sexta-feira, 9 de outubro de 2009

fofices do design: kiddo cabana




-E no que posso ajudar a senhora hoje?
-Doutor, eu sou viciada. Sou viciada em casinhas para crianças. Tentei de tudo: florais, intervenções de parentes e amigos, tomei bola, fiz promessas públicas para leitores anônimos...até na Betty Ford já me internei. Acreditei sair de lá curada. Mas quando a tentação aparece na minha frente não consigo resistir. Olha bem essa casinha da Modern Cabana. Não tem como passar batido por ela. O senhor também não gostaria de ter tido uma dessas quando era pequeno? Com lousa e rolo de papel dentro, portinhas que não prendem os dedinhos e ainda por cima com acabamentos de óleo de árvores naturais? Olha só a mesinha que dobra, como é possível resistir? É por isso que estou aqui hoje, doutor. Acho que sou um caso incurável e preciso ser internada para sempre. Por favor me tranque em um quarto-ou melhor, em alguma casinha- e jogue a chave fora!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

R.I.P.

Familiares, amigos, educadores; estamos hoje aqui reunidos para celebrar a passagem dos nossos queridos Desenhos Animados Educativos para um lugar melhor. Um lugar cheio de luz, paz, personagens animados e...imaginário. Um lugar longe de nossos olhos. Tenho certeza que apesar de não os vermos mais, nunca deixarão nossas vidas- simplesmente existirão em nossa imaginação e em canais que agora passamos batido. Eles estarão em nossos corações para sempre, estrelinhas em um céu de LCD.
O que posso dizer dos Desenhos Animados Educativos? Por onde começar a descrever o que nós, pais, sentimos quando nossos filhos perdem o interesse por programas legais? Tenho um nó na garganta, não acredito conseguir terminar a frase.
Um minuto para me recompor, por favor...

Enxugadas as lágrimas no canto dos olhos, só posso dizer o quanto vou sentir falta de vocês. Vocês foram uma presença constante na rotina de Fofoquinha e Matraca-trica por anos. As crianças interagiam com vocês com alegria nos olhos, dedinhos famintos por apontar para vocês e se comunicavam com monosílabas que só a tela de TV poderia entender. Matraca-Trica e Fofoquinha respondiam perguntas que vocês nunca ouviriam, comparavam suas próprias experiências com as que vocês nos mostravam. Vocês, sempre tão gentis, nunca nos deixaram na mão. Bom, a não ser no final de semana quando a programação muda.
Ahh, Desenhos Animados Educativos, agora minhas crias só querem assistir aquela gama de outros desenhos para crianças maiores que não acrescentam nada em suas vidas. Quando pergunto se eles se lembram de vocês, a resposta é "como eles eram mesmo?". Fofoquinha e Matraca-Trica chegaram naquele estágio pouco relevante em suas cacholinhas em formação: o da vegetação em frente a uma TV. Ó tristeza. Minh'alma pesa com a perda dos Desenhos Animados Educativos.
Queria pedir agora um minuto de silêncio em honra a tão notáveis programas. Tenho certeza de que aonde eles estão agora, haverá sempre uma criança com sorriso nos lábios, feliz em assistí-los.
Obrigada.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

fofices do design: robot clocks





DANGER, Will Robinson! DANGER! DANGER!
Esses relógios robôs são extra fofos! Eles vieram para nos mostrar o tempo! Eles vão nos dizer o quanto estamos atrasados!
Eles desembarcaram aos montes na Perpetual Kid. Eles vão invadir nossos quartos, salas e imaginação! PERIGO! PERIGO!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

essa vai dar pano para a manga: a manga extra


Alguns pensamentos precisam, assim como um bom vinho ou queijo, de certo tempo para amadurecer. Demorei mas costurei a última manga sobre a matéria do Fabio Santos para o jornal Destak. O pano deu certinho, não sobrou um retalho para contar história. Se você chegou agora e não entendeu patavinas saiba que as mangas esquerda e direita estão, respectivamente, aqui e aqui.
Essa manga extra é aquele acidente fashion que pode dar muito errado ou se tornar o must have da estação. Eu tenho pensamentos contraditórios (assim como de qualquer coisa de gosto duvidoso) sobre o que o Fabio escreveu:
"Até parece que eles (os pais) se consideram realmente capazes de conter seus rebentos. Nem os genitores mais conscienciosos, com filhos bem comportados, podem garantir que não haverá gritarias e escândalos. Estamos falando de crianças, que, por natureza, são imprevisíveis....De férias, o casal parece transferir aos outros a obrigação de ter paciência com os humores e travessuras de seus pimpolhos. O mesmo costuma acontecer em restaurantes e outros lugares públicos."
Por mais que me doa escrever, eu tenho que dizer que em um pequeno grau o Fabio tem um tiquinho de razão (para quem não percebeu isso sou eu dando o braço a torcer sem perder a dignidade). As crianças hoje em dia levam uma vida independente dos pais. Passam o dia nas escolas ou com pajens. Atenção para o que vou dizer agora: NENHUM dos dois tem obrigação de educar crianças. A escola ensina. E só. A pajem é uma pessoa que existe para ajudar com coisas práticas.
Com isso os pais não tem a menor experiência no dia-a-dia de seus filhos. Para finais de semana existem folguistas, assim eles não precisam nem saber como trocar uma fralda ou passar a noite em claro acalmando o sangue de seu sangue. O pouco tempo que passam com as crianças é sempre assistido. A consequência disso é ululante: os pais não sabem o que fazer nem tão pouco como lidar com seus filhos naquele dia em que a pajem deu o cano. É muito mais fácil transferir a responsabilidade de seus filhos (que não estão sendo educados por ninguém e se comportam como tal) para terceiros, mesmo que completamente estranhos. Além do mais, tomar conta de crianças é exaustivo. Se você não está acostumado a essa tarefa imagine como seria tentar correr a maratona de New York sem ter treinado um dia sequer. Por mais boa vontade que se tenha, não dá para passar dos primeiros 400 metros.
Isso dito, existem os outros tipos de pais. Aqueles que estão ensinando os filhos a se comportarem em sociedade. Todos nós pagamos o preço por isso, querido Fabio. Quando você assinou o contrato para nascer, estava escrito preto no branco que terias que aprender a se comportar entre outros seres humanos porque é assim que essa espécie existe. Em sociedade. Você assinou um contrato para ser gente, não um peixe Betta macho em um potinho d'água. O preço é bem menos salgado do que o final de semana em um resort. Basta você olhar com os olhos de quem entende- e respeita- para aonde caminha a humanidade.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ahhh, a tentação!


Oh, The Temptation from Steve V on Vimeo.

Uma criança. Uma mesa e uma cadeira. Um marshmallow.
A opção de poder comer o marshmallow na hora ou esperar até a moça voltar e ganhar outro além do que está na mesa.
As expressões dessas crianças me fizeram rir a tarde inteira.

fofices do design: kobi

Era de se esperar que o designer David Kho não fosse ficar muito tempo parado depois de criar o cadeirão Fresco e a cadeirinha Coco para a marca Bloom.
O mais novo projeto solo desse holandês baseado na Espanha é uma linha de carrinhos para bebê. Para isso ele criou uma companhia e a batizou de Mima.
Como David não é pouca porcaria ele já ganhou, com a linha Kobi, o prêmio inovação da feira mais importante de design infantil, a kids+Jugend, em Colonia. Não é difícil ver o porque: o Kobi expande com sua família: um carrinho só para o bebê que mais tarde cresce e ganha um irmão ou irmã. Esse segundo bebê também cresce, mas o carrinho....continua o mesmo.
O único problema com o Kobi é ter que esperar até Julho de 2010 para comprar um!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

apresentando: hora extra


Tá pensando o quê, que entre taaantas coisas que a gente faz durante o dia a gente não trabalha?
Pois saiba você que muitas de nós trabalhamos SIM! Todas nós acreditamos em um sonho e em um futuro melhor para nossas crias. Uma mãe lava a outra (hahaha, juro de pé junto que foi um erro de tipografia. infelizmente para vocês eu achei o trocadilho tão que infame o torna irresistível) e nos ajudamos como podemos.
Pensando nisso criei um novo marcador: a hora extra. Muitas mães fazem trabalhos legais enquanto os filhos estão na escola, casa da vovó ou dormindo. Por que não dividir com os outros? A gente nunca sabe , não é?
Você quer ver o fruto de seu suor aqui? Me mande um comentário/email e vamos conversar! Já adianto uma coisa: só escrevo sobre coisas que acredito e gosto, portanto não me venham falar sobre um sabonete líquido que você está fazendo cujo um dos componentes é óleo mineral, tá?
Espero poder ajudar com esse novo marcador, afinal, nós merecemos!

hora extra: safe sippy

Imagina bem a cara da vendedora de uma loja qualquer quando você, com uma garrafinha de aço inox que estava na prateleira na mão, pergunta:
-Essa garrafina não contém Bisfenol-A, certo?
-Bisf...desculpe, não temos essa cor, senhora.

Para bom entendedor do bem estar no novo mundo preocupado com um futuro correto e seguro, a palavra Bisfenol-A é bastante conhecida: é um dos componentes do plástico que é cancerigena e solta resíduos para o líquido que está contendo. Já falei sobre o assunto aqui e aqui.
Uma mãe preocupada com o assunto trouxe para o Brasil a Safe Sippy, que além de ser de aço inox tem o corpo coberto por uma capa de silicone anatômica (ótimo para que as garrafas não amassem nas quedas). As partes feitas de plástico são livres de Bisfenol-A e outros componentes nocivos-tem mais dois com nominhos complicados, sabia? O canudinho funciona que é uma beleza e a temperatura do líquido é mantida por muito mais tempo quando a gente está fazendo um passeio no zoológico em uma tarde de verão.
A Safe Sippy já está a venda na BestBaby em São Paulo e na 9MESES em Porto Alegre. As meninas dessas lojas com certeza conhecem as vantagens da Safe Sippy. Você mora em Salvador? Não tem problema, basta ir no blog da Erika e fazer o pedido que ela te manda.

domingo, 20 de setembro de 2009

curta: lenda urbana?

Me contaram o causo por agora. A pessoa jura de pé junto que estava presente, foi uma testemunha ocular. Para mim, essa é boa demais para não ser lenda urbana. Se não for, espero sinceramente que vire uma!

Em uma fila de caixa em um supermercado, uma senhora com carrinho e uma mãe com um filho de mais ou menos 10 anos atrás. No caixa ao lado, a pessoa que me contou a história.
Diz ele que o menino ficava batendo com o carrinho nas pernas e costas da senhora e que a mãe nada fazia para repreender o moleque.
A certo ponto, conta ele com ganas de ir lá e fazer o menino parar (não entendi porque não foi), a senhora vira para o menino e pede:
-Você poderia parar, por favor? Está me machucando.
A mãe do menino responde por ele:
-A senhora me desculpe mas em casa não o proibimos de fazer nada.
No caixa do lado oposto a que isso acontecia, um senhor ouve e sem perder tempo pega uma embalagem de ketchup, anda em direção a mãe, abre a embalagem e vira na cabeça dela dizendo:
-A senhora me desculpe, mas minha mãe nunca me proibiu de fazer nada em casa também.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

curta: maria imaculada



É muito fácil acabar com a imagem de mãe-toda-poderosa-imaculada-filha-de-maria. Nem tinha idéia de como nossa reputação era frágil. Era (assim no passado mesmo), por que a minha já foi ralo abaixo no esgoto da dignidade humana.
Lá vou eu me humilhar mais uma vez contando a vocês o que se passa entre as quatro paredes da minha vida (nada) privada (a essa altura do campeonato):

Era hora de dormir. Estava eu no quarto das crias acabando de ler um livro para eles e dando um beijinho de boa noite quando ouvimos um barulhinho. Daqueles desagradáveis. Daqueles que a gente sabe bem qual é e daonde veio. Imaginem se Fofoquinha e Matraca-Trica iam deixar passar batido:
-Mamãe, a Fofoquinha soltou um pum.
-Não fui eu não. Eu não soltei pum nenhum, mamãe. Foi Matraca-Trica.
-Não fui não. A Fofoquinha está dizendo que fui eu mas não foi. Eu não soltei pum!
-Mamãe, ele está mentindo! Eu não soltei pum, então só pode ter sido ele!
-Gente- confesso eu,... aliás confesso também que ia fazer cara de paisagem como manda a boa educação, mas minha tentativa foi frustrada tamanho o rebuliço ao redor do fato- que soltou pum fui eu.

Pois é, senhoras e senhores. Eu solto pum. A cara deles- olhos esbugalhados, um esboço de sorriso no canto da boca e um ponto de interrogação E-NOR-ME piscando em mil cores de neon no lugar do terceiro olho- mediante essa confissão veio acompanhada da seguinte frase de Matraca-Trica que falou pelos dois, na verdade:

-Mas...mamãe....as mamães soltam pum?!




terça-feira, 15 de setembro de 2009

fofices do design: napnanny

A 7 anos atrás, o Napnanny era tudo o que eu queria na vida. Daria meu fígado -com prazer e sem anestesia- por um deles. Minhas duas crias sofreram de montão nos primeiros meses de vida: Fofoquinha por refluxo e Matraca-Trica com cólica. Quem sofreu mais, no final das contas, fui eu.
O Napnanny é um híbrido de colchão, car seat e cobertorzinho para bebê. Foi criado para fazer o começo de vida mais fácil e menos dolorido para aqueles bebês que tem refluxo, cólica ou nariz entupido por causa de um resfriado.
As mães que passam noites sem dormir agradecem de coração.

sábado, 12 de setembro de 2009

hay que sufrir pero sin perder el hairstyle jamás!

Hoje fez um dia lindo: muito sol, céu azul de pré primavera, passarinhos gorgeando e só algumas nuvens no céu. Fomos para o clube e lá pelo meio dia Matraca-Trica e Fofoquinha desfilaram de sorriso aberto na comemoração do aniversário do dito cujo.
Parou.
Essa coisa toda está deveras sutil e por demais floreada: estava era um calor senegalês mesmo, sol de caatinga, uma secura na garganta que só. Meu lugar era na piscina. Mas não, eu fui pagar mico como de costume. Desfile de aniversário do clube?! Vamos combinar que ir tomar vacina antitetânica na barriga seria menos doloroso. Acontece que para meu azar contaram para Fofoquinha e Matraca-Trica que na concentração da ala das crianças ia ter o show do High School Musical (cover, of course), pipoca e algodão doce. Os dois só falaram nisso a semana toda. Não tive escolha. Todo mundo acordou cedo e em tempo recorde estávamos prontos. Matraca-Trica, vaidoso que só quis passar gel no cabelo e armar o moicano para ocasião tão importante: seu primeiro desfile na vida.
Corta.
Conversa no carro:
-Mamãe, gel sai com o sol?
-Não, só sai com água.-respondo.
-Mamãe, tem certeza que não derrete?
-Tenho. Só sai com água.
Corta.
Deixei os dois na concentração (depois de passar protetor solar em suas bochechas rosadas) e fui achar meu lugar na muvuca da arquibancada. O desfile aconteceu na pista de atletismo, com volta olímpica de todas as modalidades esportivas e recreativas. As crianças, umas duzentas, foram as primeiras a chegar e entraram pelo fundo da pista. Tudo muito bonitinho, um mar de camisetas e bonés brancos-o uniforme obrigatório do dia. Então meu olho de lince bate em uma única cabecinha lá no horizonte, sem boné, brilhando em baixo daquele sol de rachar coquinho.
Eu deveria ter imaginado.



quarta-feira, 9 de setembro de 2009

mea culpa

-Mamãe, estou com frio. Muito frio.
Fofoquinha acabou de chegar da escola e está realmente com uma cara meio caidinha. Frio com esse calor, penso eu...hummm, melhor pegar o termômetro. Bingo, Fofoquinha está com febre. E dor de garganta. Pegou de Matraca-Trica, que semana passada também apresentou os mesmos sintomas e foi hoje para a escola pela primeira vez em uma semana. Lá vou para o segundo round, como era de se esperar. Dou os remédios e atenção extra para a enferma e depois do jantar coloco um cobertor bem macio e quentinho nela para que ela possa assistir um pouquinho de TV.
Matraca-Trica que até então havia ficado quietinho no canto dele vira para mim e diz: "Mamãe, estou com muito, muito frio." Caso típico de ciúmes para o qual o melhor remédio é outro cobertor igual ao da irmã, imagino eu. Afinal, ele estava prá lá de recuperado da semana anterior.
Bem mais tarde, já deitados na cama e antes de apagar as luzes, Matraca-Trica continua a ladainha:"Mamãe, estou com frio." Já que estava tirando a temperatura de Fofoquinha para ver se a febre baixara um pouco, brinquei "Vou tirar sua temperatura também, vamos ver se o príncipe está dodói". E não é que o moleque estava com 39,8°C ? Matraca-Trica estava com febre esse tempo todo e eu não percebi.

A mãe de do Pepe Legal estava me contando um dia desses que quando ele tinha uns 3 anos ele bateu a cabeça quando caiu para trás da escada na frente do prédio. Ela colocou gelo, deu muitos beijinhos e foi cuidar do jantar. No dia seguinte Pepe Legal continuou a agir como qualquer outro menino da idade- correndo, pulando no sofá, andando de bicicleta- mas sempre se queixando de um pouco de dor na cabeça. Normal para quem caiu do jeito que ele caiu, pensou a mãe. No dia seguinte a dorzinha não passou e ela achou melhor levar ao médico para ver se não era sinusite, afinal ele estava com coriza. Somente para descobrir que Pepe Legal estava com o crânio rachado. A dois dias.

Vou te contar, esse tipo de coisa acaba com o espírito esportivo de qualquer mãe. Acaba com o dia da gente. Como assim nossa cria está _______ (preencha aqui com o problema da hora: a doença, deprimido, triste, com problemas na escola, com a cabeça/dedo do pé/nariz quebrados, alergia, etc)_______e a gente não percebeu na hora???? Que raio de mãe somos????! Merecíamos ter a licença revogada. Ora veja se pode uma coisa dessas!

Mães são movidas a culpa. Esse é ingrediente principal de uma receita simples que nos torna o que somos. Sem esse tipo de combustível para alimentar nossas almas não seríamos capazes de levantar da cama de manhã. As espécies de culpa são tantas quantos os pernilongos depois de uma chuva de verão. Também não deixam gente dormir a noite. Nesse caso, estou falando da culpa pela ignorância e falta de atenção. Como poderíamos saber absolutamente tudo o que há para se saber sobre medicina pediátrica? Além de gripe e resfriado, você sabe diagnosticar com 100% de certeza qualquer outra coisa? E olha que mesmo assim 93% das mães vai ligar- a qualquer hora do dia ou da noite- para o pediatra só para ter certeza que se trata de uma coriza passageira.
Se a gente pensar bem, não há chance nessa vida (e nem em outras, francamente) de nos tornarmos Wikipedias de salto alto. Ou de rasteirinha. Ou tênis. Ou sapatilha. Ou botas. Aliás, de sapato nenhum, e muito menos descalças. Com calças. Ou de saia. Deu para entender aonde quero chegar, certo? Não saberemos jamais tudo sobre odontologia, medicina, nem psicologia ou sequer sobre como ajudar as crias com a lição de casa em um exercício sobre a tabela periódica. Ou você vai me dizer que lembra quais são os lantanídios?
Só nos resta confiar no instinto-que, como dá para ver, falha que é uma beleza!-e na certeza de que nós vamos errar. A coisa funciona mais ou menos assim: se a gente fez, não deveria ter feito. Se a gente não fez, deveria ter feito. No fim estão todos saudáveis e felizes, procurando umas canetinhas para fazer alguns desenhos na parede da sala. E nós, colecionando cabelos brancos precocemente.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

aviso

Vocês sabem o que acontece com o bloguinho quando Matraca-Trica e Fofoquinha ficam doentes ao mesmo tempo?
NADA.
Mil desculpas a todos, assim que tiver 4 horas de sono seguidas, eu volto. Tenho muita coisa para escrever, só preciso do Tico e do Teco a todo vapor.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

fofices do design: concord




Esse vai ser um post "baciada": pensei que tinha achado um produto bacana para mostrar a vocês e quando fui ver, por trás dele tinha mais coisa legal. Dois pelo post de um. Se você quiser ler mais, faço um desconto caprichado.
Achei primeiro esse cadeirão em um blog amigo. Quando fui fazer a pesquisa no website da companhia, a Concord, percebi que essa marca alemã tem outros produtos legais.
Achei esse cadeirão ótimo para quem tem espaço limitado ( e quem não tem???). Além de ser bonito, é prático, fácil de operar e muito, muito portátil. Esconder esse bichinho dos nossos pobres olhos nús é sopa....não que a gente queira parar de olhar para ele, tão bonitico que é.
O que me encantou no site da Concord, na verdade, foi o car seat Transformer. Ele ganhou nota 2 no Eurotest 2009, fazendo dele o melhor car seat europeu. O Transformer foi criado para crianças de 3 a 12 anos. A carapaça externa (lembra um tatu, não lembra?) protege todo o corpo da criança em caso de impacto e as funções são acessiveis por toque de botões-nada de ficar no estica, puxa e trava manualmente.
Esse sim é um tipo de investimento que vale a pena fazer. Concord?*

*ai, essa foi péssima. mas difícil de resistir....

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

sobre reciclagem


Nem pude comemorar a volta as aulas e minha alforria como eu queria. Com tanta coisa a fazer, uma arrumação nos brinquedos era mais do que necessária e comecei por ela. Por acaso alguém tem um armazém para guardar todos os trabalhos (de arte) que vem da escola ou vocês fazem como eu que salvo alguns e o resto vai contribuir para o enchimento dos aterros de lixo?
Joguei muita coisa fora: peças de jogo que já não existem, brinquedos quebrados que não servem para ser doados, pedrinhas catadas no parquinho, pedaços quebrados de plástico colorido que nem imagino daonde vieram ou para que serviam, uma pena de passarinho, barbantes aleatórios, contas de colar perdidas e muita "arte" feita de recilcados. As garrafas PET são as grandes estrelas dessa categoria: vasos de plantas, porta-trecos, retratos ou canetas, bonecos, porta barquinho-no-mar e o que mais a imaginação fértil das tias puder inventar. Como Fofoquinha e Matraca-Trica são dois, vem tudo em dose dupla.
Nem dois dias depois de casa cheirando a limpa e razoavelmente organizada vem a nota da escola: "Por favor enviar duas garrafas PET de 2 litros".
Tias, vamos combinar uma coisa? Eu entendo que a intenção de vocês é a mais pura d'alma para ensinar as crianças do século XXI a reciclar e ajudar o mundinho a ser mais feliz para eles mesmos poderm desfrutar quando vocês estiverem embaixo de sete palmos de terra. Acho louvável e uma obrigação. Mas existe BOA reciclagem e reciclagem INÚTIL. A BOA reciclagem é quando você reusa algum elemento para criar e construir outra coisa que tem uso ou vai ser preservada ad eternum. Por mais que ame minhas crias, os trabalhinhos deles nem sempre correspondem a espectativa. Raras são as peças que vão ficar expostas na sala de estar tempo suficiente para Matraca-Trica e Fofoquinha mo-rre-rem de vergonha por ser meus filhos quando trouxerem os namorados para casa. Isso faz dessa arte toda reciclagem INÚTIL, não é?
É uma questão de menos de um ano para todas essas garrafas PET em versão carro-alegórico-em-desfile-do-grupo-4-de-escolas-de-samba-no-interior-de-São-Paulo (nenhuma delas tem catiguria para encarar uma qualificação melhor) acabarem no mesmo lugar que todas as outras: no aterro. Reciclou-se alguma coisa quando o fim é o mesmo? Pense bem.
Esses bilhetes criam um segundo problema em casa além de testar minha paciência:eu considero nosso lar um passo a frente no pensamento "vamos reciclar" e prefiro eliminar o problema do que lidar com a sobra: o plástico aqui está quase eliminado. Além disso, não se bebe refrigerante em casa. Descolar essas garrafas são um gasto de energia e tempo que não valem a comida que o tatu bolinha come (assumo que todo mundo saiba do que tatu bolinha se alimenta...)
Tias (eu sei que quem vocês são e aonde moram!), ao invés de ensinar as crianças a fazer reciclagem INÚTIL, por que não ensiná-las a eliminar os elementos poluentes de suas vidas para sempre? Se ninguém mais comprar plástico (por exemplo), não vai haver mais produção. Se não houver produção, não vai haver sobra. Se não houver sobra, minha sala de estar não vai ter mais um vasinho de PET sequer para arruinar a decoração.

fofices do design: tent-sofa

Philippe Malouin é um desigenr canadense que mora em Londres e criou esse sofa para a companhia italiana Campeggi. A inspiração veio das tendas militares. Divertido, não?
Essa é uma solução bacana para o amiguinho que vem dormir em casa ou para simplesmente brincar e variar o lugar aonde dormir.
Assistindo o vídeo no site de Philippe sobre o Tent -Sofa, a única coisa que não fica clara é como a tenda fica segura quando armada-não se vê a demosntradora fechando nenhum velcro, mas pode ser só por efeito de demonstração.
Só não vale ter toque de alvorecer as 6 da manhã no ouvido dos pais!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

essa vai dar pano para a manga: a manga direita

Se você chegou agora, saiba que este é o segundo post sobre um texto entitulado "Sem crianças, por favor" do Fabio Santos no jornal Destak. Para ler a matéria na íntegra, é preciso navegar até ela-coisinha meio chata, mas não tem outro jeito. As instruções para fazer isso estão no primeiro post: essa vai dar pano para a manga: a manga esquerda.
Resumindo um pouco o texto, o Fabio descreve como crianças em público são inapropriadas para quem ainda não os tem (e) que trabalham, como por exemplo em pousadas paradisíacas com ar de honeymoon no meio de quilômetros de areia e coqueiros, aviões e almoços de negócios em restaurantes-enfim, basta ser um lugar público. Fala também sobre como os pais transferem a responsabilidade de controlá-las aos outros-eles que não tem filhos. Como está sobrando pano, esse vai ser tópico para uma terceira manga, a extra. Nossa, como estou me divertindo com o texto do Fabio! Para não confundir alhos com bugalhos, a manga direita vai se deter na primeira parte do texto.
Eu já fui o Fabio. E teria escrito as mesmas coisas que ele-e até um pouco mais, conhecendo meu humor. Eu nunca gostei de crianças e francamente não dava a mínima para elas. Por alguns (muitos) meses, só gostei de Fofoquinha, depois que ela nasceu, porque era minha.
Quer saber? Criança é inapropriada mesmo. Eu fui uma, lembro bem que peste sem classificação eu era. Minha mãe até rogou praga: "Você vai ver, seus filhos vão ser piores do que você foi!". Praga de mãe pega. Matraca-Trica e Fofoquinha são inconvenientes, inapropriados, cansativos, imprevisíveis e barulhentos. Resumindo, são crianças normais. Se não fossem assim eu ia achar que tinha alguma coisa muito errada com elas.
Eu desculpo o texto do Fabio. Já me desculpei também. Ele não é pai, não foi iniciado nessa grande maçonaria que chamo de "o lado de cá". Tudo o que o Fabio quer é curtir o mundo na santa paz e sossego em um mundo acima dos 18 anos. Pensando bem acho que não existe um ser adulto que não queira isso.
Logo no segundo parágrafo,, numa tentativa mixa de salvar a própria pele de leitores que são pais e com certeza mandariam emails de baixo calão, ele escreve: "Não que eu não goste de crianças. Gosto sim, e muito. Tanto que eu e minha mulher estamos em campanha pelo primeiro filho. Mas há lugares e circunstâncias em que crianças são, digamos assim, inapropriadas." Humm, se a linha de pensamento é essa, me dou o direito* de estender a frase dele para "...e circunstâncias em que crianças, cachorros, idosos, chatos, gente que está perpetuamente no celular (e pior ainda, falando alto), quem dirige mal, ri muito alto, usa perfume demais, tem mau hálito, é cafona (por que eu tenho que olhar coisa feia??) ou tem cérebro de galinha são, digamos assim, inapropriados". A lista é bem maior do que esta, infelizmente tive que resumir minha birra com a humanidade em poucas palavras.
Como o Fabio ainda não é pai-queria ser uma mosquinha para contar a todos vocês o dia em que ele estiver sem pajem e tiver que levar a futura cria no banco, na farmácia e no restaurante-ele nem imagina que a gente muitas vezes não tem escolha. Ou leva ou leva. Ele não sabe que as crianças aprendem por observação e vivência. Se nunca forem a restaurantes e viajarem de avião, nunca vão saber se comportar nessas situações. Ele não sabe sobre o grande segredo de "o lado de cá": a paciência divina e (quase quase) ilimitada. Ele provavelmente não lembra da própria infância: imagina se ele tivesse ficado dentro de uma bolha sem sair de casa (a não ser para ir ao playground e escola) até criar espinhas na cara. Acho que ele não teria gostado muito, teria? Saberia ele se comportar em sociedade?
Lugar público é...preciso mesmo explicar? Talvez sim, uma vez que o Fabio termina o texto dele assim: "...se seu objetivo for paz e tranquilidade, melhor se manter distante de qualquer lugar com playgrounds. O contrário também deveria valer. Se não tem parquinho, mantenha as crianças longe."...ou será que deixo ele descobrir por sí só?

* Me dou o direito de seguir sua linha de pensamento. Só isso, pois aprendi como agir em situações como estas quando elas se apresentam: "os incomodados que se mudem" é um moto simples a ser seguido e eu faço grande uso dele.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Apite pelos meninos




Tem tanta gente fazendo coisas bacanas pelas crianças e por um mundo melhor-sem pieguices-que vou abrir um novo marcador no Mamãe Sabe Tudo: "Passando o Chapéu".
Minha parte é ajudar a divulgar, coisa que farei com o maior prazer porque acredito no trabalho dessas pessoas.

Gostaria de apresentar para vocês o Falling Whistles. É a história de um homem que foi a Africa ajudar a calçar crianças. Alguns campos de refugiados e danças tribais depois, ele chegou ao Congo. Ajudou a resgatar 5 meninos e eles contaram como foram torturados e obrigados a matar. Contaram como a única arma que dão a esses meninos-soldados que ainda são pequenos demais para segurar uma arma é um apito. A única coisa que esses meninos tem que fazer é ir na frente dos soldados e fazer bastante barulho para assustar o inimigo. Eles são a barricada. São eles que recebem a primeira rodada de balas.
Sean Carasso trabalhou com a UNICEF para ajudar a resgatar crianças e fundou a organização Falling Whistles para levantar fundos par sua causa.
Visite seu site pelo menos para ler seu diário. Se puder, passe também na lojinha.

sábado, 8 de agosto de 2009

fofices do design: tapetes para brincar




Mostrei em um post anterior um tapete que além de esquentar os pés e decorar o quarto, serve também para brincar. Resumindo: uma fofice mesmo.
Como ninguém é bobo e perde tempo, já apareceu uma versão turbinada na Austrália no site Danish By Design, criados pela IVI. Em vários tamanhos e com vários temas-fazenda, trânsito, casinha e tabuleiro de jogos-difícil é escolher um.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

essa vai dar pano para a manga: a manga esquerda

Sempre pego esses jornais que distribuem no semáforos. Para mim são o equivalente de revistas em manicures: leitura rasa, rápida e de fácil digestão. Até ler no Destak o "Meu Destak" do dia 30 de julho de 2009 na edição do Rio de Janeiro, na página 15, escrito pelo diretor editorial Fabio Santos (tentei colocar o link aqui mas a página não abre corretamente, a gente tem que navegar até achar dentro do site). A dita cuja intitula-se "Sem crianças, por favor". Deu para perceber, pelo titulo, que eu não iria deixar passar batido, né? Coisinha rápida o que o Fabio escreveu. Ele nem imagina como vou me divertir com a matéria ligeira dele por aqui! Resolvi até dividir meus comentários em posts separados para não cansar a vista de muita gente.
Em um dos parágrafos de seu texto-não vou me estender muito no conteúdo da matéria do Fabio neste momento, uma vez que o titulo é self-explanatory e vou falar mais sobre ela em alguns posts (desconfio que ele vai virar minha piada preferida!)- ele conta que a revista britânica The Economist "faz campanha para que as companhias aéreas tenham voos vetados a quem tem menos de dez anos". E adiciona de punho próprio: "Ninguém é obrigado a pagar os altos preços das passagens aéreas e não conseguir pregar o olho porque a belezura na poltrona de trás esta incomodada com a pressurização da cabine ou resolveu exercitar suas pernas chutando suas costas".
Nem precisei queimar minha cachola por muito tempo pensando no que o Fabio escreveu. Para começar, já que uma revista de tamanho peso ignora os princípios básicos dos direitos humanos e se comporta com tamanha infantilidade, por que não eu? Afinal, antes de Fofoquinha nascer eu acreditava piamente que aviões deveriam ter uma cabine separada a prova de som para acomodar famílias com crianças.
Depois que ela nasceu continuei usando aviões (como se fossem meros táxis) como meio de transporte. Ai de quem abrisse a boca para reclamar qualquer coisa sobre minhas crias! Tá certo, nunca precisei, como minha cunhada uma vez, vir cantando boa parte (umas 4 horas) de um voo internacional, Old MacDonald had a Farm com seus 3 filhos, mas cheguei perto.
Não discuto que as pessoas fiquem incomodadas-eu também ficava. Mas essas pessoas são adultas. São bem grandinhas para lidar com a falta de paz temporária ou uma noite mal dormida. Todos sabemos que aviões são, na verdade, um grande elevador velho com (a cortesia de) cadeiras de sala de espera de repartição pública que leva hooooras sem fim para ir de um andar para o outro.
Resolvi lançar a minha própria campanha. Assim como a The Economist vou encaminhar minha lista de pedidos para TODAS as companhias aéreas.
Abaixo a minha lista de indivíduos que deveriam ter voos separados dos demais mortais:
-Gordos.
-Pessoas que insistem em puxar conversa mesmo vendo que você está com livro aberto e fone de ouvido.
-Pessoas com volume do IPod alto.
-Pessoas que tem CC e/ou perfume ruim forte.
-Pessoas com incontinência urinária que levantam a cada 1 hora para ir ao banheiro no meio do seu filme.
-Pessoas que passam a noite com laptop ligado.
-Bêbados.

Para terminar, gostaria de mencionar que uma coisa que filhos nos ensinam-e que o Fabio não sabe ainda- é ter mais compaixão e respeito pelos outros. Olha só a diferença entre a frase "... e não conseguir pregar os olhos porque a belezura na poltrona de trás está incomodada com a pressurização" e "tinha um bebê, tadico, que chorou a noite toda porque estava incomodado com a pressurização". Pergunto: quem é o adulto aqui?

terça-feira, 21 de julho de 2009

tutti buona genti!

-Atenção senhoras, vai começar mais uma reunião do "Clubinho das Mamães". Disse a loirinha de maria chiquinhas.

Ahh, se a vida fosse tão simples assim como uma casinha de bonecas no quintal e um bando de meninas brincando de lar, com tudo o que as casas de verdade tem: jogo de chá de porcelana, bebês de plástico com muitas roupinhas, chupetinha, mamadeira (mas tem algumas, como Fofoquinha costumava fazer, que insistem em dar o peito para os bebês) e carrinhos; toalha xadrez de vermelho e branco com muito babado e o mais importante: tiaras, makeup, luvas , boás e os sapatos de salto das mamães grandes.
Se a gente pensar bem, esse é o primeiro clubinho que as meninas fazem parte. Quando crescemos, fazemos parte de um clube maior e com nome sem diminutivos, inteiramente globalizado e sem restrição alguma a raça, religião,status social e....ouso dizer: sexo*.
Como mencionou uma leitora em um comentário, quando somos mães somos todas íntimas. E quer saber? Somos mesmo. Saímos da maternidade com carteirinha e direito a vaga no estacionamento do clube, mesmo que seja só para o carrinho da cria. O único documento que precisamos apresentar é um bebê. Ou dois. Ou três. Ahhh, as maravilhas (duvidosas) da inseminação artificial!
A intimidade é tanta que a gente não tem o menor pudor ou timidez em se aproximar com sorriso aberto de uma outra mulher que a gente nunca viu no parquinho para perguntar qual é a marca de fralda que ela usa ou aonde ela comprou cenouras orgânicas ali perto. Nós temos o maior prazer em dividir dicas-afinal só nós mesmas sabemos a melhor maneira de educar crianças-e ainda oferecemos outras que não estavam na lista de perguntas. Isso, na minha opinião, é uma das coisas mais doces entre sócias do clube. Dividimos nossa sabedoria duramente conquistada, tempo, sentimentos, lanches e eventualmente uma calcinha ou cueca tamanho PP infantil em caso de acidente de treinamento.
Mas a intimidade, como em todos os outros casos, é uma fruta que pode azedar rápido se não for colhida a tempo. Nós nos sentimos tão confortáveis umas com as outras que eventualmente nossas personalidades, opiniões e hormônios colidem. Nos sentimos no direito de comentar sobre como Jane Jetson está fazendo besteira em colocar Elroy para dormir tão tarde ou como é possível que não ofereçam nada mais do que batatas fritas e salsicha nas refeições de Judy-é por isso que essa menina não gosta de nada saudável, gente! Afinal, a minha maneira de educar é a melhor de todas. É aí que o clube vira Máfia: perdemos nosso precioso tempo vago julgando umas as outras. Sem má intenção ou maldade. No fim queremos o bem da família em questão, não concorda comigo?
Incrível como apesar de tudo isso não precisamos mandar colocar cimento nos pés de ninguém por causa de uma diferença de opiniões. Nossa Cosa Nostra é mais piedosa e compreensiva. Afinal, as facetas do relacionamento entre mulheres a gente aprendeu lá atrás, no clubinho. Essa dinâmica, que pode ser um pouco bruta as vezes, nós já dominamos. No fim, as crianças estão todas aí felizes e saudáveis. Todas sobrevivem para formar seus próprios clubinhos e aprender como aprendemos como é crescer como mulher e mãe.


*Sim, existem até mesmo alguns pais sozinhos que fazem parte do Clube das Mães. Existe até uma mulher que virou cirurgicamente homem e engravidou, tornando-se o primeiro pãe da história.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

fofices do design: taga


Com 3 prêmios no currículo-Red Dot Design, Eurobike 2008 e o Kind und Jugend Innovation Awards, o carrinho/bicicleta Taga tinha que ser design holandes. Só poderia ser, não acha?
Que coisa boa: um carrinho e uma bicicleta que é confortável para os pais e para a criança. Não tenho muita coisa a acrescentar depois que se vê o vídeo. Se puder pegue uma fraldinha de boca para não babar enquanto assiste!
Só vejo um problema com o Taga: por que ele não foi criado 6 anos atrás quando eu precisava dele???

quarta-feira, 15 de julho de 2009

leve-me até seu líder!




Quando ví essas imagens, pensei comigo mesma: "Que pena que isso não dá para colocar no blog, não tem nada a ver com crianças!".

Ahhh, mas quando a vontade é muita a gente sempre acha uma desculpa: dá para colocar como decoração em quarto de meninos! Junto com uma coleção de robôs antigos! Pronto, já me ví montando um espaço na próxima Casa Kids. 
O bacana do trabalho do italiano Franco Brambilla é que ele cria interferências de arte Sci-Fi com carinha retrô em cartões postais antigos usando tecnologia de ponta! What a trip!
Agora me conta: você não iria querer usar o trabalho de Brambilla- cá entre nós, algumas imagens são hilárias- no quarto de seu filho?