terça-feira, 21 de julho de 2009

tutti buona genti!

-Atenção senhoras, vai começar mais uma reunião do "Clubinho das Mamães". Disse a loirinha de maria chiquinhas.

Ahh, se a vida fosse tão simples assim como uma casinha de bonecas no quintal e um bando de meninas brincando de lar, com tudo o que as casas de verdade tem: jogo de chá de porcelana, bebês de plástico com muitas roupinhas, chupetinha, mamadeira (mas tem algumas, como Fofoquinha costumava fazer, que insistem em dar o peito para os bebês) e carrinhos; toalha xadrez de vermelho e branco com muito babado e o mais importante: tiaras, makeup, luvas , boás e os sapatos de salto das mamães grandes.
Se a gente pensar bem, esse é o primeiro clubinho que as meninas fazem parte. Quando crescemos, fazemos parte de um clube maior e com nome sem diminutivos, inteiramente globalizado e sem restrição alguma a raça, religião,status social e....ouso dizer: sexo*.
Como mencionou uma leitora em um comentário, quando somos mães somos todas íntimas. E quer saber? Somos mesmo. Saímos da maternidade com carteirinha e direito a vaga no estacionamento do clube, mesmo que seja só para o carrinho da cria. O único documento que precisamos apresentar é um bebê. Ou dois. Ou três. Ahhh, as maravilhas (duvidosas) da inseminação artificial!
A intimidade é tanta que a gente não tem o menor pudor ou timidez em se aproximar com sorriso aberto de uma outra mulher que a gente nunca viu no parquinho para perguntar qual é a marca de fralda que ela usa ou aonde ela comprou cenouras orgânicas ali perto. Nós temos o maior prazer em dividir dicas-afinal só nós mesmas sabemos a melhor maneira de educar crianças-e ainda oferecemos outras que não estavam na lista de perguntas. Isso, na minha opinião, é uma das coisas mais doces entre sócias do clube. Dividimos nossa sabedoria duramente conquistada, tempo, sentimentos, lanches e eventualmente uma calcinha ou cueca tamanho PP infantil em caso de acidente de treinamento.
Mas a intimidade, como em todos os outros casos, é uma fruta que pode azedar rápido se não for colhida a tempo. Nós nos sentimos tão confortáveis umas com as outras que eventualmente nossas personalidades, opiniões e hormônios colidem. Nos sentimos no direito de comentar sobre como Jane Jetson está fazendo besteira em colocar Elroy para dormir tão tarde ou como é possível que não ofereçam nada mais do que batatas fritas e salsicha nas refeições de Judy-é por isso que essa menina não gosta de nada saudável, gente! Afinal, a minha maneira de educar é a melhor de todas. É aí que o clube vira Máfia: perdemos nosso precioso tempo vago julgando umas as outras. Sem má intenção ou maldade. No fim queremos o bem da família em questão, não concorda comigo?
Incrível como apesar de tudo isso não precisamos mandar colocar cimento nos pés de ninguém por causa de uma diferença de opiniões. Nossa Cosa Nostra é mais piedosa e compreensiva. Afinal, as facetas do relacionamento entre mulheres a gente aprendeu lá atrás, no clubinho. Essa dinâmica, que pode ser um pouco bruta as vezes, nós já dominamos. No fim, as crianças estão todas aí felizes e saudáveis. Todas sobrevivem para formar seus próprios clubinhos e aprender como aprendemos como é crescer como mulher e mãe.


*Sim, existem até mesmo alguns pais sozinhos que fazem parte do Clube das Mães. Existe até uma mulher que virou cirurgicamente homem e engravidou, tornando-se o primeiro pãe da história.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

fofices do design: taga


Com 3 prêmios no currículo-Red Dot Design, Eurobike 2008 e o Kind und Jugend Innovation Awards, o carrinho/bicicleta Taga tinha que ser design holandes. Só poderia ser, não acha?
Que coisa boa: um carrinho e uma bicicleta que é confortável para os pais e para a criança. Não tenho muita coisa a acrescentar depois que se vê o vídeo. Se puder pegue uma fraldinha de boca para não babar enquanto assiste!
Só vejo um problema com o Taga: por que ele não foi criado 6 anos atrás quando eu precisava dele???

quarta-feira, 15 de julho de 2009

leve-me até seu líder!




Quando ví essas imagens, pensei comigo mesma: "Que pena que isso não dá para colocar no blog, não tem nada a ver com crianças!".

Ahhh, mas quando a vontade é muita a gente sempre acha uma desculpa: dá para colocar como decoração em quarto de meninos! Junto com uma coleção de robôs antigos! Pronto, já me ví montando um espaço na próxima Casa Kids. 
O bacana do trabalho do italiano Franco Brambilla é que ele cria interferências de arte Sci-Fi com carinha retrô em cartões postais antigos usando tecnologia de ponta! What a trip!
Agora me conta: você não iria querer usar o trabalho de Brambilla- cá entre nós, algumas imagens são hilárias- no quarto de seu filho?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

and the winner is....

Mais uma vez gostaríamos de dizer que é um prazer estar aqui com vocês na cobertura do prêmio "Mães do Ano". Este ano ninguém mais, ninguém menos do que Mamãe está entre muitas candidatas neste dia de grande gala. Ela concorre entre outras mulheres de fibra a uma categoria não das mais importantes, mas das mais significativas: "Manteiga Derretida". 
Enquanto esperamos acabar a entrada do red carpet, acompanhe-nos nessa retrospectiva da trajetória da Mamãe. 
Antes de começarmos gostaria de lembrar ao leitor que você pode ligar para 0800 555 555, teclar 3 para a categoria "júri popular" e depois teclar 9 para votar nela. 
Mamãe é a mais forte candidata ao troféu "Manteiga Derretida" deste ano apesar de não haver provas concretas de seus feitos-ou ela tem a ilusão que não há, mas na verdade nossa equipe de reportagem localizou muitas testemunhas que entrevistaremos no próximo segmento do programa. Infelizmente nossos arquivos não tem nenhuma imagem oficial da Mamãe sem óculos escuros com suas crias em público, portanto não podemos mostrar ao leitor nada que ele já não tenha visto. Sua modéstia e timidez a impedem de fazer grandes cenas e chamar a atenção para um rímel desbotado e um corretivo escorrido fora do aconchego do lar, mas podemos afirmar por fonte segura que os óculos escuros são prova (circunstancial) de suas lágrimas. O nariz vermelho não mente! 
O querido leitor já notou que seja lá quando for que suas crias tenham apresentação, participação, festividades ou dias especiais; Mamãe está presente de óculos escuros. A ocasião pode ser em dia chuvoso, em ginásio fechado, a noite ou em teatros escuros. Mamãe nunca foi pega sem o tal dos óculos. Nossa equipe de reportagem que a acompanha desde o nascimento de Fofoquinha confirmou em inúmeras vezes que isso acontece porque ela chora feito bebê quando vê suas crias participando em ocasiões coletivas. Ela derrama copiosas lágrimas no dia das mães quando eles cantam uma musiquinha em homenagem a ela. Ela chora na apresentação do encerramento da natação, esportes e escola. Ela chora assistindo comerciais de margarina na semana do dia das mães. Assistindo cenas antigas de quando Fofoquinha e Matraca-Trica eram bebês. Arrumando o álbum de fotos. Chora também ao ver os tios do acampamento (uns marmanjões de barba na cara, no less) enxugando os olhos de emoção no último dia do programa. Ela chora no dia dos pais quando vê as crias com sua cara metade. Nossas cameras já a pegaram chorando de vez em quando no supermercado (ou farmácia. ou tintureiro). Mamãe confessou em entrevista prévia que quando pensa na família, ou em alguma coisa bacana que Matraca-Trica e Fofoquinha fizeram ou disseram, ela não consegue se controlar. 

Atenção, voltamos agora ao vivo com a apresentação da categoria "Manteiga Derretida". As candidatas ao troféu já foram apresentadas ao público. Em alguns instantes ouviremos o resultado:
-Ladies and Gentlemen, the winner is....


quarta-feira, 8 de julho de 2009

fofices do design:berço Vyssa

Sou fã de carteirinha do design dos países baixos e proximidades. Mas também, olha só a foto acima. Não é para ser? Dá para resistir ao berço Vyssa de Gylldorff & Svalin? Tudo bem que a gente não consegue nem pronunciar o nome direito, mas o conceito a gente saca na hora: uma mistura de berço e cestinha, que embala levemente o bebê como se ainda estivesse dentro da barriga da mãe, feito de materiais naturais (madeira e lã) e, o mais importante de tudo: lindo.

terça-feira, 7 de julho de 2009

orgulho da mamãe


Sou uma mãe orgulhosa. Qual mãe não é? Filhos vem em muita formas, um deles é o fruto de nosso trabalho que, quando a gente gosta do que faz, também chama de filho. Pois graças a fofice da editora da revista Pais & Filhos, Mônica Figueiredo, tem um filhote meu dentro da edição de julho. 
Adorei a oportunidade de participar de uma publicação com uma proposta tão bacana como a da Pais & Filhos-sem nenhuma puxação de saco, por favor! Se  vocês conhecem o conteúdo desse blog sabem bem que não me presto a esse tipinho de coisa. Quando gosto de uma coisa eu gosto mesmo.

Vamos apostar uma corrida até as bancas para comprar um exemplar? Aposto que chego primeiro!

sábado, 4 de julho de 2009

glamour+mom=glamom!

E vou te dizer, já não era sem tempo!

Essa sou eu reagindo a uma matéria (tão antiga que nem me lembro aonde li) sobre a glamorização da maternidade. Essa reação ficou engasgada numa gavetinha dentro de um arquivo obscuro na minha cachola até hoje. Tempo demais, começou a cheirar mal e agora sou obrigada a jogá-la fora na lixeira que é esse bloguinho.
Reação um tanto tardia e inflamada, é verdade, mas não vamos entrar em detalhes sobre um eventual acompanhamento psicológico para minha perturbada pessoa. Eu tenho consciência que (de vez em quando) preciso de um-mas isso é outra história!
A matéria explorava a glamorização da maternidade. Negativamente. É para ficar brava, não é? Pois eu fiquei. A matéria dissertava sobre como um ato tão cotidiano, biológico, parte do ciclo da vida e segundo a autora, corriqueiro como dar a luz tornou-se um evento de importância fora de controle nesses dias contemporâneos.
Hummm, por onde começo?
Já sei, começo dizendo que fui picada pelo mosquito feminista-nada que um pouco de creme antiinflamatório não cure. Depois, dizendo que a princípio concordo com ela. Não discuto que nascimentos são parte do grande círculo de vida e morte. A importância deles, sim, eu discordo. 
Até o começo do século passado, mulheres morriam como frangos no abate em partos ou de complicações deles pouco tempo depois. Mulheres não tinham dizer sobre sua própria sexualidade ou direito a querer ou não ter filhos. Mulheres menstruavam uma vez a cada dez anos, com muita sorte se o marido estivesse ausente naqueles dias férteis. O número de mortes no parto ou por complicações dele era a maior percentagem-de longe-na mortalidade feminina, até o começo do século XX. Não vou nem me estender em números de mortalidade infantil...resumindo, por causa da quantidade, a morte (nessas situações) ficou banalizada.
Com a evolução da medicina, tecnologia e sociedade o número de mortalidades caiu vertiginosamente. Hoje em dia, com anticoncepcionais, poluentes, química nos alimentos que ingerimos, stress e vai-se lá saber o que mais; muitas mulheres não concebem-por opção ou incapacidade. A dificuldade para algumas é grande e o processo doloroso. Traumático. Uma gravidez sem maiores problemas e o nascimento de uma criança sadia e com 10 dedinhos são comemorados como vitória de jogo do Brasil em final de copa. E devem ser mesmo. O valor da vida mudou.
Outra coisa: antigamente os homens apareciam, engravidavam as mulheres e partiam para alguma cruzada em terra de infiéis, voltando anos depois. Hoje os homens participam do processo do começo ao fim: engravidam junto, assistem o parto e ajudam a cuidar do filhote desde o primeiro dia. Essa "coisa de mulher" tão misteriosa na cabecinha deles agora só refere-se a TPM. Ficar na sala de espera enquanto a mulher está em trabalho de parto pega mal para xuxu. Homem que é homem tem que ter cojones e ficar ao lado da mulher para ajudar no que puder na hora do vamos ver. Ahh, nada como assistir um parto para criar respeito pela mulher e bebê!
Sociologicamente falando, como a visão masculina sempre dominou o comportamento da humanidade (alguém vai querer discordar aqui?), se a gente somar a ignorância a respeito do processo com a banalização das complicações fatais, temos como resultado o pouco respeito pela vida de todos aqueles que não tem barba feita. Era assim que o mudo rodava antigamente. Hoje no more.
Portanto comemore SIM cada nascimento, cada criança que vem para nos alegrar. Aproveitem que a mídia está do nosso lado e celebra com fanfarra cada bebê nascido de astros e estrelas. Nós todas merecemos a atenção, carinho e ajuda que nos é de direito. E tenho dito.
Agora com licença que tenho que ir até a farmácia comprar o tal do creme antiinflamatório.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

curta: tá boa?

Último dia de aulas, muitos abraços, beijos e despedidas carinhosas. Todas as professoras nos desejando bom descanso.
Francamente, o que passa na cabeça dessas mulheres? Bom descanso?? Engraçado como nossa idéia de descanso é diferente: na minha cabecinha, descanso é não ter hora para acordar, passar metade do dia na cama, depois almoçar com uma boa taça de vinho tinto e boa conversa. Passar a outra metade do dia em um spa ou cinema e finalmente levar 4 horas jantando entre amigos. 
Na cabeça delas passar o dia to-di-nho pensando em atividades com crianças e executando (em particular nos dias de chuva) malabarismos para passar o tempo-estamos falando de cinco semanas, gente. CINCO!- é descansar. Não canso de repetir, amo de montão a beça Matraca-Trica e Fofoquinha, mas nós também temos que trabalhar, fazer supermercado, queremos um tempinho para namorar ou olhar a grama crescer (sem falar na manicure, visita a consultórios médicos ou dentistas, etc).
Quando as professoras vieram alegremente com a linha "Bom descanso", respondi sem pensar "Tá boa, santa?". Depois de uma breve desculpa, expliquei nosso ponto de vista, o das mães:
Descanso vou ter no dia 3 de Agosto as 13:02 hs. Dia em que eles voltam para a escola, dois minutos depois de deixá-los com suas respectivas "tias" descansadas.

terça-feira, 30 de junho de 2009

fofices do design: John W. Golden





Essa é uma das minhas lojinhas favoritas no Etsy. O Etsy todo mundo já conhece, não é verdade? Não?? Então passe lá que vale a pena! O portal é só para coisas feitas a mão. Sim, tem algumas vovós vendendo toalhinha de crochê e aquarelas de por-do-sol, mas tem também muita, muita coisa legal. Como a lojinha de John W. Golden. Isso é só uma pequena amostra de seu estilo, John é muito produtivo e aparentemente não para para respirar entre uma criação e outra!
Gostou? Quer saber um pouco mais de suas aventuras? Visite seu blog. Como mencionei antes, John não para.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

sonho de princesas




Tá certo, a idéia não é original, a Disney mesmo já parodiou a sí mesma no filme Encantada (Enchanted, 2007). Mas o resultado do trabalho da premiadíssima, renomada fotógrafa canadense Dina Goldstein é impressionante. Tragicômico. Ácido. Resumindo, típico de uma mãe. Pois foi assim que a idéia do projeto Fallen Princesses nasceu, quando Dina começou a analisar o desejo das pequenas em vestirem-se (e tornaren-se)  princesas. Olhou para dentro de sua própria casa. Olhou para sua própria filha.
Só para matar a curisidade: as fotos da Branca de Neve  e Rapunzel foram premiadas. Snow White foi premiada duas vezes, o primeiro prêmio foi no Fine Art International Color Awards.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

paciência não é santa


Eu não sei como fazer para responder aos comentários que deixam em meu bloguinho.

nota em lugar inapropriado: se alguém souber, estou toda ouvidos, por favor!
Antes de mais nada, muito obrigado pelo carinho e comentários que vocês (cinco, provavelmente) deixaram. Eles são poucos, dá para contar nos dedos de duas mãos. Já houve quem me perguntasse por que não há comentários no meu blog, se por acaso eu os edito e não os deixo disponíveis. Pois vou te contar o que acontece: quem lê este bloguinho não deixa comentários mesmo. Tenho uma teoria: quem tem filhos não tem tempo nem de descascar preguiçosamente uma tangerina, o que dirá perder precioso tempo escrevendo alguma coisa aqui. Não me sinto ofendida, por favor! Entendo perfeitamente. Eu mesma raramente tenho tempo de deixar comentários em blogs amigos. Fico feliz quando tenho 3 minutos de sobra para ler algo além de bulas de remédio, livros de histórias infantis e informações nutricionais/ingredientes em embalagens de alimentos industrializados. O que também explica a minha ignorância em saber como responder a comentários aqui: não tive tempo de ler a respeito ainda.

Voltando ao assunto: recebi um comentário em um post antigo, a pedra no meu sapato. Gostaria de responder ao meu querido anônimo.
As pessoas gostam desse cantinho porque elas se identificam com minhas peripécias maternais. Eu gosto desse cantinho porque posso ventilar minhas frustrações em certas ocasiões. Sem perder o bom humor jamais! Eu não me levo muito a sério e tão pouco os leitores.
O último parágrafo do texto era (aparentemente não tão) claramente para encerrar o pensamento. Uma piadinha. E sim, tem horas que a gente pensa assim-não damos corda ao horror e a coisa morre ali, naquele nanosegundo. Na hora da frustração suprema, a gente perde a cabeça. A cabeça e só ela. Estou mentindo? Eu assumo que eu perco a minha que já é meio desmiolada, mas a acho em poucos minutos (normalmente em baixo do sofá no banco de trás do carro). Por que somos humanos. O amor incondicional não é diretamente proporcional a paciência. Aliás, na minha cabeça são duas coisas completamente diferentes. Paciência não é santa. O tal do amor é. Paciência, usando uma metáfora pouco inspirada, é como um elástico: quando se alarga além de seu limite, ele se rompe.
Eu acho que as crianças tem que saber sim que nós perdemos a paciência de vez em quando, que o que eles estão fazendo pode machucar, magoar ou nos deixar zangados. São respostas normais, eles também as sentem. Isso estabelece limites, mostra que atos tem consequências. Você não mostra quando está feliz? Então. Não adianta protegê-los ad eternum de reações pouco louváveis dos seres humanos, pois mais tarde eles não vão saber como reagir a elas, não vão saber como lidar com a situação quando ela se apresentar. 
Você perdeu a paciência? Dê o exemplo: acalme-se e peça desculpas a sua cria, para começar. Seja exemplar e conte o que fez para se acalmar e como lidar com a frustração. Usar a si mesmo como rato de laboratório, como instrumento para aprendizagem; isso sim é responsabilidade e amor incondicional.
Pois é, meu querido anônimo, eu gosto de conversar. Acho construtivo. Acho que só podemos crescer quando amadurecemos ideias. Por isso agradeço seu comentário. Ele me fez parar para pensar além de suas palavras. Obrigada!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

ser mãe é....esquecer de pequenos detalhes na vida.

A escolinha de Fofoquinha e Matraca-Trica faz uma coisa legal nas festas juninas com as crianças. Até o Primeiro Ano as meninas não podem se vestir de noiva para dançar quadrilha. No Primeiro Ano...ahhh, no Primeiro Ano todas são noivas.
Imagine a cara das meninas no dia de dançar a quadrilha, que não se aguentavam de felicidade de estarem com saião até o pé, véu e grinalda! Foi um teste para as mães e filhas...mães de noiva e noivas em treinamento.
Eu acabei fazendo o vestido de Fofoquinha com minhas próprias mãos. Não nasci para overloquista nem nada, não tenho talento nem para pregar botão em roupa mas tenho um bom olho. E cola quente, a melhor invenção para mães metidas a fazer coisas que não sabem! Passei uma semana colando flores douradas no véu, não por falta de coordenação motora, mas porque estava trabalhando-o que também explica minha pequena ausência do blog. Entre responder um email e resolver pepinos ao telefone, colava uma florzinha. A bisa de Fofoquinha, com talento nato para uma máquina de costura, fez o saião. O resto fiz eu. No meio do trabalho. Depois do jantar. Enquanto esperava a bacana fazer seus esportes de manhã. Antes de ir buscá-los na escola. Se pudesse fazer em baixo do chuveiro, também teria feito. Isso tudo porque fiz uma pesquisa e fiquei tão chocada com o que que resolvi que Fofoquinha jamais seria uma noiva da "25 de Março"*. Tenho um lado Martha Stweart latente que faz escândalo quando vê certas coisas.
Depois desse tempo todo fazendo o tal vestido, colando lacinhos de fita e flores até ficar com os olhos embaçados-uma florzinha a mais e ia parecer o vestido de noiva da Claudia Raia no casamento com Alexandre Frota nos anos 80-ele ficou pronto.
No dia da quadrilha da escola vesti a noiva que estava excitadíssima. Como noiva de praxe, estava também atrasada. Saímos correndo, esbaforidas pela rua a pé (só faltou o cortejo de cidade de interior) pois eram só 3 quarteirões e ao chegar, entreguei a noiva para o noivo e professora. Fui procurar um quentão e um lugar para o batimento cardíaco voltar ao normal e me preparar para o começo do grande evento. Orgulhosa de mim que não esqueci um único detalhe da produção de Fofoquinha, peguei a filmadora. Quem disse que eu havia lembrado de carregar a bateria??

*Para quem não sabe, a 25 de Março é uma rua no centro de São Paulo em que se pode comprar todo e qualquer tipo de bugiganga a precinhos Made In China. É famosa por ser o melhor lugar para se achar aviamentos, bijoux, coisas para festas infantis e fantasias em geral.

Dedicatória: Para todas as mães que sempre esquecem de carregar as baterias de cameras digitais e filmadoras. Só nesta Festa Junina, que eu conheça, foram 4 sem me incluir. A gente sempre paga esse mico uma vez na vida, não?

fofices do design: food face dinner plate

Você já tentou de tudo para fazer Zé Colméia experimentar uma ervilha sem sucesso? Não desista ainda. Ele não vai resistir a comer o chapéu do moço no prato! Ou os ovos fatiados como olhos... No site Perpetual Kids, entre tantas coisas bacanas, tem esses pratos de cerâmica que podem ser decorados com alimentos, do jeito que você e o Zé Colméia quiserem.
Lembra quando sua mãe não deixava você brincar com a comida? Ahh, se ela visse o neto agora...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

elas podem mas não querem

Quem diria Fofoquinha teve a quem puxar no final das contas....hoje vim aqui fazer, ora pois, fofoca. 
Olha só a conversa que tive com uma amiga outro dia:
-Sabia que Fulana, minha prima, separou?
- Não tinha a menor idéia. O casamento andava mal?-perguntei.
-Andava. Ele queria ter filhos e Fulana resolveu que não queria. Parece que isso afundou a relação deles.
-Mas ela tem algum problema de saúde, alguma dificuldade?-continuei a puxar o assunto...ah, a curiosidade feminina...
-Não, está tudo bem. Ela só não quer estragar o corpo.
-Me diz uma coisa, quantos anos ela tem, mesmo?
-Está perto dos 40, se não me engano.

Sabe, já ouvi variações dessa mesma história algumas vezes. Demorou, mas por fim essa pataquada conseguiu me irritar. 
Está certo, sou mulher. A vaidade e nós mulheres temos uma relação das mais íntimas, e a não ser algumas vezes que saio de casa e a esqueço em cima da penteadeira, ela sempre me acompanha. Aonde quer que eu vá. Andamos brigadas  por algum tempo-acho que foi alguma coisa que disse a ela quando Fofoquinha e depois Matraca-Trica nasceram, mas vai saber. Acho mesmo é que foi ciúme dela- mas depois que percebi no que estava me tornando (aqui) e como sentia a falta dela, fiz as pazes e hoje estamos de bem. 
Posso discordar, mas aceito o ponto de vista de mulheres que não querem ter filhos com medo de estragar o corpo. Quando elas tem 20 ou 30 anos. Francamente, por quanto tempo uma mulher beirando os 40 anos acha que vai conseguir manter o corpinho de gazelle? A lei da natureza é cruel, e por mais que a gente tente, tudo cai. Tudo aumenta, até em lugares em que a gente não imaginava que tinha células de gordura. Em 10 anos não vai ter mais como segurar a barra. Pergunto: vale a pena? Acho que nunca vou saber. 

bom conselho nunca é demais


Se você tem meninas, o blog de Jaime Morrison Curtis é para você. Desde que sua filha nasceu, ela começou a fazer uma lista de conselhos para ela em uma página do blogspot. Bem humorado, delicado...e  o mais importante; inteligente, os conselhos do (respire fundo porque o nome é comprido) 500 Pieces of Prudent Advice for my Baby Daughter são também para nós- afinal, já enfiamos o pé na jaca uma vez ou outra. Jaime não é egocêntrica e aceita sugestões da gente em seu blog. Do jeito que a coisa vai, ela chega nos 500 antes de sua filha completar 3 anos! Acho que vou sugerir mudar o nome para 2500 pieces of advice...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

fofices do design: la maison des petits




La Maison des Petits é um espaço público para crianças de todas as idades criado dentro do Arts Centre 104 Centquatre, em Paris. As crianças tem total liberdade para expressar sua criatividade nesse espaço separado em pequenos ambientes em forma de cogumelos. La Maison des Petits foi projetada por Matali Crasset e a idéia é que a Maison seja maleável: os painéis são articulados e podem virar assentos, escadas, estantes, prateleiras ou defletores de luz e som. Anote no seu caderno de viagem para a próxima vez que for com crianças-especialmente se estiver frio-para Paris.

terça-feira, 9 de junho de 2009

curta-o que a raiva faz com a gente

Existe uma linha fina e delicada na harmonia entre pais e filhos. Quando uma das partes cruza essa linha, escorrega e leva um tombo. Quem levou o tombo desta vez, só para variar um pouco, fui eu. E foi de tanto rir.  
Já mencionei aqui como palavras de baixo calão não são admitidas em casa, ou melhor não eram, até pouco tempo. Depois do que vou contar, abri algumas excessões para as palavras para nós adultos até inocentes como "bobo", "chato" e "feio". Cheguei a conclusão de que  Fofoquinha e Matraca-Trica precisam de uma válvula de escape para se expressar quando estão muito, muito zangados. Se nós não fornecemos uma, eles aprendem, sem precisar de muitas aulas, a maravilha que é o sarcasmo. E eu ainda não estava preparada para isso.
Matraca-Trica fez uma malcriação qualquer outro dia e como cereja do sunday machucou Fofoquinha. Coloquei-o de castigo. Ele ficou furioso. Colérico. Ainda por cima queria ir para o cantinho do castigo com o carrinho que estava brincando. Fiz o moleque me dar o carrinho. Ele, tadico, estava se controlando, no meio de sua fúria, para não falar nenhum palavrão.
-Sua...sua...SUA!
Por fim achou a palavra certa, e berrou, muitíssimo bravo, com toda a força de suas cordas vocais:
-Sua LIIINDA!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

fofices do design: vila carton

Da iniciativa de dois designers holandeses nasceu a Vila Carton. O nome já entrega do que se trata, né? Não vou abrir minha boca sobre os produtos feitos em papelão. Não vou. Nem insista. Vocês já cansaram de ler sobre o assunto, eu estaria me repetindo-por mais que ache o máximo-e iríamos ficar todos emburrados. Se vocês quiserem ver a linha (bacanérrima) deles vá até o site.
Mas não deu para deixar passar essas fantasias, de tamanho único de 3 a 8 anos de cavaleiro e princesa. São feitas de 100% algodão e você pinta se quiser e como quiser, pois vem somente com as margens em preto. Esse é um brinquedo de longa duração, se você pensar bem: primeiro deixe sua cria se divertir com a fantasia em branco e preto. Quando ela enjoar, abra o kit "tintas para tecido" em um dia de chuva. Diversão antes, durante e depois de pintada!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

com a cabeça nas nuvens

Eu ADORO viajar-o ato de ir e vir. Gosto mesmo. Sempre gostei de avião, mesmo que no curral-nome carinhoso para aquela classe que não é Primeira nem Business. Não me importo com filas para check in nem esperar calmamente lendo meu livro para embarcar. Não ligo para a comida ruim, nem para o assento apertado, pela falta de posição para dormir ou para a condição prá lá de lamentável que ficam os banheiros depois de 2 horas de voo. 
Continuo adorando conhecer lugares novos, visitar os que já conheço. Começo a ter coceiras em lugares estranhos se fico muito tempo em um lugar só. Me disseram que tenho sangue de cachorro vira-lata correndo nas veias. 
Acontece que agora só quero viajar em teletransporter, mesmo assim com 0% chance de dar alguma coisa errada-porque mesmo capitão Picard de StarTrek Next Generation tinha seus dias difíceis com esses aparelhos volúveis ao bom humor humano. 
As últimas vezes que entrei em um avião notei como, para minha surpresa, estava apreensiva. Um frio na barriga e uma certa incerteza do que estava fazendo ali. Agora passo o tempo de taxeamento pensando em acidentes, remoendo minha própria mortalidade. Cortesia de Matraca-Trica e Fofoquinha. Depois que eles nasceram a minha existência, na minha (L)oca cabecinha, é vital e impressindível. Absolutamente NADA pode me acontecer, senão quem vai cuidar deles? Quem vai amá-los e cuidar de seu bem estar tão bem como só eu sei? Morrer, a essa altura do campeonato, com dois filhos, é inadmissível. Nem te conto como fico nervosa com qualquer turbulênciazinha. Passo mal-muita adrenalina em pouca corrente sanguínea em lugares confinados faz a gente quebrar as unhas apertando o braço do assento.
Vamos combinar que não podemos nos contaminar pelo medo da morte (muuuuito mais fácil escrever do que sentir) senão não viveremos nossas vidas. É fato que nossos filhos sobreviverão sem nossa presença. Mesmo que você resolva não caminhar em direção a luz e ficar por aqui arrastando correntes só para ver se seus filhos estão bem, não existe nadica de nada que você poderá fazer por eles.

                                           Para Mariana. 
Querida, essa passou perto. Muito perto.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

ac/dc

Esta vai ser uma conversa de mulher para mulher, se os homens quiserem se retirar para a sala de televisão e falar sobre futebol ou mulheres gostosas nós não vamos nem notar. 
Queridas, quero conversar sobre as duas fases de nossas vidas: AC/DC. Não estou falando da banda de rock nem de Cristo. As siglas querem dizer Antes de Crianças e Depois de Crianças. Por mais que você repita à exaustão para si mesma que sua rotina ou seu relacionamento com sua cara metade não iriam mudar por causa de filhos, você sabe lá no fundo que está vivendo na ilusão. Desça já desse bonde que ele não vai te levar a lugar algum. Tudo mudou, até mesmo o jeito que você se olha no espelho de manhã, quando dá tempo.
Entre tantas coisas que mudaram em sua vida DC, uma delas é que nenhuma conversa civilizada entre adultos que você terá deixará de incluir tópicos que giram ao redor de cocô, xixi, marcas (de fraldas, leite em pó, lencinhos humedecidos etc), hora da soneca e cardápios de papinha; suas variantes e não necessariamente nessa ordem. Outros grandes tópicos de discussão incluem chupeta versus dedo, avós, amamentação versus leite em pó e muita fofoca de comparação entre um método de educação e outro. Se os outros adultos com quem você está conversando não tiverem filhos, não tem problema. Você achará uma brechinha para incluir algum comentário dos tipos mencionados acima, quer ele esteja interessado, quer não. Algumas vezes com fotos intermináveis.
Agora, olha só a ironia: você se lembra em sua vidinha AC de quantas noites passou acordada, bebendo em cima de salto alto, dançando e curtindo seus amigos? No dia seguinte até ia trabalhar, um pouco lesada mas feliz da vida. Seu lado DC é muito parecido: você passa noites acordada, dançando e cantando para um bebê, só que descalça. No dia seguinte tem que levantar e fazer tudo de novo, feliz da vida. Exausta, mas feliz. AC: você lembra quando as pessoas ligavam para saber de você? DC: as pessoas ligam para você. Para saber do bebê, se ele está mamando bem, se cresceu, se tem cólicas.
Então você se pergunta: o que diabos estou fazendo???? Será que isso tudo vale a pena? Queridas, até hoje não conheci uma mulher que não faria tudo de novo sem sequer pestanejar.

sábado, 23 de maio de 2009

ser mãe é....levar porrada.

Hoje não estou tão sutil assim para usar essa frase como licença poética ou metáfora. Não, ser mãe é levar porrada mesmo. Dói. Não podemos demonstrar nem nosso susto com o destrambelho. Temos que dizer que "Não foi nada, Penélope Charmosa" ou "Foi um acidente, Salsicha, está tudo bem". Não está não. Já falei que dói? Na maioria das vezes não tem nem como disfarçar, como no meu caso, que estou andando em público sem um naco da pele do nariz. Já faz 4 dias. Charming
No começo a gente tem os mamilos mordidos enquanto amamenta. Vocês homens já levaram mordidinha de filhote de gato ou cachorro com aqueles dentinhos afiados no saco? É o equivalente. Um dia você se pega com sua cria no colo e pimba! Antes que possa reagir levou uma cabeçada e abriu o lábio. Ou os dois-já passei por isso. Acontece algumas vezes ao ano.  A cabeçada pode gerar também um olho roxo. Criança no colo acaba em orelha rasgada-também, quem mandou usar argolas?-e tufos de cabelo na mão da Penélope Charmosa. Tufos esses que você tinha acabado de fazer uma chapinha. Se o cabelo for crespo melhor ainda para os dedinhos do Salsicha.
A coordenação motora deles-ou melhor, a falta de- é nosso pior inimigo. Ela não se afia por muitos anos e nosso martírio não acaba. Fofoquinha está com 6 anos e na fase da sanfona: alarga e cresce. Alarga e cresce. Quando cresce, leva algumas semanas para se acostumar com suas novas proporções, o que faz com que ela vire uma revoada inteira de hipopótamos-de tutu cor-de-rosa, por favor-em uma loja de cristais. Não tem noção de força e meu fígado acaba em paiard. Um simples abraço pode acabar em torcicolo.
Quando a gente leva os filhos na escola e tem uma mãe com o rosto-por que tem que ser sempre no rosto????-machucado, as outras nem se abalam. Ninguém pensa em perguntar se ela "bateu com o olho na porta" ou se a coitada quer ir até a delegacia da mulher. Todas sabemos que foi mais um episódio de abuso. Infantil.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

fofices do design: miles big game



É um tapete? É uma pista de carrinhos? É uma minhocona? É divertido!
Se Matraca-Trica (ab)usa do aparador da sala como pista, imagine neste tapete! Uma amiga querida me mandou um email com essa dica e preciso dividir com vocês. A galeria très française Balouga que é especializada em móveis infantis vintage cresceu, virou loja na internet e começou a desenvolver uma série exclusiva de objetos. O tapete Miles Big Game é uma dessas preciosidades. Um zilhão de cores para escolher, dois formatos e tamanhos a sua escolha.  Os carrinhos e o divertimento são por conta se seu filho.

domingo, 17 de maio de 2009

attention all shoppers!



Fofoquinha descobriu aonde é o botão que desliga escadas rolantes. Muito orgulhosa de seu feito, mostrou ao Matraca-Trica.
Preciso escrever com todas as palavras ou já deu para entender o que acontece em todas as escadas rolantes dos shoppings e supermercados quando eu pisco os olhos (mães deveriam piscar um olho de cada vez. Não me conformo com esse defeito genético)?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

lalaland

Fofoquinha mudou-se. Assim, sem grandes alardes. Não faz muito tempo. Antes ela passava um tempinho curto, quase imperceptível fora e depois voltava. A vida continuava. Começou a sair mais vezes. E mais. Sua ausência foi crescendo e os segundos viraram minutos. Não senti falta de nenhuma de suas coisas, ela não levou absolutamente nada dela. Nem a roupa do corpo. aliás, nem senti falta dela por algum tempo. Não sei aonde anda a educação dessa menina: não avisa que vai, não pede para ir e não diz quando vai voltar.
Ela vem nos visitar de vez em quando. Muito de vez em quando. Quando está presente, me conta que foi para uma terra mágica, só dela: Lalaland. Lá ela é princesa, mora em um castelo e passa o dia no jardim com fadas, unicórnios e príncipes. Cuida de bebês dinossauros, dirige carros cor-de-rosa e quando entra no mar vira sereia. Lê álbum de figurinhas para coelhos, gatinhos e a Pucca.
Sim, Lalaland fica em um universo paralelo. Não poderia ser diferente. Todos nós temos um conhecimento básico de física quântica que aprendemos em filmes de ficção científica. Sabemos bem como é esse tipo de viagem. A noção de tempo nesses lugares é completamente diferente. Em Lalalad o tempo passa muito rápido. Mas por aqui é como se ele tivesse parado. E tem mais: apesar de todo o desenvolvimento tecnológico, a linha de comunicação entre os dois universos ainda está engatinhando. Antigamente a gente ligava para a telefonista e pedia a ligação. Desligava o telefone e esperava que ela ligasse, meia hora mais tarde, com a chamada. Assim é entre Lalaland e aqui: eu chamo, chamo, chamo e, com sorte, meia hora depois sou atendida. Voltando ao assunto do outro post (noia), é por isso que as mulheres falam 3 vezes mais do que homens. Porque entre outras coisas chega um dia em que as crias mudam-se para um mundo mágico paralelo e nós deste lado temos que administrar a vida, no horário em que as coisas tem que acontecer: arrumou o quarto? fez a lição de casa? tomou banho? Lavou bem o bumbum? Escovou os dentes? Deixa eu ver. Já está pronto para sair? Como assim ainda não colocou o sapato?? Estamos atrasados! Pegou o casaco?
Será que isso é um treino para a aborrescência? Deve ser.
Um dia nossos filhos vão sair de casa. É inevitável- e se não sairem, vai chegar o dia em que a gente tem que chutá-los para fora do ninho sem dó nem piedade. Quer eles queiram, quer não. Mas começar assim cedo é para deixar qualquer mãe num mau-humor tão profundo, numa frustração tão grande que tem horas que a gente tem vontade de dar a cria de presente para a primeira cigana que passar na rua. Ou não dá?