nisso e comece a substituir você também o plástico por vidro e alumínio (DESCULPEM, pensei certo e escrevi errado, o certo é AÇO INOX-me alertaram no comentário abaixo do meu erro). As garrafas ficam esquentando com o calor do sol dentro de carros, no sol das quadras ou na beira das piscinas. Aço inox é um material que não solta resíduos (pense nas panelas também!) e existe uma grande variedade de modelos para você escolher. Para as crianças e vocês, adultos. 

sábado, 2 de maio de 2009

curta-duas rápidas

#1
Matraca-Trica está na banheira brincando. Ele para, levanta o pinto, vira para mim e pergunta (levou nada mais nada menos do que 4 anos para o moleque se dar conta):
"Mamãe, o que é isso em baixo do meu pintinho?"
"Seu saquinho", respondi contendo o riso e pensando cá com meus botões:"4 anos e essa agora!".
Não acabou aí, não. Essa é curtinha mas nem tanto. Ainda teve a pièce de résistance:
"E para que serve?"

#2
Estamos almoçando fora-no clube- num desses dias de interminável feriado. Matraca-Trica me pede para ir ao banheiro. Vai na frente, independente que é. Entra no reservado do banheiro público e antes que pudesse impedir, passa a mão inteira no assento do vaso. Levanta a mãozinha, esfrega os dedos e diz: "Hi mamãe, está sujo!". A mim só resta ponderar, lividamente, se amputo a mão dele alí mesmo, naquele instante.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

propaganda enganosa

Uma grande amiga que leu o post abaixo me disse que esse bloguinho é de fazer qualquer um desistir de ter filhos. Disse também que mães em potencial deveriam fazer com Fofoquinha e Matraca-Trica um workshop durante algumas semanas antes de enfiar o pé na jaca-no estilo bootcamp encontra clínica de rehab.
Isso porque o mundo vende a maternidade como um comercial de absorventes íntimos: reparou como as modeletes estão sempre imaculadamente de roupa branca, sorriso cheio de dentes de catiguria "Ana Paula Arósio" e fazendo algum esporte tipo corrida ou aula de estepe? Agora, você mulher, me diga: não seria incrivelmente mais realista colocar uma mulher visivelmente com um humor do cão vestida com a roupa mais larga que ela tem em casa vegetando na frente da TV e comendo um pote inteiro de sorvete, com o requinte de deixar pingar bastante na camiseta velha que já está manchada de chocolate? Eu confiaria muito mais em um absorvente desses e pagaria qualquer preço por ele. Não preciso dizer que esses comerciais são, na minha opinião, criados por homens- que ficam ZERO vezes menstruados na vida.
Pois a maternidade nua e crua é assim:
A gravidez dá hemorróidas, estrias, varizes e dores generalizadas (ciático, lombar, pés etc). Isso sem falar que na hora do parto sua vagina é exposta ao público passante como uma estátua em praça pública. E manuseada com aquela delicadeza característica de açougueiros quando estão separando a gordura da peça de alcatra. Depois vem os pontos, os gases, a depressão. Meses de vigília aonde seu cérebro acaba do tamanho de uma noz. Amamentar dá muita dor no bico do seio. E o peito cai. Tá gostando até aqui? Eu não, vou parar- lista é muito, muito longa e já estou começando a ficar deprimida. 
Essa visão de maternidade que mais parece com o nascimento do Bambi-entre flores da primavera, gorjear de passarinhos e muitos bichinhos meigos e fofinhos-está tão perto a realidade como a Enterprise do Terceiro Quadrante. Se me duvida, basta sair perguntando para qualquer coitada com cara de sono empurrando carrinho de bebê pela rua. 
Eu estou fazendo minha parte: se passo por uma sílfide saltitante pela rua de calça branca, paro a moça e pergunto: você está menstruada?




quinta-feira, 23 de abril de 2009

noia

...e foi assim, meus queridos amigos, que eu me tornei uma chata de galochas. Arre, tem dias que nem eu mesma me aguento.
Oops, fiz de novo, não foi? Comecei pelo final. Então, já que faz parte da chatice repetir-se algumas vezes (mesmo que dentro de sua própria cabeça), vou contar minha saga (novamente):
A vida andava calma e em rotina-que agora morro de saudades-e um dia em que eu não coloquei tampões nos ouvidos, o relógio biológico começou uma lavagem cerebral em mim, uma cantiga doce e suave em ritmo de narrador de histórias para fazer boi dormir. Não precisou muito tempo para que eu ficasse a mercê de meus hormônios, e como uma doutrinadora fervorosa das Testemunhas de Jeová fui bater na porta de minha cara metade. O que poderia fazer o coitado? Em um ato de pura insanidade momentânea ele achou a idéia ótima e no mês seguinte Fofoquinha retirou a placa de "Vacancy" de meu útero. O resto é história.
A maternidade não é para todas, agora (e só agora, quando é tarde demais) eu sei. Um Matraca-Trica depois, perdi o que restava de meu senso de humor, minha leveza d'alma e meu espírito esportivo. Ganhei outras coisas em troca-muitas delas maravilhosas-mas o assunto não é esse agora e sim das coisas que não tenho orgulho algum, como stress e chatice. O ovo e a galinha. Ganhei TPM também, que antes não tinha e por isso vocês estão lendo esse texto agora. 
A chatice vem quando a gente transforma nosso lar em QG do exército: "Eu disse A-GO-RA! Escove bem os dentes, você esqueceu o lado de cima! Guarde os brinquedos no lugar deles! Hora de dormir!" etc. Não preciso me estender muito aqui, todas nós conhecemos mui bien essas frases. Alguém já viu algum militar rir? I rest my case.
Li outro dia que a mulher fala, em média, 3 vezes mais do que o homem. Deve ser porque a gente tem que repetir a mesma coisa 3 vezes antes que alguém nos ouça e obedeça.
Imagine você (no caso de não ter filhos ou ser homem) se comparar com uma vitrola quebrada dia sim, dia sim. Depois de alguns anos, no que isso transforma a gente?


quarta-feira, 22 de abril de 2009

fofices do design: kidoodles


Nunca tive medo de melê. Fofoquinha e Matraca-Trica sempre tiveram liberdade de expressão dentro e fora de casa. Eles tem camisetas (minhas, velhas) para pinturas e outras melecas que nós inventamos. Não me importo que eles pintem a cara, o cabelo ou os braços- eles usam o corpo como tela com prazer. Nada que um banho não resolva mais tarde, certo?
Certa vez, quando tinha dois anos e pouco, Fofoquinha participou de uma pintura coletiva em um parquinho. Conhecendo meu eleitorado, deixei a fofa só de fralda. De natureza performática, ela pintou o castelinho feito de caixas de papelão, ela mesma, a fralda e de quebra a cabeça de um menino. De verde. A cabeça toda. Aconteceu evidentemente no nanosegundo em que eu virei de costas para pegar uma banana para o lanche. Nem preciso contar a expressão da mãe mau-humorada do menino quando viu o que tinha acontecido...
Enfim, essa novidade da Crayola é mais um motivo para eu não conseguir ter uma decoração cool em casa. O giz-de-cêra Kidoodles foi criado para ser usado em vidros e vem em 5 cores básicas. O mais importante-e o que eu não entendo por que não é feito no Brasil-sai fácil da roupa e da pele! Porque as canetinhas e giz-de-cêra não saem da roupa e dedinhos (e rosto e braços e joelhos) neste país??
 

terça-feira, 21 de abril de 2009

pergunta


Você e sua cria estão no tanquinho de areia do tamanho de uma quadra de vôlei. Todas as pazinhas e baldinhos espalhados, você convence a cria a fazer um bolo de areia. Vocês estão dentro do tanque de areia, você sentada na beirinha como toda mãe. A cria, de pazinha em punho, viaja até o a outra extremidade do tanquinho, pega areia com a pazinha e vem derrubando tudo pelo caminho. Coloca o que restou da areia no baldinho. Vai de novo até o outro lado e volta cambaleando com a pazinha e alguns grãos de areia que sobreviveram a turbulência. Meia hora depois o baldinho está 1/4 cheio. 
Se estão todos dentro do tanquinho de areia, porque as crias tem que viajar o mais longe possivel para pegar areia no qual elas estão pisando para encher o baldinho?

sábado, 18 de abril de 2009

fofices do design: escorregador

Aqui é o melhor lugar para guardar meus desejos quando for construir nossa casa própria. Não importa se vou ter 47, 55 ou 73 anos, um dia a minha escada vai ter um escorregador do ladinho, como nessa casa que não tenho a menor idéia de quem é para informar vocês. Ela está em meia dúzia de blogs bacanas que me levam a outros blogs e a origem, desconfio, perdeu-se pelo cyberspace.
E não pense que vou fazer isso para meus filhos ou netos. Vou fazer para mim mesma!

sábado, 11 de abril de 2009

de olho no futuro

De vez em quando me pega pensando no futuro de Fofoquiha e Matraca-Trica. Sabe como é, de vez em nunca sobra um tempinho para devaneios sem consequência. O que será que eles vão ser quando crescer? Se for para manter a tradição de ir contra a maré dos pais e deixá-los (a princípio) profundamente decepcionados, então com certeza um deles vai ser algo como dentista* ou advogado* e outro vai passar o resto da vida em uma baia em baixo de luz fluorescente e ar condicionado viciado em um cargo medíocre de middle management* para uma grande companhia qualquer. Não tem como evitar o clichê de se pegar pensando: "Docinho tem tanto jeito com bonecas, acho que ela vai ser pediatra". Também faço isso. Tanto que tenho uma lista de possíveis profissões que eles tem talento e expertise mais do que suficiente agora para se tornarem os melhores em suas áreas.

Fofoquinha se daria muito bem nas seguintes profissões:
  • atriz de novela mexicana
  • colunista de fofocas 
  • go go girl
  • diva
  • roteirista de ficção científica
  • cabelereira
  • designer de bijoux
  • pastry chef
  • critica de cinema para desenhos animados
  • promoter

Já Matraca-Trica, nessas abaixo:
  • dublê para cenas de alto risco
  • maquinista de trem
  • ator de novela mexicana (está nos genes, fazer o quê?)
  • piloto de avião-daqueles que fazem desenho no céu com fumaça
  • locutor de jogos em estádios
  • manobrista
  • atleta-especializado em atirar pesos e corrida de 200 metros rasos
  • ator (tanto o palhaço como algum dos equilibristas/contorcionistas) no cirque du soleil
  • soundtrack designer
  • candidato a cargo político/lobista

Vai ser divertido eles lerem essa lista em 10 anos...e eu ter que explicar o porquê.

* Gente, não tenho nada contra essas profissões, ok? Não é para se ofender, por favor.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

as pajens e eu: etiqueta

Caras Senhoras e Senhores,
O que vou contar agora é pouco ortodoxo e sei que nem todos acreditarão nos acontecimentos. Eu tive uma epifania neste final de semana e gostaria de dividir com quem tiver paciência para ler.
Coloquei uma toga de linho rústico e com o cabelo desgrenhado ao vento, subi à montanha neste domingo. Voltei hoje com as mãos calejadas e os pés sangrando, com duas tábuas de pedra esculpidas pela minha consciência. Nesta tábua estão os mandamentos sobre etiqueta entre mães quando o assunto é o emprego da pajem. Tá certo, exagerei na licença poética-tenho uma queda para o drama do tamanho das novelas mexicanas de quinta categoria.
Os mandamentos não são muitos e minha habilidade manual, nula.
Eis aqui, em primeira mão, o resultado de minha árdua labuta:
  • Não xavecarás a pajem alheia em baixo das barbas da atual patroa.
  • Não roubarás a pajem alheia. Alheia quer dizer: da melhor amiga, da vizinha, da outra criança da mesma classe, da prima ou de qualquer outra família que você conheça, mesmo que de passagem.
  • Não empregarás a pajem cuja criança você ou seus filhos conhecem e encontram com frequência-especialmente se a criança for pequena.
  • No caso de a pajem ser de uma criança da mesma escola, clube ou qualquer outra área social do que a sua, antes de empregá-la falarás com a mãe dessa criança para saber se há problema ou não. Se houver, respeite.
A razão para isso é simples: você gostaria que isso acontecesse com você? Porque eu ODEIO quando acontece comigo. O-D-E-I-O. Sabe quem tem que segurar a batata quente quando o filho vê a ex-pajem no pátio da escola levando outra criança? Quem tem que explicar umas 35 vezes, inutilmente, para uma criança de 2, 3 ou 4 anos porque a pajem que ela amava de coração não está mais tomando conta dela e sim do outro menininho no mesmo prédio? Pode acontecer de a criança não estar nem aí, mas se for uma pessoa querida, ela pode ficar muito, muito magoada por não entender os fatos da vida.
Portanto, senhoras e senhores, um pouco de decoro e civilidade não fazem mal a ninguém quando lidamos com assuntos tão delicados quanto os nossos pequenos. Cuidado nunca é demais e educação, um plus.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

little girl giant


Era uma vez uma pequena menina gigante. Certa vez, em um domingo ensolarado em um reino mágico e distante chamado Londres a Little Girl Giant acordou. Ela então tomou banho, foi vestida como uma princesa seria e foi passear no parque. O dia estava lindo e ensolarado. Como promete ser este final de semana.

segunda-feira, 30 de março de 2009

boas e paetês, com muito makeup

Algum tempo atrás escrevi um post sobre como é ter um menino em casa que basicamente é a Barbie da irmã mais velha para que ela realize todas as sua fantasias. Matraca-Trica e Fofoquinha, respectivamente. Se der muita preguiça de clicar acima para ler, aqui vai um pequeno resumo: pais de meninos, RELAXEM e deixem que eles sejam crianças. Repito isso toda vez que, quando chego em casa, recebo um beijo bem gosmento e de um cor-de-rosa New Wave de uma criatura de bem mais de um metro (cortesia das minhas botas de salto) que mais parece um cruzamento de Marilyn Manson com Cher. E vou te dizer mais uma coisa: Matraca-Trica a-d-o-r-a. Nem te conto como, na festa junina do ano passado, Matraca-Trica chorou e esperneou até ter a cara maquiada igual a da irmã. Como assim ele não podia passar sombra?? Se recusou a sair de casa se a lambança em sua cara fosse só com um lápis preto. Enquanto os amiguinhos foram dançar quadrilha com camisa xadrez, calça jeans e olhe lá-nem chapéu de palha as mães conseguiram convencer os meninos a colocar, Matraca-Trica foi de cavanhaque, bigode, costeleta, bochecha bem rosada com pintinhas, sombra azul turquesa nas pálpebras e batom vermelho sangue nos lábios. Feliz da vida.
Estou voltando ao assunto porque li esta semana uma matéria na revista Wondertime sobre meninos que gostam de se fantasiar com coisas de menina, chamada de Boys and Boas. Obrigada, Barbara Hey! A autora da matéria escreve que Henry, seu filho, naquela altura de sua vida ainda não dava a mínima para definições de gênero e sexo de nossa cultura e não se sentia pressionado por seus amiguinhos para ser sentir incluído no grupo. Escreveu ainda que Henry tem uma irmã mais velha. Que tem fantasias muito, muito mais bacanas do que bombeiro, doutor ou policial. Escreveu que salto alto faz um barulho muito legal no chão quando se anda. Que maquiagem é uma coisa colorida e gosmenta. Que crianças gostam de cores, tocar em materiais interessantes e de coisas que brilham. Porque são crianças, nada mais.
Se você, como eu, tem um David Bowie (em sua fase Ziggy Stardust) que gosta de se vestir como a Elke Maravilha, não se preocupe: a fase do glam rock passa, lá pelos 6 ou 7 anos. Tem gente como o Gene Simmons  que só faz uma pausa na vida. Mas convenhamos que, depois dos dezoito anos, o problema já não é mais seu.
Um conselho que sempre dou: sempre fotografe ou filme esses preciosos momentos. Imagino que nada possa pagar a expressão da cara deles quando, num futuro próximo, você mostrar essas fotos para a namoradinha da semana!


sexta-feira, 27 de março de 2009

curta-cantigas

Fofoquinha tinha mais ou menos 2 anos. Eu sempre cantava musiquinhas de ninar para ela, principalmente na hora da sonequinha da tarde. 
Logo ela começou a cantarolar (o que conseguia falar, afinal algumas palavras eram muito complicadas para a coordenação) algumas cantigas que ela lembrava durante o dia quando estava acordada.
E assim passei uns dez meses ouvindo a cria cantando, toda orgulhosa de si "O Carro brigou com a Roda".
O quê, você achou que eu iria corrigir??? Imagina, era o melhor momento do dia para mim!

PS: eu não quero estar viva quando ela for maior e começar a ler o que escrevo sobre ela e o irmão no blog....

fofices do design: casinha de papel

Prometo. Juro de pé junto que essa vai ser a última casinha para brincar que eu coloco no blog. Bom, pelo menos até junho.
Ficou difícil de resistir (olha que eu tentei. Estou olhando para essa coisa fofa faz mais de 3 semanas) porque a Villa Julia (casinha para brincar com cara de Toscana, pode?) juntou duas coisas favoritas minhas: o espaço e o material. De papelão, a casinha foi feita for Javier Mariscal para a MeeToo Collection for Magis e teve sua estréia na Milan's Design Week. 
Papai e mamãe ajudam a montar e a cria pinta e borda do jeito que quizer. Vai me dizer que não é bacana?!

quarta-feira, 11 de março de 2009

curta-números


Matraca-Trica está fascinado por placas de carros e números de casas e prédios.
Quando estamos na rua e passamos por residências, ele vai falando, sem descansar para sequer respirar:
-Mamãe, alguém mora no um-nove-três. Mamãe, alguém mora no dois-dois-quatro. Mamãe, alguém mora no três-um-térreo.
Quando chegamos ao clube e estaciono o carro, levamos mais ou menos 40 minutos para chegar a portaria. Matraca-Trica tem que ler TODAS as placas de carro no caminho. A placa da frente e a de trás do carro. Do mesmo carro.
-Mamãe, essa placa é cinco-nove-seis-três. Mamãe, essa placa é dois-quatro-térreo-térreo. Mamãe, essa é cinco-dois-nove-sete.
Opa, espera ai. Dois-quatro-térreo-térreo?
Como normalmente desligo minha atenção depois do segundo "mamãe" e só balanço a cabeça dizendo "hum, isso mesmo" dai para frente, nunca tinha notado o número novo na equação da cabecinha de Matraca-Trica. Provavelmente ele está contando assim faz tempo!
"Leia essa placa para mim por favor" peço a ele. 
Ele responde: "Ce-térreo-térreo, dois,cinco-térreo-um".
A placa do carro é "COO 2501". 
Levou alguns minutos para cair a ficha: no elevador do prédio em que moramos, o zero é o térreo.