segunda-feira, 15 de março de 2010

curta: arquivo x

Assistindo um comercial de TV de um filme qualquer de ficção científica com seres extraterrestres, lembrei-me de uma coisa que aconteceu a 3 milhões de anos luz atrás. Eu sei que corro o risco de ser oficialmente taxada de doida com a minha teoria sem pé mas com certa cabeça. Como é de domínio público que perdi o bom senso à muitos anos atrás, vou me envergonhar publicamente mais uma vez.
Quando Fofoquinha tinha um mês ou dois, amamentando na penumbra da noite, caiu uma ficha. Deveria ser mais para dois meses, tempo esse suficiente para a gente começar a delirar como se tivesse tomado um ácido por causa do cansaço e falta de sono profundo. Não foi mais do que isso porque senão eu já estaria adaptada à essa condição perpétua e nem teria prestado atenção no fato.
Existe um arquétipo quando se trata de seres extraterrestres, concorda comigo? Eles tem as extremidades finas, a cabeça em formato de gota invertida e olhos amendoados enormes. São carecas, não tem queixo nem nariz e quase não tem lábios. Justifica-se o design como uma evolução natural dos seres humanos.
Percebeu como isso é uma coisa mundial? Essa sensação de que já se viu esses seres antes? Eles tem alguma coisa de familiar que a gente não sabe bem donde vem, como um cheiro que a gente tem certeza que conhece mas não consegue ligar o nome ao dito cujo. Tem quem vá alegar que a inspiração veio de insetos, mais especificamente o louvadeus. Afinal o bicho é verde, não é?
Agora, você já prestou atenção em bebês recém nascidos na penumbra quando estão amamentando e com os olhos bem abertos, olhando de volta para você? Então olhe bem.
Olhe muito bem.

sexta-feira, 12 de março de 2010

children's house dragen


Já dizia minha avó que educação vem de berço. O berço fica dentro de um quarto dentro de uma casa. A casa, em tempos de século 21, também é exemplo de educação. Por extensão a escola, que é aonde as crianças passam maior parte do tempo.
Alguns países entenderam que a sustentabilidade não é modismo e estão se tornando exemplos de aproveitamento de recursos naturais para construção de edifícios.
A Children's House Dragen fica na Dinamarca. Foi construída com materiais reciclados e ecologicamente corretos e o consumo de energia do prédio é mínimo. O isolamento é tão bem feito que só pelo fato das crianças brincarem dentro da escola a temperatura sobe- lembrem-se que os invernos na Dinamarca são severos.
Para ver mais detalhes sobre o projeto, venha aqui.

quinta-feira, 11 de março de 2010

mad men


Esse post é outro daqueles que eu deveria classificar como "não tem muito a ver com o blog mas acho que seu eu forçar a barra e achar uma desculpa dentro dos 'seis graus de separação' vocês leitores vão engolir", ou simplesmente "relaxe e aproveite mesmo que não tenha muito a ver".
Se você pode é uma daquelas pessoas que precisa de um incentivo maior do que carrinhos ou bebês de plástico para sentar no chão e brincar com sua cria, a Mattel solucionou seu problema lúdico. A fabricante da Barbie está imortalizando 4 personagens da série de TV Mad Men, Don, Betty, Roger e Joan. Não espere, porém, achar à venda acessórios como cigarros e taças de martini, afinal esses bonecos pertencem à família Barbie Dolls.
A edição limitada estará a venda nos EUA a partir de julho.

segunda-feira, 1 de março de 2010

não conta para ninguém


Querido diário,
Lamento informar aos meus leitores que esse post é pessoal, piegas e só deveria ser publicado na semana do dia das mães. E olhe lá. O problema é que até lá vou ter esquecido.
Acontece que Fofoquinha tem uns repentes de carinho deluxe com Mamãe. Esta semana ela bateu o recorde da fofice e eu quero guardar aqui para não perder os momentos. Sabe como é, não dá mais para confiar no sistema de arquivamento do Tico e do Teco. Quero ler em momentos que não estou de bem com a vida, ou que estou de muito bem com ela, quando estiver com TPM ou vendo passarinhos verdes. Quero principalmente ter esse documento para jogar na cara de Fofoquinha quando ela estiver aborrescente e me odiar só por respirar o mesmo ar que Vossa Majestade.
O número é sempre o mesmo, uma ou mais vezes ao dia, com as mesmas palavras. Ela se joga no meu colo, me abraça forte e diz: "Mamãe, eu te amo. Não vou te largar nunca, até eu morrer!" Fica lá abraçada, até o ciúmes fraternal se jogar em cima de todo mundo, procurando uma brecha para imitar a irmã.
É isso, querido diário, nada muito elaborado. Não falei que era piegas?
Entediei a todos os que tiveram paciência para ler até aqui e quer saber? Hoje não me importo, valeu a pena só por imaginar a cara de Fofoquinha em uns 7 anos...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Rocco



Greener Gadgets está fazendo uma competição em seu site. A idéia é criar produtos que sejam sustentavelmente corretos. Quatro designers, Aaron Tsui, Irina Kozlovskaya, Jasen Metha e Sergio Silva estão apostando- assim como eu- nesse bichinho de balanço que usa a energia cinética gerada pelo vai-e-vem da brincadeira para carregar as lanternas que são as alças.
Bacana, né?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

curta: sobre a inveja fraternal

Para se machucar, uma criança não precisa de absolutamente nada além de uma idéia de jerico, coordenação motora em desenvolvimento e ausência de uma gente grande por perto para dar um berro na hora H de "Pára!!! Você está louco??? Isso não pode, você vai se machucar!".
Pois foi nessa combinação de fatores que Fofoquinha ganhou seu primeiro braço engessado: virando cambalhota na sala enquanto Mamãe escrevia para o bloguinho no estúdio.
Matraca-Trica ficou em casa enquanto Fofoquinha estava no Pronto-Socorro sendo atendida. Na volta, não conseguiu conter a emoção de ver aquele bololô no braço da irmã. Era fascinante , simplesmente fascinante. Ele não aguentou e perguntou à Fofoquinha:
"Me conta direito como foi que você se machucou?"
"Porque?" perguntei eu.
"Mamãe, quero saber o que a Fofoquinha fez direitinho porque eu quero fazer igual para engessar o braço como ela!".


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

sentando nas nuvens


Esqueça todo o bom senso em casa. Vá para o trabalho com ressaca da festinha infantil de ontem. Adicione um pensamento incoerente e divertido e voilà, nasce um puff para a gente se sentar. Um puff não com bolinhas de isopor, mas recheado de balões!
Foi exatamente o que aconteceu com Vincenzo DiMaria e a Puff & Flock. Dá um certo receio de colocar nosso bumbum em sabe-se lá quantos balões que podem estourar a qualquer momento, não dá? Aparentemente não acontece nadica de nada. Pensa bem, depois de encher todas essas bexigas, você vai precisar de um lugar para sentar mesmo.
Aliás, quer saber? Se começarem a estourar, a diversão com os pequenos pode ser dobrada, ou vai me dizer que sua cria não ama estourar balões?
Corra para a academia porque manter esse puff divertido vai requerer uma ótima forma de seus pulmões!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

fofices do design: bednest


Eu sempre fui fã de co-sleeping. Fofoquinha e Matraca-Trica ficaram por mais de 6 meses do ladinho da minha cama. Para mim foi uma solução muito conveniente: não precisava levantar da cama para dar de mamar e quando eles não precisavam de troca de fralda, era só colocar de volta no bercinho. Co-sleeping também evita que a gente levante novescentas vezes durante a noite só para ir até o quarto do bebê para ver se ele está respirando-ou vai me dizer que você não fazia isso??
Essa belezurinha é da Bednest. Portátil, bonito e muito prático, do jeitinho que a Mamãe gosta.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

parto? não, obrigada.

Nove meses é muito tempo.
Para coisas práticas como fazer enxoval, decorar quarto de bebê, providenciar lembrancinhas para maternidade e trabalhar, o tempo é curto e limitado. A gente precisaria de mais uns 2 anos para conseguir se acostumar com a idéia de um filho e organizar tudo do jeitinho que a gente acha que tem que ser feito. O projeto de um filho seria, idealmente, um projeto para
lifetime. Acho que é por isso que "acidentes" acontecem. Se a gente pensar muito, não rola nunca.
Mas e agora que o "acidente" ou planejamento aconteceu?
Agora, minha amiga, serão dias e noites obcecando sobre uma pergunta que não quer calar: como isso vai sair?

Nove meses é tempo demais. Quando se marca uma hora no dentista, a gente tem uns dias para se preparar. Quando a gente marca uma mamografia, quer que seja no dia seguinte para acabar com a coisa o mais rápido possível. Aliás, falando em mamografia, uma amiga me deu a melhor definição, se você nunca fez uma: tire a roupa, abra a porta da geladeira, apoie seu seio no batente de frente para o lado de dentro, e bata a porta com força.
Voltando à vaca fria: ter um tempo para se preparar para futuros acontecimentos é bom, mas tempo demais só faz a gente ficar mais nervosa. A impossibilidade de calcular a possível dor que a gente vai sentir quando entrar em trabalho de parto é para deixar qualquer mulher maluca. Não se tem a menor referência, cada uma teve uma experiência diferente para contar e ninguém chega à conclusão nenhuma. Isso é suficiente para deixar a grávida noites sem dormir. Bom, vamos combinar que refluxo também não ajuda. Deixa a gente acordada, sentada na cama, caraminholando horas sem fim sobre o medo do desconhecido.
Nove meses é suficiente para amarelar qualquer um. Nos primeiros meses a gente quer parto natural, sem drogas e na banheira de casa. No segundo trimestre já nos convencemos que é melhor fazer o parto no hospital e com o anestesista do lado para nos administrar uma peridural na primeira contração. Lá pelo oitavo mês, quando o obstetra, capciosamente arruma uma desculpa esfarrapada para te propor que o parto seja por cesariana, você até se adianta: "Doutor, eu quero marcar já a cesárea" juntando a fome com a vontade de comer. Ai que alívio, pensa você.
Chega mais perto da tela que vou te contar uma coisa. Chega mais.
Nada no mundo vai te preparar para o que está por acontecer. Nem em como sua vida vai mudar. O segredo é respirar fundo, sem pensar muito no assunto. Muito mais fácil falar do que fazer, você vai me responder. E tem razão. Mas acredite nisso: parto natural é tudo de bom. A dor, no fim, a gente não sente. Primeiro pela anestesia, depois porque tem taaaaaaaaaanta coisa acontecendo com seu corpo e ao seu redor que seu cérebro não consegue processar tudo. Um conveniente presente da natureza.
Lembre-se de que o você está gerando não é o bebê de Rosemary. Saiba que se por acaso qualquer dor tenha sido processada pela sua massa cinzenta, no minuto em que você olhar pela primeira vez para seu bebê, desaparecerá por completo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

a.ber.to.


Certamente é emocionante ver sua criança crescer. Acontece tão rápido, ontem mesmo a gente estava convencendo um deles que estava com dor de garganta de que o moço do carrinho de sorvete não tinha sorvete. Em certo ponto, porém, começa a perder a graça. Para nós gente grande. Não estou falando das fofices hilárias que eles falam e fazem, mas da perda do controle de mentirinhas brancas que ajudam a gente a chegar ao final do dia sem maiores pitis da parte deles.
Fofoquinha está aprendendo a ler. Está ficando boa demais nisso para quem não tinha nascido para a coisa (lembra?). Agora ela quer ler qualquer placa de rua, convite de aniversário que chega ou envelope colocado em baixo da porta.
Tem uma tal de loja de brinquedos que fica convenientemente (para a loja, of course) localizada no meio de nosso caminho. Nem preciso dizer que eu digo que a tal está fechada nos horários em que passamos por ela, seja lá qual for a hora. Eu sei, Fofoquinha e Matraca-Trica tem que aprender a ouvir não e a lidar com isso etc e tal, mas depois que a gente faz o mesmo número pela enésima vez, tem dias que a gente cansa. Tem dia que estamos atrasados. Tem dia que estou com uma TPM dos infernos. Tem dia que não dá, simplesmente. Então a placa da porta perpetuamente diz "Fechado", com luz acesa, gente dentro e tudo mais.
Não me orgulho do que faço, mas me orgulho do progresso de Fofoquinha. A vida começa a ficar mais complexa para nós adultos e ainda mais emocionante para os não tão mais pequenos. Além da sopa de alfabetos que, agora, faz sentido na sequência certa, eles descobrem todo um outro mundo que estava oculto para eles.
"Olha mamãe, a placa diz A.BER.TO. Está aberta a loja, mamãe!!!!! Vamos, vamos por favor??!!"
Ai, ai...

sábado, 30 de janeiro de 2010

babies go



Houve um tempo em minha vida que se alguém me perguntasse qual era a banda que eu estava ouvindo no momento, eu teria que responder Elmo. Não, não é nenhuma banda indie emo, é o Elmo da Vila Sésamo mesmo. Outro grande hit da casa foi Hi-5. Conheço as letras de cor e salteado. Ou cantigas tradicionais de ninar. E olhe lá.
É para chorar, não? Pobre de mim.
Mas olha só esses CD's da Baby Go: reinterpretações de bandas legais de gente grande como Queen, Abba, Beatles e cantores como Madonna, Elvis e Elton John em versão cantiga de ninar misturada com música de elevador, para bebês.
Pode não ser a melhor coisa do mundo -no site dá para ouvir trechinhos- mas pelo menos dá para você cantar junto e se sentir menos alienada do mundo musical. Uma vantagem é que a cria já vai se acostumando para ouvir a versão original mais tarde.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

fofices do design: baby bed castor & chouca




Adoro design bem resolvido e multifuncional. A-DO-RO. Olha só esse berço da Castor & Chouca. São feitos em bambú por uma companhia parisiense e crescem com seu bebê. A base é primeiro um bercinho que evolui para trocador e berço. Mais tarde vira uma caminha para os pequenos ou uma day bed. Se mesmo assim você cansar de tudo isso, ainda dá para ser usado como mesinha.

things to learn


things to learn from Matt Edgar on Vimeo.

Essa fofurinha deliciosa de assistir foi feita para uma instituição de caridade holandesa, a Kinderpostzegels.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

o dia em que a terra parou

O trauma foi tamanho que só estou conseguindo escrever sobre o assunto muito tempo- e algumas sessões de terapia- depois.
Pensando bem, depois de certo tempo, o que aconteceu não foi com essa intensidade toda de thriller de suspense e horror americano, mas que apavorou, ahhh, isso apavorou. Não sei porque eu tenho a impressão de que já escreví sobre isso, mas não consigo localizar nem no blog nem nas gavetas da minha massa cinzenta. Será que imaginei? Bom , deixa para lá, vamos em frente:
Eu perdi Matraca-Trica.
Eu me perdi do moleque por mais de 45 minutos em um lugar público. Está certo que foi dentro do clube, um lugar em que existe alguma percentagem de segurança. Meu comportamento, agora refletindo sobre o assunto, foi de quem teve o filho arrancado do útero à força. Mas vamos combinar que não poderia ser de outra forma, poderia?
A quantidade de bobagens que cruzam a sua mente por segundo enquanto trota procurando em cada centímetro quadrado por algum sinal visualmente conhecido da cria é IMPRESSIONANTE. Não consigo me lembrar de 1/3 desses absurdos agora, mas na hora foram de uma possível realidade cruel. Imaginei o inimaginável, chorei pelo o que poderia ter sido, só não perdi os sentidos ou a sanidade que me restavam porque não podia me dar ao luxo.
Desconfio que todo mundo já perdeu a cria uma vez na vida: no supermercado, no shopping center, no parque de diversões. Todos sabem do que estou falando, por mais breve que o filho tenha saído da vista dos pais. A gente tira os olhos por um nanosegundo e ...cadê? Estava aqui agora mesmo!
Matraca-Trica foi achado pelos seguranças do outro lado do clube. Até hoje ele não entendeu o que aconteceu e porque mamãe estava daquele jeito. Ironicamente, essa é uma das coisas que ele só vai entender quando tiver filho.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

fofices do design: baby travel


Quando comecei a viajar com Fofoquinha de avião, a companhia aérea que eu usava oferecia um bercinho que era acoplado a parede da aeronave. Já com Matraca-Trica, o serviço deixou de existir e o que me ofereciam era uma caixa de papelão- que eu tinha que montar depois que acomodasse de algum jeito o menino, a bagagem, Fofoquinha e a minha pessoa nos assentos- para colocar no chão, aos meus pés, como se Matraca-Trica fosse filhote de gato.
Ahhhh, se eu tivesse um Baby Travel! Olha só que coisa mais civilizada!
A companhia belga Delta criou o bercinho portátil mais conveniente que eu já vi até agora. Serve para carregar a tralha do bebê, para trocar sua fralda quando for preciso e para ele dormir quando papai e mamãe o levam passear em outra cidade.
Assim dá gosto viajar!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

objet du désir de hoje



Lembra quando eu mostrei o escorregador da escada de uma casa desconhecida que estava rolando pela internet? Não é que ela não era filha única?? Para ser justa, quero retificar que finalmente descobri que a tal escada desconhecida que ninguém sabia daonde tinha aparecido na verdade pertence a uma casa em Londres que foi construida pelo arquiteto e pai bacana Alex Michaelis.
A escada da primeira foto acima também é de fonte desconhecida, mas a segunda pertence ao mogul Scott Jones, ou melhor, aos filhos dele.
Tá pensando em renovar sua casa?

domingo, 17 de janeiro de 2010

na roça

Já perdi a conta de quantas vezes fomos passear na fazendinha local. Já perdi a conta de quantas vezes encostei na cerca de madeira e arame -porque sentar no chão de barro nem pensar- e fiquei observando as mulheres. E não só na fazendinha, mas nos parques de diversão, aquários, parques abertos e em passeios em geral.
Engana-se você se acha que este post é sobre crianças. Este é sobre mulheres. Aproveitando que estamos nas semanas de moda, é sobre modelitos e bom senso. Se você entende um pouco do mundinho fashion sabe que estas duas palavras não são usadas com frequência na mesma frase porque não complementam uma a outra ou fazem muito pouco sentido juntas. A verdade é que elas não tem quase nenhuma conexão. Believe you me, eu sei de cadeira.
Nós mulheres e sobretudo mães, quando nos enfiamos em roubadas liliputianas, precisamos ser cuidadosas para a roubada não virar piada para as outras pessoas (como eu que não perdoo nada) mais do que o necessário. Precisamos ser cuidadosas para adequar nosso guardaroupa ao lugar aonde vamos. A nossa preocupação não deve ser o nosso desconforto supremo por que fizemos uma grande bobagem ao colocar aquela roupa/sapato/acessório e sim se a Smurfete está se divertindo. E nos divertimos junto.
Ahhh, os micos são tantos....vou ter que citar pelo menos alguns. Vou usar a fazendinha como exemplo. Havia chovido na noite anterior. Fazendinhas não são pavimentadas, qualquer um faria essa suposição, certo? Primeira observação: o salto alto. No barro. Na grama fofa. Ou, abre parêntesis, em parques de diversão com caminhadas sem fim por tempo indeterminadamente longo, desde aonde se estaciona o carro até as filas de 45 minutos dos brinquedos. Fecha parêntesis. Agora, precisa de salto alto nessas ocasiões para quê? Voltando a fazendinha: mesma coisa para rasteirinhas. Pensando bem, essa escolha pode ser até benéfica, uma vez que seus pés vão ficar envoltos em lama e o resultado pode ser pele macia e rejuvenecida. Sapatos de cor clara. Nem preciso explicar, né? Haviam 3 mulheres no banheiro tentando limpar, inutilmente, seus sapatos com toalhas de papel molhadas.
As saias. Saias em passeios públicos....ai, ai. Sair correndo atrás de cria, abaixar, levantar, ir nos brinquedos, sentar no chão ou sabe-se lá aonde. Seguindo a mesma linha de pensamento, os decotes podem deixar você exposta ao público passante a qualquer segundo.
Tá certo que você não precisa sair como uma jeca de casa, nem eu quero ou faço isso. Mas a gente tem sempre que pensar em todas as possibilidades e estar preparada para os possíveis desastres que podem acontecer.Tanto com a Smurfete como com você mesma.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

fofices do design: iiamo go


Essa BE-LE-ZU-RA foi criada por Karin Rashid. Deu para saber do que se trata pela foto? Essa belezura é uma mamadeira que se autoaquece. Mencionei que a belezura não usa eletricidade? Pois é. Vou ter que explicar, né?
A pessoa coloca o leite materno ou a mistura com leite em pó na mamadeira. Coloca-se depois um cartucho com sal e água, que quando se misturam, aquece a mamadeira. Ao se rehidratar com a água, o sal libera energia. Depois de alguns minutos o conteúdo da mamadeira está na temperatura ambiente, pronta para o bebê. Tá certo que precisar de um cartucho para cada vez que se quer aquecer a mamadeira pode não ser lá muito prático, mas se você toma Nespresso todo dia sabe que não é um grande problema.
Vai me dizer que essa belezura não é hot??!

domingo, 3 de janeiro de 2010

reflexões de ano novo

Emagrecer 7 quilos. Voltar a fazer ginástica. Acabar de escrever o livro. Ser uma mulher mais dedicada. Oops, o título do post é Reflexões, não Resoluções de Ano Novo. Desculpem, ainda deve ser o efeito das bolinhas de Champagne....
Li uma frase a algum tempo em um blog amigo (Grão Mogol by Marioh) que o Tico e o Teco ficaram cozinhando em banho Maria até hoje. Não consegui achar o texto (francamente o arquivo dos posts para os blogs do UOL são de chorar de ineficientes), portanto vocês vão ter que acreditar na minha palavra-ou dar uma busca em um texto o qual não me lembro o título -ou o assunto- entre janeiro de 2008 e abril de 2009. A coisa era mais ou menos assim: o Marioh estava citando alguém que ele conhecia -acho que um jornalista- que havia dito que blogs eram um caldeirão de pessoas que não sabiam escrever lidos por pessoas que não entendem necas de pitibirombas (evidentemente não com essas palavras tão mundanas e pouco sofisticadas). Quando lí a tal frase pensei que provavelmente foi isso o que os intelectuais do teatro disseram do cinema. E o que os intelectuais do cinema disseram sobre a TV. O que os críticos de arte falaram sobre o graffiti.
Indo um pouco além-afinal ele pisou no meu tendão de Aquiles-comecei pensar na relevância deste bloguinho e tantos outros que falam sobre a experiência com os respectivos filhos (poderia ser sobre maridos, ou amigas, ou até animais de estimação, não importa).
Vamos combinar que desconhecidos tem zero interesse em relatos literais sobre o dentinho do Olho Vivo que caiu hoje ou se o Faro Fino disse "ma-ma" pela primeira vez enquanto perseguia o rabo do gato pela sala. Mas não se engane, essas linhas mal escritas interessam muito a familiares e amigos. Isso vai interessar também aos dois pequenos quando eles crescerem e tiverem a chance de resgatar memórias que de outra forma ficariam perdidas nas cacholas maternas que não conseguem se lembrar depois de alguns anos a que horas cada um nasceu. O blog é um diário do cotidiano dessas crianças. Adoraria que minha mãe tivesse tido essa chance.
Nossa geração (de mães blogueiras) é privilegiada. Fico imaginando Matraca-Trica e Fofoquinha lendo essas passagens de suas vidas e entendendo um tiquinho mais a mãe deles.
Pensa bem: você acha que daqui a algum tempo eu vou me lembrar que Matraca-Trica chamava pão na chapa com manteiga de Bibimbope? A pajem chamava o tal pão de "pão de pobre" sei lá eu o porque. Bibimbope=pão de pobre em dialeto para crianças de 2 anos. Já perdi muitas memórias de Fofoquinha, que nasceu antes dos blogs. Não me lembro mais de coisas engraçadas como quando ela viu a sombra dela pela primeira vez no chão e tentava perseguir a dita cuja a todo custo. Ou a primeira vez que ela viu o parabrisa do carro funcionando. Espera um pouco, isso foi ela ou nosso (falecido) bassehound Spencer?
As terminações nervosas de nossa massa cinzenta podem definhar e sumir, mas o que aqui ficar não vai evaporar. Bom, a não ser em algum thriller Hollywoodiano aonde toda a informação armazenada em servidores vá para o espaço e a civilização ficará perdida. Mas aí sempre vai ter um Will Smith, Daniel Graig ou Angelina Jolie para devolver ao mundo o que a ele pertence. Depois de desviar o asteróide em rota de colisão com a terra, bem entendido.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

fofices do design: original sound track




Olha só que fofo o que o designer Ricardo Seola inventou: um trem que toca música quando passa pelo triho. Usando a mesma idéia das pianolas, Seola adaptou os dentes na frente do trenzinho. As crianças podem rearranjar os trilhos da maneira que quiserem e ouvir sempre novos sons.

curta: a primadona da dramaturgia mexicana

Fofoquinha está em fase de alfabetização. Quando a coisa começou a ficar séria e os alunos todos começaram a ler, ela amarelou.
Muita conversa com a "Tia" depois, nada. A "Tia" veio falar comigo. Era a minha vez de ter a tal conversa com ela. Ensaiei um texto e chamei a criança:
-Fofoquinha, ler é uma coisa muito gostosa. Lembra como você aprendeu a andar de bicicleta? Primeiro com rodinhas, depois sem rodinhas. Lembra como não foi fácil aprender a andar sem rodinhas? Mesmo assim você não desistiu, não é? Hoje você anda de bicicleta como a mamãe e o papai. Ler é a mesma coisa, no começo é um pouco difícil mas quanto mais a gente treinar, mais fácil vai ficar.
Atenção agora para a foto acima. Se eu soubesse mais sobre Photoshop, colocaria a cara de Fofoquinha nessa exata pose e expressão. Pois com ela veio a seguinte frase:
-Mas mamãe, eu não nasci para saber ler!
Nem pestanejei a resposta:
-Minha querida, você vai ter que aprender a ler pelo menos para decorar o seu papel na ponta que vai fazer em várias novelas de terceiro escalão de algum canal de TV mexicano. Vamos começar com essa frase deste livrinho que a mamãe escolheu para você.-disse, abrindo o livrinho da história do Lẽao e o Jabuti.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

fofices do design: piggy paint

Garotas, boas notícias! Se você é como eu que nunca deixou Fofoquinha pintar as unhas com esmalte de verdade por causa da quimica inapropriada para a idade, podem comemorar! Os esmaltes infantis da Piggy Paint são feitos com ingredientes naturais, não são tóxicos, tem pouco odor, são antialérgicos...deixa ver o que mais...ahh, são feitos a base de água e tem cores vibrantes que secam como esmalte de verdade!
Já posso jogar todos os esmaltes de colinha fora, viva!



quarta-feira, 25 de novembro de 2009

biologia prática e suas consequências

O mau humor inconsciente é como uma longa estrada que corre paralela à rua da ironia. Na verdade, se a gente pensar bem, a maternidade não passa de uma piada eco-cósmica de mau gosto.
Sim, acordei com a pá virada. Deve ser síndrome de final de ano.
Tá difícil de seguir minha linha de pensamento hoje? Eu estava pensando sobre a biologia. Lembra ainda de simbiose, parasitismo, cooperação e comensalismo*? Andei relendo as definições e não pude deixar de notar algumas ironias aplicando as definições à maternidade. Não era bem essa minha intenção, na verdade comecei a escrever este post e o assunto era completamente outro. Espirituosa que sou, fui procurar as definições para uma metáfora qualquer que nem me lembro mais. A ironia foi tanta que não resisti. Se der eu encaixo o outro assunto no novo tema que tomou conta da tela do meu computador. Senão fica para a próxima.
Segundo algumas mulheres pensam (excluam-me dessa por favor), primeiro convive-se com um parasita por nove meses tirando nutrientes vitais para nossa sobrevivência. As mais radicais acreditam que a gente passa mal no começo da gravidez em uma tentativa de sabotar o crescimento do Zé Colméia. Essas são as más línguas.
Parasita expelido, entramos na fase da simbiose. Temos em nossas mãos um titico de gente que não sobreviveria 7 minutos nesse mundo sem nossa atenção e cuidados- o que me faz refletir em como realmente chegamos ao topo da cadeia alimentar se nossa prole não consegue, por exemplo, nem andar em 15 minutos depois do parto. De nossa parte, como era de se esperar pela natureza do sistema simbiótico, não conseguiríamos mais viver sem esse cotoquinho em baixo de nossas asas. Não precisamos nada mais do que o amor dele para nos fazer levantar da cama de manhã. Sabe aquele cordão umbilical simbólico? Pode esquecer, ele nunca será cortado. Não existe tesoura imaginária que dará conta do recado.
Com a simbiose aparece também a cooperação. Essa não entre mãe e bebê, mas entre o casal que a partir de agora tem que se virar para manter o cotoco saudável e feliz por pelo menos 18 anos. Já notou como o nascimento de um bebê faz a gente mudar as metas de vida?
Aonde se aplica o comensalismo, você me pergunta? Tem certeza de que você não sabe? Mesmo?....Deixa eu dar uma dica: como você conseguiu esses culotes que não estavam aí até Zé Colméia ter um ano? Por acaso não foi limpando -com o garfo- o prato dele? Entendeu, né?

* As definições, já que ninguém tem obrigação nem memória de elefante depois de tantos anos fora do colégio:
  • O parasitismo é um fenômeno pelo qual uma planta ou animal sobrevive retirando nutrientes de outro ser.
  • A simbiose é uma interação ecológica interespecífica harmônica obrigatória na qual há vantagens recíprocas para as espécies que se relacionam.
  • Cooperação -Ato ou efeito de cooperar; forma de ajudar as pessoas a atingir um objetivo; onde duas ou mais pessoas trabalham em função de um bem.
  • Comensalismo: Associação em que um indivíduo aproveita restos de alimentares do outro, sem prejudicá-lo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

fofices do design: bit

Foi dada a largada para o final do ano e a Mamãe aqui, como não poderia deixar de ser, está com um milhão de coisas extras para fazer.
Por um lado, não tenho o luxo no momento para escrever sobre assuntos que eu quero, por pura falta de tempo. Isso não é bom porque fica tudo engasgado e uma hora dessas vou ter que tomar um purgante. Por outro lado, por causa do final do ano, estão aparecendo mais e mais coisas bacanas para mostrar como essa bike. Vocês não irão ficar entediados e sem nada para distrair da rotina e de toda a decoração de natal que já infestou as ruas do mundo.
Essa bike legal se chama Bit e foi criada por uma companhia espanhola que tem como cabeças pensantes Marc e Sergi; a Glodos Funshion Design (adoro a brincadeira do nome com as palavras fashion, fun e function).
Ergonômetra, bonita, moderna e tudo de bom. Não preciso nem me estender no assunto. Só quero saber quem vai chegar primeiro no dia 31 de dezembro: eu a pé e de língua de fora ou essa belezurinha de cachinhos dourados acima na Bit. Façam suas apostas!

domingo, 22 de novembro de 2009

minimiam






Mais uma vez estou forçando a barra e acreditando que achei uma desculpa um tanto justificável na minha cachola criativa, apresento a vocês uma coisa que pode ser (como pode não ser) para crianças: os Minimiams.
Eles são criaturinhas minúsculas que habitam nossos alimentos, basicamente. Minimiam foi criado por Akiko Ida e Pierre Javelle, dois fotógrafos que trabalham para revistas de cozinha.
Chame as crianças para uma visita no site deles, as fotos ficam bem mais interessantes e os pequenos se surpreendem com a proporção de tudo. Fofoquinha e Matraca-Trica amaram!

PS: tá vendo como é para crianças e tem cabimento para estar aqui no bloguinho? Eu te disse....

terça-feira, 17 de novembro de 2009

hora extra: parangolé




Depois de 30 festas de aniversário por ano, por anos sem fim, quem ainda aguenta olhar para os temas das Princesas, Carros, Os incríveis e Pucca?
A Raquil e a Maria não aguentaram. A birra tornou-se pessoal e elas decidiram fazer alguma coisa a respeito. Nasceu a Parangolé.
As duas criaram, de vez em quando em parceria (ora com Carlo Giovani, ora com Lara Sabatier), de vez em quando sozinhas, uma linha bacana de produtos que vão de copinhos e pratos até toalhas e convites. Tudo reciclável e respeitando o meio ambiente, do jeitinho que a gente gosta e precisa ensinar para os pequenos!
Existem algumas lojas em São Paulo aonde seus produtos podem ser encontrados, como a Balangandã, a Santa Paciência e a Petit Retrô.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

fofices do design: tschutschu

Móveis bonitos e ainda por cima funcionais? É comigo mesmo! E nessa ordem: bonitos e com o plus de servirem para alguma coisa.
O banco/estante/pista/lousa foi criado por Dominik Lutz e está à venda somente na Alemanha, para meu desgosto.
Mas só de olhar a gente fica feliz. Não é?

rapunzel do bem


Nos estados Unidos existe uma organização sem fins comerciais chamada Locks of Love (Cachos de Amor). Essa organização aceita cabelo para fazer perucas para crianças de famílias de baixa renda. Espera aí, doar cabelo???? Para quê crianças precisariam de perucas????
Puxa uma cadeira e pega um cafezinho que vou te contar:
Você já ouviu falar de uma doença chamada Alopécia? Em diferentes graus, a pessoa pode perder todo o cabelo e pelo do corpo. Não existe idade mínima para que essa doença se desenvolva e muitas crianças sofrem problemas psicológicos por causa disso.
A Alopécia é a mais famosa doença que causa perda de cabelo, mas existem algumas outras condições em que isso acontece, incluindo a quimioterapia.
As meninas bacanas (estou torcendo para Fofoquinha ser uma delas em breve) em algum momento da vida deixam suas madeixas crescer para viver a fantasia da Rapunzel. Depois cortam seu cabelo em rabo de cavalo ou trança para doar para a Locks of Love, que então faz perucas para quem precisa. A Locks of Love é tão conhecida que quando as meninas vão ao cabelereiro e mencionam que o cabelo tem que ser cortado de maneira especial para ser doado, a maioria dos profissionais já conhece as especificações para tal procedimento.
No site deles tem toda a explicação de como participar. Vai la dar uma olhadinha, vai!

sábado, 14 de novembro de 2009

enquanto isso, na casa de detenção

Em raro momento autobiográfico eu quero contar a vocês como é minha rotina como carcereira no presídio de segurança máxima de Catanduvas.
Pois é, tem dias que me sinto assim. Sabe aquela pulga atrás da orelha que não para de incomodar só por que quando brinco de Cinderela com Fofoquinha ela quer que eu sempre seja a madrasta má? Carcereira de presídio está quase nessa categoria. A madrasta só não é mais real pela falta de passarinhos gorgeantes e ratinhos saltitantes para ajudar a esfregar o piso de mármore de meu castelo. A carcereira tem vida própria neste universo paralelo a tantos outros de tempos em tempos. Alguém há de concordar comigo depois de ler o que vou contar.
Você sabe como é quando temos que sair de casa e os cotocos querem levar 3 brinquedos diferentes-daqueles que tem pelo menos 14 partes removíveis e/ou móveis-para, digamos, o Parque da Mônica. Depois de uns 10 minutos apelando para a razão pura do argumento de que eles vão perder metade das coisas em tal lugar público, a gente se irrita. Não tem como, somos humanas. A postura muda e somente pela falta de uma farda com medalhas no peito a gente fica aquém de virar um hino fascista. Assim uma ordem inquestionável é dada para nada ser levado (desta vez, devido as circunstâncias). Fofoquinha, neste caso, leva a tralha toda de volta para o quarto. No caos que é a saída de casa, entrar no carro, colocar cintos e finalmente estar na rua, tudo vai surpreendentemente bem. Até o momento em que a menina desce do carro e noto um volume em sua bermuda de ciclista, que ela tenta em vão disfarçar puxando a camiseta para baixo. Senhoras e senhores, Fofoquinha tinha 2 filhotinhos do Littlest Pet Shop e uma bonequinha Thinker Bell, com asas. Pontudas. Na parte de trás, por dentro da calcinha. Fofoquinha veio sentada, chocando os brinquedos, sem abrir a boca para reclamar o percurso todo. Essa não foi a primeira vez, já cansei de achar até figurinhas na calcinha dela. Quando o volume não é muito, ela esconde o que precisar na parte da frente mesmo. Galochas e tênis que estão um pouco grandes também são lugares ótimos para se esconder coisas pequenas como batom, peças de jogos ou bijouterias variadas.
Matraca-Trica, por sua vez, tem em seu DNA um cruzamento de hamster e barata. Acreditando piamente que sua sobrevivência depende do armazenamento de guloseimas, ele as estoca: em suas bochechas, em sua roupa, em pequenos nichos pela casa. Cansei de achar chicletes mascados dentro de bolsos de calças e bermudas, cereal escondido cuidadosamente em baixo e no pé do sofá e a agora a última: vovó levou o moleque para o treino de esportes a pedido meu esta semana. Vovó, como todas as vovós, tinha em seu poder um saco de gummy bears e minhoquinhas equivalentes que ela presenteou Matraca-Trica e Fofoquinha antes da aula de esportes-isso tudo fiquei sabendo depois. O que fiquei sabendo na hora em que fui pegá-los é que Matraca-Trica guardou as suas (seis, eu contei) gostosuras para comer depois da aula. Na parte interna de suas meias. Uma hora de esportes ao ar livre depois com um sol de 28 graus. Get the picture? E ainda teve a pachorra de reclamar que a meia estava grudenta e a balinha com um gostinho esquisito no começo...um tanto salgada.