quarta-feira, 8 de julho de 2009

fofices do design:berço Vyssa

Sou fã de carteirinha do design dos países baixos e proximidades. Mas também, olha só a foto acima. Não é para ser? Dá para resistir ao berço Vyssa de Gylldorff & Svalin? Tudo bem que a gente não consegue nem pronunciar o nome direito, mas o conceito a gente saca na hora: uma mistura de berço e cestinha, que embala levemente o bebê como se ainda estivesse dentro da barriga da mãe, feito de materiais naturais (madeira e lã) e, o mais importante de tudo: lindo.

terça-feira, 7 de julho de 2009

orgulho da mamãe


Sou uma mãe orgulhosa. Qual mãe não é? Filhos vem em muita formas, um deles é o fruto de nosso trabalho que, quando a gente gosta do que faz, também chama de filho. Pois graças a fofice da editora da revista Pais & Filhos, Mônica Figueiredo, tem um filhote meu dentro da edição de julho. 
Adorei a oportunidade de participar de uma publicação com uma proposta tão bacana como a da Pais & Filhos-sem nenhuma puxação de saco, por favor! Se  vocês conhecem o conteúdo desse blog sabem bem que não me presto a esse tipinho de coisa. Quando gosto de uma coisa eu gosto mesmo.

Vamos apostar uma corrida até as bancas para comprar um exemplar? Aposto que chego primeiro!

sábado, 4 de julho de 2009

glamour+mom=glamom!

E vou te dizer, já não era sem tempo!

Essa sou eu reagindo a uma matéria (tão antiga que nem me lembro aonde li) sobre a glamorização da maternidade. Essa reação ficou engasgada numa gavetinha dentro de um arquivo obscuro na minha cachola até hoje. Tempo demais, começou a cheirar mal e agora sou obrigada a jogá-la fora na lixeira que é esse bloguinho.
Reação um tanto tardia e inflamada, é verdade, mas não vamos entrar em detalhes sobre um eventual acompanhamento psicológico para minha perturbada pessoa. Eu tenho consciência que (de vez em quando) preciso de um-mas isso é outra história!
A matéria explorava a glamorização da maternidade. Negativamente. É para ficar brava, não é? Pois eu fiquei. A matéria dissertava sobre como um ato tão cotidiano, biológico, parte do ciclo da vida e segundo a autora, corriqueiro como dar a luz tornou-se um evento de importância fora de controle nesses dias contemporâneos.
Hummm, por onde começo?
Já sei, começo dizendo que fui picada pelo mosquito feminista-nada que um pouco de creme antiinflamatório não cure. Depois, dizendo que a princípio concordo com ela. Não discuto que nascimentos são parte do grande círculo de vida e morte. A importância deles, sim, eu discordo. 
Até o começo do século passado, mulheres morriam como frangos no abate em partos ou de complicações deles pouco tempo depois. Mulheres não tinham dizer sobre sua própria sexualidade ou direito a querer ou não ter filhos. Mulheres menstruavam uma vez a cada dez anos, com muita sorte se o marido estivesse ausente naqueles dias férteis. O número de mortes no parto ou por complicações dele era a maior percentagem-de longe-na mortalidade feminina, até o começo do século XX. Não vou nem me estender em números de mortalidade infantil...resumindo, por causa da quantidade, a morte (nessas situações) ficou banalizada.
Com a evolução da medicina, tecnologia e sociedade o número de mortalidades caiu vertiginosamente. Hoje em dia, com anticoncepcionais, poluentes, química nos alimentos que ingerimos, stress e vai-se lá saber o que mais; muitas mulheres não concebem-por opção ou incapacidade. A dificuldade para algumas é grande e o processo doloroso. Traumático. Uma gravidez sem maiores problemas e o nascimento de uma criança sadia e com 10 dedinhos são comemorados como vitória de jogo do Brasil em final de copa. E devem ser mesmo. O valor da vida mudou.
Outra coisa: antigamente os homens apareciam, engravidavam as mulheres e partiam para alguma cruzada em terra de infiéis, voltando anos depois. Hoje os homens participam do processo do começo ao fim: engravidam junto, assistem o parto e ajudam a cuidar do filhote desde o primeiro dia. Essa "coisa de mulher" tão misteriosa na cabecinha deles agora só refere-se a TPM. Ficar na sala de espera enquanto a mulher está em trabalho de parto pega mal para xuxu. Homem que é homem tem que ter cojones e ficar ao lado da mulher para ajudar no que puder na hora do vamos ver. Ahh, nada como assistir um parto para criar respeito pela mulher e bebê!
Sociologicamente falando, como a visão masculina sempre dominou o comportamento da humanidade (alguém vai querer discordar aqui?), se a gente somar a ignorância a respeito do processo com a banalização das complicações fatais, temos como resultado o pouco respeito pela vida de todos aqueles que não tem barba feita. Era assim que o mudo rodava antigamente. Hoje no more.
Portanto comemore SIM cada nascimento, cada criança que vem para nos alegrar. Aproveitem que a mídia está do nosso lado e celebra com fanfarra cada bebê nascido de astros e estrelas. Nós todas merecemos a atenção, carinho e ajuda que nos é de direito. E tenho dito.
Agora com licença que tenho que ir até a farmácia comprar o tal do creme antiinflamatório.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

curta: tá boa?

Último dia de aulas, muitos abraços, beijos e despedidas carinhosas. Todas as professoras nos desejando bom descanso.
Francamente, o que passa na cabeça dessas mulheres? Bom descanso?? Engraçado como nossa idéia de descanso é diferente: na minha cabecinha, descanso é não ter hora para acordar, passar metade do dia na cama, depois almoçar com uma boa taça de vinho tinto e boa conversa. Passar a outra metade do dia em um spa ou cinema e finalmente levar 4 horas jantando entre amigos. 
Na cabeça delas passar o dia to-di-nho pensando em atividades com crianças e executando (em particular nos dias de chuva) malabarismos para passar o tempo-estamos falando de cinco semanas, gente. CINCO!- é descansar. Não canso de repetir, amo de montão a beça Matraca-Trica e Fofoquinha, mas nós também temos que trabalhar, fazer supermercado, queremos um tempinho para namorar ou olhar a grama crescer (sem falar na manicure, visita a consultórios médicos ou dentistas, etc).
Quando as professoras vieram alegremente com a linha "Bom descanso", respondi sem pensar "Tá boa, santa?". Depois de uma breve desculpa, expliquei nosso ponto de vista, o das mães:
Descanso vou ter no dia 3 de Agosto as 13:02 hs. Dia em que eles voltam para a escola, dois minutos depois de deixá-los com suas respectivas "tias" descansadas.

terça-feira, 30 de junho de 2009

fofices do design: John W. Golden





Essa é uma das minhas lojinhas favoritas no Etsy. O Etsy todo mundo já conhece, não é verdade? Não?? Então passe lá que vale a pena! O portal é só para coisas feitas a mão. Sim, tem algumas vovós vendendo toalhinha de crochê e aquarelas de por-do-sol, mas tem também muita, muita coisa legal. Como a lojinha de John W. Golden. Isso é só uma pequena amostra de seu estilo, John é muito produtivo e aparentemente não para para respirar entre uma criação e outra!
Gostou? Quer saber um pouco mais de suas aventuras? Visite seu blog. Como mencionei antes, John não para.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

sonho de princesas




Tá certo, a idéia não é original, a Disney mesmo já parodiou a sí mesma no filme Encantada (Enchanted, 2007). Mas o resultado do trabalho da premiadíssima, renomada fotógrafa canadense Dina Goldstein é impressionante. Tragicômico. Ácido. Resumindo, típico de uma mãe. Pois foi assim que a idéia do projeto Fallen Princesses nasceu, quando Dina começou a analisar o desejo das pequenas em vestirem-se (e tornaren-se)  princesas. Olhou para dentro de sua própria casa. Olhou para sua própria filha.
Só para matar a curisidade: as fotos da Branca de Neve  e Rapunzel foram premiadas. Snow White foi premiada duas vezes, o primeiro prêmio foi no Fine Art International Color Awards.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

paciência não é santa


Eu não sei como fazer para responder aos comentários que deixam em meu bloguinho.

nota em lugar inapropriado: se alguém souber, estou toda ouvidos, por favor!
Antes de mais nada, muito obrigado pelo carinho e comentários que vocês (cinco, provavelmente) deixaram. Eles são poucos, dá para contar nos dedos de duas mãos. Já houve quem me perguntasse por que não há comentários no meu blog, se por acaso eu os edito e não os deixo disponíveis. Pois vou te contar o que acontece: quem lê este bloguinho não deixa comentários mesmo. Tenho uma teoria: quem tem filhos não tem tempo nem de descascar preguiçosamente uma tangerina, o que dirá perder precioso tempo escrevendo alguma coisa aqui. Não me sinto ofendida, por favor! Entendo perfeitamente. Eu mesma raramente tenho tempo de deixar comentários em blogs amigos. Fico feliz quando tenho 3 minutos de sobra para ler algo além de bulas de remédio, livros de histórias infantis e informações nutricionais/ingredientes em embalagens de alimentos industrializados. O que também explica a minha ignorância em saber como responder a comentários aqui: não tive tempo de ler a respeito ainda.

Voltando ao assunto: recebi um comentário em um post antigo, a pedra no meu sapato. Gostaria de responder ao meu querido anônimo.
As pessoas gostam desse cantinho porque elas se identificam com minhas peripécias maternais. Eu gosto desse cantinho porque posso ventilar minhas frustrações em certas ocasiões. Sem perder o bom humor jamais! Eu não me levo muito a sério e tão pouco os leitores.
O último parágrafo do texto era (aparentemente não tão) claramente para encerrar o pensamento. Uma piadinha. E sim, tem horas que a gente pensa assim-não damos corda ao horror e a coisa morre ali, naquele nanosegundo. Na hora da frustração suprema, a gente perde a cabeça. A cabeça e só ela. Estou mentindo? Eu assumo que eu perco a minha que já é meio desmiolada, mas a acho em poucos minutos (normalmente em baixo do sofá no banco de trás do carro). Por que somos humanos. O amor incondicional não é diretamente proporcional a paciência. Aliás, na minha cabeça são duas coisas completamente diferentes. Paciência não é santa. O tal do amor é. Paciência, usando uma metáfora pouco inspirada, é como um elástico: quando se alarga além de seu limite, ele se rompe.
Eu acho que as crianças tem que saber sim que nós perdemos a paciência de vez em quando, que o que eles estão fazendo pode machucar, magoar ou nos deixar zangados. São respostas normais, eles também as sentem. Isso estabelece limites, mostra que atos tem consequências. Você não mostra quando está feliz? Então. Não adianta protegê-los ad eternum de reações pouco louváveis dos seres humanos, pois mais tarde eles não vão saber como reagir a elas, não vão saber como lidar com a situação quando ela se apresentar. 
Você perdeu a paciência? Dê o exemplo: acalme-se e peça desculpas a sua cria, para começar. Seja exemplar e conte o que fez para se acalmar e como lidar com a frustração. Usar a si mesmo como rato de laboratório, como instrumento para aprendizagem; isso sim é responsabilidade e amor incondicional.
Pois é, meu querido anônimo, eu gosto de conversar. Acho construtivo. Acho que só podemos crescer quando amadurecemos ideias. Por isso agradeço seu comentário. Ele me fez parar para pensar além de suas palavras. Obrigada!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

ser mãe é....esquecer de pequenos detalhes na vida.

A escolinha de Fofoquinha e Matraca-Trica faz uma coisa legal nas festas juninas com as crianças. Até o Primeiro Ano as meninas não podem se vestir de noiva para dançar quadrilha. No Primeiro Ano...ahhh, no Primeiro Ano todas são noivas.
Imagine a cara das meninas no dia de dançar a quadrilha, que não se aguentavam de felicidade de estarem com saião até o pé, véu e grinalda! Foi um teste para as mães e filhas...mães de noiva e noivas em treinamento.
Eu acabei fazendo o vestido de Fofoquinha com minhas próprias mãos. Não nasci para overloquista nem nada, não tenho talento nem para pregar botão em roupa mas tenho um bom olho. E cola quente, a melhor invenção para mães metidas a fazer coisas que não sabem! Passei uma semana colando flores douradas no véu, não por falta de coordenação motora, mas porque estava trabalhando-o que também explica minha pequena ausência do blog. Entre responder um email e resolver pepinos ao telefone, colava uma florzinha. A bisa de Fofoquinha, com talento nato para uma máquina de costura, fez o saião. O resto fiz eu. No meio do trabalho. Depois do jantar. Enquanto esperava a bacana fazer seus esportes de manhã. Antes de ir buscá-los na escola. Se pudesse fazer em baixo do chuveiro, também teria feito. Isso tudo porque fiz uma pesquisa e fiquei tão chocada com o que que resolvi que Fofoquinha jamais seria uma noiva da "25 de Março"*. Tenho um lado Martha Stweart latente que faz escândalo quando vê certas coisas.
Depois desse tempo todo fazendo o tal vestido, colando lacinhos de fita e flores até ficar com os olhos embaçados-uma florzinha a mais e ia parecer o vestido de noiva da Claudia Raia no casamento com Alexandre Frota nos anos 80-ele ficou pronto.
No dia da quadrilha da escola vesti a noiva que estava excitadíssima. Como noiva de praxe, estava também atrasada. Saímos correndo, esbaforidas pela rua a pé (só faltou o cortejo de cidade de interior) pois eram só 3 quarteirões e ao chegar, entreguei a noiva para o noivo e professora. Fui procurar um quentão e um lugar para o batimento cardíaco voltar ao normal e me preparar para o começo do grande evento. Orgulhosa de mim que não esqueci um único detalhe da produção de Fofoquinha, peguei a filmadora. Quem disse que eu havia lembrado de carregar a bateria??

*Para quem não sabe, a 25 de Março é uma rua no centro de São Paulo em que se pode comprar todo e qualquer tipo de bugiganga a precinhos Made In China. É famosa por ser o melhor lugar para se achar aviamentos, bijoux, coisas para festas infantis e fantasias em geral.

Dedicatória: Para todas as mães que sempre esquecem de carregar as baterias de cameras digitais e filmadoras. Só nesta Festa Junina, que eu conheça, foram 4 sem me incluir. A gente sempre paga esse mico uma vez na vida, não?

fofices do design: food face dinner plate

Você já tentou de tudo para fazer Zé Colméia experimentar uma ervilha sem sucesso? Não desista ainda. Ele não vai resistir a comer o chapéu do moço no prato! Ou os ovos fatiados como olhos... No site Perpetual Kids, entre tantas coisas bacanas, tem esses pratos de cerâmica que podem ser decorados com alimentos, do jeito que você e o Zé Colméia quiserem.
Lembra quando sua mãe não deixava você brincar com a comida? Ahh, se ela visse o neto agora...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

elas podem mas não querem

Quem diria Fofoquinha teve a quem puxar no final das contas....hoje vim aqui fazer, ora pois, fofoca. 
Olha só a conversa que tive com uma amiga outro dia:
-Sabia que Fulana, minha prima, separou?
- Não tinha a menor idéia. O casamento andava mal?-perguntei.
-Andava. Ele queria ter filhos e Fulana resolveu que não queria. Parece que isso afundou a relação deles.
-Mas ela tem algum problema de saúde, alguma dificuldade?-continuei a puxar o assunto...ah, a curiosidade feminina...
-Não, está tudo bem. Ela só não quer estragar o corpo.
-Me diz uma coisa, quantos anos ela tem, mesmo?
-Está perto dos 40, se não me engano.

Sabe, já ouvi variações dessa mesma história algumas vezes. Demorou, mas por fim essa pataquada conseguiu me irritar. 
Está certo, sou mulher. A vaidade e nós mulheres temos uma relação das mais íntimas, e a não ser algumas vezes que saio de casa e a esqueço em cima da penteadeira, ela sempre me acompanha. Aonde quer que eu vá. Andamos brigadas  por algum tempo-acho que foi alguma coisa que disse a ela quando Fofoquinha e depois Matraca-Trica nasceram, mas vai saber. Acho mesmo é que foi ciúme dela- mas depois que percebi no que estava me tornando (aqui) e como sentia a falta dela, fiz as pazes e hoje estamos de bem. 
Posso discordar, mas aceito o ponto de vista de mulheres que não querem ter filhos com medo de estragar o corpo. Quando elas tem 20 ou 30 anos. Francamente, por quanto tempo uma mulher beirando os 40 anos acha que vai conseguir manter o corpinho de gazelle? A lei da natureza é cruel, e por mais que a gente tente, tudo cai. Tudo aumenta, até em lugares em que a gente não imaginava que tinha células de gordura. Em 10 anos não vai ter mais como segurar a barra. Pergunto: vale a pena? Acho que nunca vou saber. 

bom conselho nunca é demais


Se você tem meninas, o blog de Jaime Morrison Curtis é para você. Desde que sua filha nasceu, ela começou a fazer uma lista de conselhos para ela em uma página do blogspot. Bem humorado, delicado...e  o mais importante; inteligente, os conselhos do (respire fundo porque o nome é comprido) 500 Pieces of Prudent Advice for my Baby Daughter são também para nós- afinal, já enfiamos o pé na jaca uma vez ou outra. Jaime não é egocêntrica e aceita sugestões da gente em seu blog. Do jeito que a coisa vai, ela chega nos 500 antes de sua filha completar 3 anos! Acho que vou sugerir mudar o nome para 2500 pieces of advice...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

fofices do design: la maison des petits




La Maison des Petits é um espaço público para crianças de todas as idades criado dentro do Arts Centre 104 Centquatre, em Paris. As crianças tem total liberdade para expressar sua criatividade nesse espaço separado em pequenos ambientes em forma de cogumelos. La Maison des Petits foi projetada por Matali Crasset e a idéia é que a Maison seja maleável: os painéis são articulados e podem virar assentos, escadas, estantes, prateleiras ou defletores de luz e som. Anote no seu caderno de viagem para a próxima vez que for com crianças-especialmente se estiver frio-para Paris.

terça-feira, 9 de junho de 2009

curta-o que a raiva faz com a gente

Existe uma linha fina e delicada na harmonia entre pais e filhos. Quando uma das partes cruza essa linha, escorrega e leva um tombo. Quem levou o tombo desta vez, só para variar um pouco, fui eu. E foi de tanto rir.  
Já mencionei aqui como palavras de baixo calão não são admitidas em casa, ou melhor não eram, até pouco tempo. Depois do que vou contar, abri algumas excessões para as palavras para nós adultos até inocentes como "bobo", "chato" e "feio". Cheguei a conclusão de que  Fofoquinha e Matraca-Trica precisam de uma válvula de escape para se expressar quando estão muito, muito zangados. Se nós não fornecemos uma, eles aprendem, sem precisar de muitas aulas, a maravilha que é o sarcasmo. E eu ainda não estava preparada para isso.
Matraca-Trica fez uma malcriação qualquer outro dia e como cereja do sunday machucou Fofoquinha. Coloquei-o de castigo. Ele ficou furioso. Colérico. Ainda por cima queria ir para o cantinho do castigo com o carrinho que estava brincando. Fiz o moleque me dar o carrinho. Ele, tadico, estava se controlando, no meio de sua fúria, para não falar nenhum palavrão.
-Sua...sua...SUA!
Por fim achou a palavra certa, e berrou, muitíssimo bravo, com toda a força de suas cordas vocais:
-Sua LIIINDA!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

fofices do design: vila carton

Da iniciativa de dois designers holandeses nasceu a Vila Carton. O nome já entrega do que se trata, né? Não vou abrir minha boca sobre os produtos feitos em papelão. Não vou. Nem insista. Vocês já cansaram de ler sobre o assunto, eu estaria me repetindo-por mais que ache o máximo-e iríamos ficar todos emburrados. Se vocês quiserem ver a linha (bacanérrima) deles vá até o site.
Mas não deu para deixar passar essas fantasias, de tamanho único de 3 a 8 anos de cavaleiro e princesa. São feitas de 100% algodão e você pinta se quiser e como quiser, pois vem somente com as margens em preto. Esse é um brinquedo de longa duração, se você pensar bem: primeiro deixe sua cria se divertir com a fantasia em branco e preto. Quando ela enjoar, abra o kit "tintas para tecido" em um dia de chuva. Diversão antes, durante e depois de pintada!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

com a cabeça nas nuvens

Eu ADORO viajar-o ato de ir e vir. Gosto mesmo. Sempre gostei de avião, mesmo que no curral-nome carinhoso para aquela classe que não é Primeira nem Business. Não me importo com filas para check in nem esperar calmamente lendo meu livro para embarcar. Não ligo para a comida ruim, nem para o assento apertado, pela falta de posição para dormir ou para a condição prá lá de lamentável que ficam os banheiros depois de 2 horas de voo. 
Continuo adorando conhecer lugares novos, visitar os que já conheço. Começo a ter coceiras em lugares estranhos se fico muito tempo em um lugar só. Me disseram que tenho sangue de cachorro vira-lata correndo nas veias. 
Acontece que agora só quero viajar em teletransporter, mesmo assim com 0% chance de dar alguma coisa errada-porque mesmo capitão Picard de StarTrek Next Generation tinha seus dias difíceis com esses aparelhos volúveis ao bom humor humano. 
As últimas vezes que entrei em um avião notei como, para minha surpresa, estava apreensiva. Um frio na barriga e uma certa incerteza do que estava fazendo ali. Agora passo o tempo de taxeamento pensando em acidentes, remoendo minha própria mortalidade. Cortesia de Matraca-Trica e Fofoquinha. Depois que eles nasceram a minha existência, na minha (L)oca cabecinha, é vital e impressindível. Absolutamente NADA pode me acontecer, senão quem vai cuidar deles? Quem vai amá-los e cuidar de seu bem estar tão bem como só eu sei? Morrer, a essa altura do campeonato, com dois filhos, é inadmissível. Nem te conto como fico nervosa com qualquer turbulênciazinha. Passo mal-muita adrenalina em pouca corrente sanguínea em lugares confinados faz a gente quebrar as unhas apertando o braço do assento.
Vamos combinar que não podemos nos contaminar pelo medo da morte (muuuuito mais fácil escrever do que sentir) senão não viveremos nossas vidas. É fato que nossos filhos sobreviverão sem nossa presença. Mesmo que você resolva não caminhar em direção a luz e ficar por aqui arrastando correntes só para ver se seus filhos estão bem, não existe nadica de nada que você poderá fazer por eles.

                                           Para Mariana. 
Querida, essa passou perto. Muito perto.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

ac/dc

Esta vai ser uma conversa de mulher para mulher, se os homens quiserem se retirar para a sala de televisão e falar sobre futebol ou mulheres gostosas nós não vamos nem notar. 
Queridas, quero conversar sobre as duas fases de nossas vidas: AC/DC. Não estou falando da banda de rock nem de Cristo. As siglas querem dizer Antes de Crianças e Depois de Crianças. Por mais que você repita à exaustão para si mesma que sua rotina ou seu relacionamento com sua cara metade não iriam mudar por causa de filhos, você sabe lá no fundo que está vivendo na ilusão. Desça já desse bonde que ele não vai te levar a lugar algum. Tudo mudou, até mesmo o jeito que você se olha no espelho de manhã, quando dá tempo.
Entre tantas coisas que mudaram em sua vida DC, uma delas é que nenhuma conversa civilizada entre adultos que você terá deixará de incluir tópicos que giram ao redor de cocô, xixi, marcas (de fraldas, leite em pó, lencinhos humedecidos etc), hora da soneca e cardápios de papinha; suas variantes e não necessariamente nessa ordem. Outros grandes tópicos de discussão incluem chupeta versus dedo, avós, amamentação versus leite em pó e muita fofoca de comparação entre um método de educação e outro. Se os outros adultos com quem você está conversando não tiverem filhos, não tem problema. Você achará uma brechinha para incluir algum comentário dos tipos mencionados acima, quer ele esteja interessado, quer não. Algumas vezes com fotos intermináveis.
Agora, olha só a ironia: você se lembra em sua vidinha AC de quantas noites passou acordada, bebendo em cima de salto alto, dançando e curtindo seus amigos? No dia seguinte até ia trabalhar, um pouco lesada mas feliz da vida. Seu lado DC é muito parecido: você passa noites acordada, dançando e cantando para um bebê, só que descalça. No dia seguinte tem que levantar e fazer tudo de novo, feliz da vida. Exausta, mas feliz. AC: você lembra quando as pessoas ligavam para saber de você? DC: as pessoas ligam para você. Para saber do bebê, se ele está mamando bem, se cresceu, se tem cólicas.
Então você se pergunta: o que diabos estou fazendo???? Será que isso tudo vale a pena? Queridas, até hoje não conheci uma mulher que não faria tudo de novo sem sequer pestanejar.

sábado, 23 de maio de 2009

ser mãe é....levar porrada.

Hoje não estou tão sutil assim para usar essa frase como licença poética ou metáfora. Não, ser mãe é levar porrada mesmo. Dói. Não podemos demonstrar nem nosso susto com o destrambelho. Temos que dizer que "Não foi nada, Penélope Charmosa" ou "Foi um acidente, Salsicha, está tudo bem". Não está não. Já falei que dói? Na maioria das vezes não tem nem como disfarçar, como no meu caso, que estou andando em público sem um naco da pele do nariz. Já faz 4 dias. Charming
No começo a gente tem os mamilos mordidos enquanto amamenta. Vocês homens já levaram mordidinha de filhote de gato ou cachorro com aqueles dentinhos afiados no saco? É o equivalente. Um dia você se pega com sua cria no colo e pimba! Antes que possa reagir levou uma cabeçada e abriu o lábio. Ou os dois-já passei por isso. Acontece algumas vezes ao ano.  A cabeçada pode gerar também um olho roxo. Criança no colo acaba em orelha rasgada-também, quem mandou usar argolas?-e tufos de cabelo na mão da Penélope Charmosa. Tufos esses que você tinha acabado de fazer uma chapinha. Se o cabelo for crespo melhor ainda para os dedinhos do Salsicha.
A coordenação motora deles-ou melhor, a falta de- é nosso pior inimigo. Ela não se afia por muitos anos e nosso martírio não acaba. Fofoquinha está com 6 anos e na fase da sanfona: alarga e cresce. Alarga e cresce. Quando cresce, leva algumas semanas para se acostumar com suas novas proporções, o que faz com que ela vire uma revoada inteira de hipopótamos-de tutu cor-de-rosa, por favor-em uma loja de cristais. Não tem noção de força e meu fígado acaba em paiard. Um simples abraço pode acabar em torcicolo.
Quando a gente leva os filhos na escola e tem uma mãe com o rosto-por que tem que ser sempre no rosto????-machucado, as outras nem se abalam. Ninguém pensa em perguntar se ela "bateu com o olho na porta" ou se a coitada quer ir até a delegacia da mulher. Todas sabemos que foi mais um episódio de abuso. Infantil.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

fofices do design: miles big game



É um tapete? É uma pista de carrinhos? É uma minhocona? É divertido!
Se Matraca-Trica (ab)usa do aparador da sala como pista, imagine neste tapete! Uma amiga querida me mandou um email com essa dica e preciso dividir com vocês. A galeria très française Balouga que é especializada em móveis infantis vintage cresceu, virou loja na internet e começou a desenvolver uma série exclusiva de objetos. O tapete Miles Big Game é uma dessas preciosidades. Um zilhão de cores para escolher, dois formatos e tamanhos a sua escolha.  Os carrinhos e o divertimento são por conta se seu filho.

domingo, 17 de maio de 2009

attention all shoppers!



Fofoquinha descobriu aonde é o botão que desliga escadas rolantes. Muito orgulhosa de seu feito, mostrou ao Matraca-Trica.
Preciso escrever com todas as palavras ou já deu para entender o que acontece em todas as escadas rolantes dos shoppings e supermercados quando eu pisco os olhos (mães deveriam piscar um olho de cada vez. Não me conformo com esse defeito genético)?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

lalaland

Fofoquinha mudou-se. Assim, sem grandes alardes. Não faz muito tempo. Antes ela passava um tempinho curto, quase imperceptível fora e depois voltava. A vida continuava. Começou a sair mais vezes. E mais. Sua ausência foi crescendo e os segundos viraram minutos. Não senti falta de nenhuma de suas coisas, ela não levou absolutamente nada dela. Nem a roupa do corpo. aliás, nem senti falta dela por algum tempo. Não sei aonde anda a educação dessa menina: não avisa que vai, não pede para ir e não diz quando vai voltar.
Ela vem nos visitar de vez em quando. Muito de vez em quando. Quando está presente, me conta que foi para uma terra mágica, só dela: Lalaland. Lá ela é princesa, mora em um castelo e passa o dia no jardim com fadas, unicórnios e príncipes. Cuida de bebês dinossauros, dirige carros cor-de-rosa e quando entra no mar vira sereia. Lê álbum de figurinhas para coelhos, gatinhos e a Pucca.
Sim, Lalaland fica em um universo paralelo. Não poderia ser diferente. Todos nós temos um conhecimento básico de física quântica que aprendemos em filmes de ficção científica. Sabemos bem como é esse tipo de viagem. A noção de tempo nesses lugares é completamente diferente. Em Lalalad o tempo passa muito rápido. Mas por aqui é como se ele tivesse parado. E tem mais: apesar de todo o desenvolvimento tecnológico, a linha de comunicação entre os dois universos ainda está engatinhando. Antigamente a gente ligava para a telefonista e pedia a ligação. Desligava o telefone e esperava que ela ligasse, meia hora mais tarde, com a chamada. Assim é entre Lalaland e aqui: eu chamo, chamo, chamo e, com sorte, meia hora depois sou atendida. Voltando ao assunto do outro post (noia), é por isso que as mulheres falam 3 vezes mais do que homens. Porque entre outras coisas chega um dia em que as crias mudam-se para um mundo mágico paralelo e nós deste lado temos que administrar a vida, no horário em que as coisas tem que acontecer: arrumou o quarto? fez a lição de casa? tomou banho? Lavou bem o bumbum? Escovou os dentes? Deixa eu ver. Já está pronto para sair? Como assim ainda não colocou o sapato?? Estamos atrasados! Pegou o casaco?
Será que isso é um treino para a aborrescência? Deve ser.
Um dia nossos filhos vão sair de casa. É inevitável- e se não sairem, vai chegar o dia em que a gente tem que chutá-los para fora do ninho sem dó nem piedade. Quer eles queiram, quer não. Mas começar assim cedo é para deixar qualquer mãe num mau-humor tão profundo, numa frustração tão grande que tem horas que a gente tem vontade de dar a cria de presente para a primeira cigana que passar na rua. Ou não dá?


quarta-feira, 13 de maio de 2009

a cegonha chegou

Isso não quer necessariamente dizer que você tem que sair correndo para ver se consegue acenar para ela do quarto da nova mãe na maternidade.
A cegonha vai trazer uma bebéia loguinho para uma amiga. Ela, coitada e barriguda, já fazendo preparativos estressantes para receber as pessoas na maternidade. Eu já avisei: não vou em maternidade. Nem que deem o meu nome ao bebê. Sei que ela vai me agradecer depois.
Não acho educado (não é educado, gente! acordem para a realidade!), não acho necessário e não acho justo com mãe e bebê. Pense bem na situação: você acabou de dar a luz. Uma experiência traumatica, não importa se foi parto normal ou cesárea. Ou você está deitada de lado com uma bolsa de gelo entre as pernas ou cheia de pontos e esperando um monte de gases sairem. De qualquer modo, você está dolorida. Incomodada. Precisa descansar e dormir. Quer conhecer aquela coisiquinha tititica que acabou de sair de você. Precisa desesperadamente de um banho, precisa lavar a cabeça toda suada. Está sangrando abundantemente. Você e bebê estão tentando amamentar. Tem também que aprender a dar banho e trocar fralda. Tenta pentear o cabelo sujo e colocar um pouco de makeup mas não adianta (repito: NÃO ADIANTA! Basta olhar para as fotos depois!) e não dá tempo para processar tudo o que aconteceu porque você é anfitriã de balada pelos próximos dias que ficar no hospital. Jura de pé junto que você quer receber visitas nessas condições? De verdade mesmo? Acho bem difícil acreditar. 
Eu entendo que havia uma urgência antigamente de ver o tal bebê novo, as chances de ele sobreviver não eram grandes. Os tempos mudaram, o costume ficou. Cabe a nós mudarmos. Conversando com algumas mães, elas me disseram preferir que as pessoas vão a maternidade do que em casa. Também não é para ir em casa, pelo menos antes dos 2 primeiros meses. Ponto. O bebê não vai a lugar nenhum, a mãe muito menos. Tenham piedade da nova família, principalmente se for a primeira cria.

sábado, 9 de maio de 2009

fofices do design: crazy forts


Honestamente me sinto como se estivesse tentando parar de beber e a uma força do mal com chifrinhos e um rabo pontudo me oferecesse um drink atrás do outro para me tentar. Qual outra explicação seria mais plausível para o que acontece comigo? Não consigo passar uma semana sem dar um clic no mouse que não me dirija a um site com algum produto novo para crianças em forma de casinha ou qualquer coisa do mesmo gênero. O Crazy Forts lembra minha infância: nos quartos da fazenda haviam beliches. Eu e minha irmã passavamos intermináveis horas fazendo cabanas com lençóis e colchas (minha mãe deveria amar essas tardes!),  presos no estrado do colchão do segundo andar. Esse é o princípio do Crazy Forts. Uma estrutura que você monta como quizer e joga lençóis em cima. Entre as peças de armação, existem as que tem luz-OBA! 

quinta-feira, 7 de maio de 2009

seja homem!

Sabe qual é a grande diferença entre os sexos? Pois eu vou te contar: a bolsa. E não adianta nem ser uma diaper bag bacana para homem, como essa acima. Os homens não usam e pronto. O princípio da carteira masculina aplica-se aos seus filhos do mesmo jeito: se não cabe no bolso da calça, eles não vão levar.
Quando uma mãe sai com sua cria, uma sacola vai junto. Ou duas. No meu caso, já foram até 4. Só para ir até a casa da vovó. Novamente, o mesmo princípio da bolsa feminina extende-se à bolsa da criança. Como mãelher, é óbvio que vou pensar em todos os cenários possíveis e estar preparada para enfrentá-los antes de sair de casa. Quando se tem filho, em dobro. No meu caso, em triplo (a minha bolsa, as tralhas de Fofoquinha e as tralhas de Matraca-Trica). 
Quando os dois eram menores, ia minha bolsa-com tudo o que tinha direito dentro: maquiagem, carteira, perfume, necessaire (nem me pergunte o que tinha dentro, era um buraco negro. Tinha desde pinça de unha e esmalte até remédio), necessaire com absorventes íntimos e o.b., caneta, bloco de papel, chiclete/halls, chaves, se fosse o caso uma meia calça extra, óculos escuros, celular, na época um palm pilot, floral de Bach, pacote de lencinhos de papel e vai-lá-saber-o-que-mais. Iam também os carrinhos e a bolsa (ou o plural delas) das crias: fraldas, fralda de boca, lenços humedecidos, 2 mudas de roupa para cada um (uma só era pouco), meias, casacos (durante o ano todo, afinal, vai saber se bate um vento mais fresco), kit-machucado (bandaid, mertiolate, anti-térmico, pastilha), garrafas com água, lanches, chupeta e porta-chupeta, alguns brinquedos para cada um, baldinhos e pazinhas, uma bola, um penico portátil, saquinhos plásticos (para colocar roupa molhada, fralda suja, resto de comida etc) e outras coisinhas mais, como uma toalha. Com mais frequência do que se poderia imaginar, acontecia alguma coisa para a qual eu não estava preparada. Com mais frequência  do que se poderia imaginar, não precisei de absolutamente nada que levei e carreguei para cima e para baixo o tempo todinho.
Deu para imaginar o meu desespero quando eles saiam com papai que nem uma garrafinha d'água levava? Ou casaco? E se eles ficassem com fome? Ou se machucassem? 
Sabem o que aconteceu, depois de tanta aflição da minha parte? O tempo passou e minha bolsa foi ficando cada vez menor e mais enxuta até desaparecer por completo. Hoje em dia saio de casa com chaves, documentos (sem carteira!), um pouco de dinheiro, celular e batom. Finalmente, como homem, outro dia sai com Fofoquinha e Matraca-Trica sem levar a tal da bolsa. Sem roupa extra. Sem bandaid. Sem lencinhos. Acho que estou me sentindo mais próxima do sexo masculino. Pelo menos nesse departamento.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

fofices do design: tô com sede!


Quem diria que um dos maiores problemas que tenho em casa hoje em dia é a falta de embalagens de plástico que as tias da escolinha vivem pedindo para fazer atividades. Elas ainda acham mais bacana reciclar plástico do que ensinar a eliminar o plástico de vez quando se trata de qualquer coisa que ingerimos. Não uso nenhuma embalagem plástica em casa. Refrigerante não entra na minha geladeira. Para água temos filtro. 
Plástico tem reciclagem limitada. Plástico produz gases tóxicos ao ser incinerado. Plástico, quando aquecido, contamina o alimento e água com substâncias cancerígenas. Plástico criou um dos maiores problemas ambientais do século XX. Blá, blá, blá.
Pense nisso e comece a substituir você também o plástico por vidro e alumínio (DESCULPEM, pensei certo e escrevi errado, o certo é AÇO INOX-me alertaram no comentário abaixo do meu erro). As garrafas ficam esquentando com o calor do sol dentro de carros, no sol das quadras ou na beira das piscinas. Aço inox é um material que não solta resíduos (pense nas panelas também!) e existe uma grande variedade de modelos para você escolher. Para as crianças e vocês, adultos. 

sábado, 2 de maio de 2009

curta-duas rápidas

#1
Matraca-Trica está na banheira brincando. Ele para, levanta o pinto, vira para mim e pergunta (levou nada mais nada menos do que 4 anos para o moleque se dar conta):
"Mamãe, o que é isso em baixo do meu pintinho?"
"Seu saquinho", respondi contendo o riso e pensando cá com meus botões:"4 anos e essa agora!".
Não acabou aí, não. Essa é curtinha mas nem tanto. Ainda teve a pièce de résistance:
"E para que serve?"

#2
Estamos almoçando fora-no clube- num desses dias de interminável feriado. Matraca-Trica me pede para ir ao banheiro. Vai na frente, independente que é. Entra no reservado do banheiro público e antes que pudesse impedir, passa a mão inteira no assento do vaso. Levanta a mãozinha, esfrega os dedos e diz: "Hi mamãe, está sujo!". A mim só resta ponderar, lividamente, se amputo a mão dele alí mesmo, naquele instante.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

propaganda enganosa

Uma grande amiga que leu o post abaixo me disse que esse bloguinho é de fazer qualquer um desistir de ter filhos. Disse também que mães em potencial deveriam fazer com Fofoquinha e Matraca-Trica um workshop durante algumas semanas antes de enfiar o pé na jaca-no estilo bootcamp encontra clínica de rehab.
Isso porque o mundo vende a maternidade como um comercial de absorventes íntimos: reparou como as modeletes estão sempre imaculadamente de roupa branca, sorriso cheio de dentes de catiguria "Ana Paula Arósio" e fazendo algum esporte tipo corrida ou aula de estepe? Agora, você mulher, me diga: não seria incrivelmente mais realista colocar uma mulher visivelmente com um humor do cão vestida com a roupa mais larga que ela tem em casa vegetando na frente da TV e comendo um pote inteiro de sorvete, com o requinte de deixar pingar bastante na camiseta velha que já está manchada de chocolate? Eu confiaria muito mais em um absorvente desses e pagaria qualquer preço por ele. Não preciso dizer que esses comerciais são, na minha opinião, criados por homens- que ficam ZERO vezes menstruados na vida.
Pois a maternidade nua e crua é assim:
A gravidez dá hemorróidas, estrias, varizes e dores generalizadas (ciático, lombar, pés etc). Isso sem falar que na hora do parto sua vagina é exposta ao público passante como uma estátua em praça pública. E manuseada com aquela delicadeza característica de açougueiros quando estão separando a gordura da peça de alcatra. Depois vem os pontos, os gases, a depressão. Meses de vigília aonde seu cérebro acaba do tamanho de uma noz. Amamentar dá muita dor no bico do seio. E o peito cai. Tá gostando até aqui? Eu não, vou parar- lista é muito, muito longa e já estou começando a ficar deprimida. 
Essa visão de maternidade que mais parece com o nascimento do Bambi-entre flores da primavera, gorjear de passarinhos e muitos bichinhos meigos e fofinhos-está tão perto a realidade como a Enterprise do Terceiro Quadrante. Se me duvida, basta sair perguntando para qualquer coitada com cara de sono empurrando carrinho de bebê pela rua. 
Eu estou fazendo minha parte: se passo por uma sílfide saltitante pela rua de calça branca, paro a moça e pergunto: você está menstruada?