segunda-feira, 26 de abril de 2010

curta: aconteceu.



Sexta-feira foi um daqueles dias. Dia cheio, dia de vai e vem. Dia em que, entre um vai ao dentista e outro vai para casa, um ficou na escola. Esquecido.
Histórias clássicas de infância todo mundo tem e os temas são variados. Um deles é esse. Quem ainda não se atrasou muito ou esqueceu a cria em algum lugar?* Estamos tranquilamente em algum lugar, cuidando da vida, no caso estava com Fofoquinha do outro lado da cidade as 6 de uma tarde de tempestade na cidade, quando toca o telefone que faz nosso coração para de bater por 1 segundo. Aconteceu alguma coisa com a senhora? Seu filho ainda está aqui na escola. A aula acabou as 5.
Pronto, o telefone quase cai da mão enquanto a gente repassa o dia todo como se fosse o último suspiro de vida ao mesmo tempo que tenta recuperar o batimento cardíaco e estabilizar a carga de adrenalina.
Mea culpa. Não tem desculpa. Por sorte vovó estava perto e deu fim a minha agonia. Matraca-Trica chegou em casa depois de tomar banho, jantar, passar a tempestade e trânsito. Abriu a porta de casa, me beijou e disse, como quem pergunta sobre as horas: "Mamãe, sabe porque eu cheguei tarde?"
Olhei para a cara da criaturinha e respondi com uma pergunta. Porque?
O moleque olhou para mim e , em tom de "como assim você não sabe??", me responde:
PORQUE VOCÊ NÃO FOI ME BUSCAR.
Depois dessa só restou pegar um chicote com cilício e me flagelar, Opus Dei style.

*Eu sei, você mãe consciente, nunca fez esse número. É só uma questão de tempo, lamento informar.

Czarodziejska Kura




Entendeu o título? Eu também não, mas a tradução é Galinha Mágica, do polonês. A tal da galinha é uma nova revista para crianças.
Com capas como essas, eu não me importo nem um pouco que não entenda absolutamente nada do que está escrito tanto na revista como no site da Czarodziejska Kura. Fico feliz só de encher os olhos com tanta coisa bacana.

sábado, 24 de abril de 2010

fofices do design: aminals


O tema de hoje é desenho em uma dobradinha de Fofices do Design.
Inspirado nos desenhos de crianças, a Aminals fez bichos literalmente como foram criados pelos pequenos. São de algodão orgânico, super macios e irresistíveis!

fofices do design: formia design

Eu tenho gavetas e gavetas, pastas e pastas em armários com arte de Fofoquinha e Matraca-Trica. Eles tem até um mural em seu quarto aonde fazemos exposições semestrais de suas obras primas. Impossível perpetuar todas elas, infelizmente.Mas alguns agora já dão.
Ahh, como adoro gente que pensa longe, como Mia Van Beek, da Formia Design. Você pode mandar o desenho que quiser de sua cria e ela transforma ou em pendant ou chaveiro. O site está recheado de exemplos, um mais bacana do que o outro, passa lá para dar uma olhada.
Qual mãe não iria querer um presente desses?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

tá me chamando do que?


A escola de Fofoquinha tem por volta de 1500 alunos. Fofoquinha é a única criança conhecida apenas pelo primeiro nome. Não tem mais ninguém com o mesmo na escola inteira. Os nomes dela e de Matraca-Trica são raros, únicos. As pessoas, quando perguntam "Qual é seu nome?" pela primeira vez, não entendem a resposta. Pedem para repetir. Continuam não entendendo mas para não parecer mal educadas, não perguntam novamente. Desistem e passam batido na esperança de que a gente não note. O máximo que consigo como resposta, quando alguém finalmente entende o nome, é "Nossa, que interessante, não?", sem saber exatamente como se expressar para não deixar passar a reação imediata de quem pensa "Nossa, que coisa esquisita!". Isso não me incomoda. O nome deles é o tipo de nome que ou a gente não vai se lembrar nunca ou, depois de ouvir e entender, nunca mais vai esquecer. Parêntesis: nem vem com a história de que é por isso que esquecí o nome da menina quando ela nasceu, lógico! O branco que me deu poderia ser até com meu nome naquela hora. Fecha parêntesis. São nomes sem diminutivos ou abreviações*. Se eu chamar por eles no meio de uma multidão, serão os únicos que virão a mim.
Lendo uma matéria no The Daily Best sobre a escolha de nomes para bebês, cheguei a uma conclusão. Pode-se falar o que quiser dos americanos, menos que não sejam criativos e ousados na hora de dar nome aos filhos. Tá certo que sempre tem o Top Ten names do ano, como em qualquer lugar do mundo aonde seu filho vai ter que usar o sobrenome a vida inteira para se diferenciar dos outros, como também tem quem extrapola demais e o nome vira uma aberração. Nessas horas dá até pena da criança.
Entre os 2 extremos existem os pais, que não são poucos, que não gostam do conforto e segurança de uma fórmula já testada e que usam palavras com liberdade suficiente para colocá-las em contextos distintos. Sem medo. Procuram o significado perfeito para traduzir o que sentem por sua cria sem se preocupar se vai ficar esquisito ou se é nome próprio. Fofoquinha tinha uma amiguinha chamada Swan. Poético, lindo.
O que quero dizer é que existe vida além de Bruno e Maria Luiza-não tenho nada contra esses nomes, por favor. Olhe ao seu redor, inspire-se e pense no significado da palavra. Procure palavras em outras línguas, volte no tempo e na história. Na lista de nomes americanos, para meninos, existem Beau, Beckett, Cato, Dante, Kobe, Magnus, Jasper e West. Olha só que doçuras de meninas: Calypso, Indigo, Juniper, Lilou, Luna, Sabine e Saffron. Vida virou nome próprio e consta na lista da matéria, cortesia da filha de Camila Alves e Matthew McConaughey. Pode apostar que alguns desses nomes vão virar top ten em alguns anos. Eu ainda não entendi muito bem como o inconsciente coletivo trabalha para que todos tenham vontade dos mesmos nomes em determinado período da história. O que sei é que eles começam com alguma criança, como Vida. A-POS-TO que vamos ter um boom desse nome loguinho. Não porque Vida é filha de pais famosos. Olivias, Sofias, Chloes e Emmas não eram.

* Para ninguém achar que Fofoquinha e Matraca-Trica são aberrações linguísticas, saibam que o nome dela é de princesa (olha só a felicidade quando ela soube a origem) persa e o dele de conquistador mouro. Os dois datam de bem Antes de Cristo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

an eye for annai



Pura fofice em forma de animação.
De Jon Klassen & Dan Rodrigues.

freelor


Mamãe ultimamente estava com muita areia em seu caminhãozinho, por isso a ausência no blog.
Quando vi o Freelor, tive que parar tudo e mostrar para vocês. Criado por Ji Hun Noh, a caixa de lápis de cor é destinada às crianças cegas.
Crianças só aprendem Braille a partir dos 8 anos, mas antes de mais nada são crianças e se expressam como tal. Para ajudar os pequenos a conhecer e reconhecer as cores, um símbolo foi colocado na ponta do lápis. Por associação elas aprendem que a cor amarela corresponde a um pintinho, vermelho a uma maçã, uma laranja para...laranja e por ai vai.
Não sei dizer se o projeto de Hun Noh já foi comercializado. Espero que sim.

domingo, 28 de março de 2010

curta: noites mal dormidas dão nisso

Ultimamente tenho pensado nos tempos em que Fofoquinha nasceu. Muito ficou sem registro simplesmente porque blogs ainda não existiam na época. Tampouco minha vontade para escrever. Já que ninguém acredita nessa história quando conto, melhor dar a cara a bater logo. Aconteceu. E não foi uma vez só, foram duas, lamento informar.
Uns dois ou três meses depois de amamentação a cada 3 horas do dia ou noite, passei a mão no telefone para ligar para o pediatra.
-Pois não?
-Gostaria de marcar uma hora com doutor Cohen para minha filha. Tem horário esta semana?
- Ela está doente? Perguntou a recepcionista.
-Não, visita de rotina e vacinas.
-Pois não, senhora. Quem está falando?
-Aqui é a mãe da. A mãe da....
Branco. Nada. Nada vinha em minha mente.
-Senhora?
-Esqueci o nome da menina. Esqueci!! Como ela chama mesmo???!
-...
-Como pode uma mãe esquecer o nome da filha??!! Só um minuto, por favor.
E tapando o bocal do telefone com a mão para não me ouvirem gritando, mais por desespero e inconformismo do que qualqer outra coisa:
-Marido, como chama a menina mesmo?


sexta-feira, 26 de março de 2010

joyride





Esse carrinho, batizado de Joyride, que não requer nenhuma ferramenta para montagem, foi criado pelo designer Per Brolund.
Infelizmente é apenas um protótipo. Brolund fez esse projeto para concorrer ao IF Concept Award 2009 em Hannover.
Como projeto não poderia ser mais crú. Ai é que está. A intenção é justamente cozinhar a banho maria, ir montando devagar e se divertindo muito no caminho. Sua preocupação é a integração entre pais e filhos, é evitar o imediatismo de produtos industrializados. Juntos todos podem montar, pintar, decorar e brincar muito com o Joyride.
Ás vezes não é o destino final que conta, mas a jornada.

quarta-feira, 24 de março de 2010

twist no pensamento


Em meu passeio diário por blogs, achei o texto abaixo, de Alejandro Jodorowky:


"Maestro, tengo un problema con mi hijo: me trajo las notas del colegio, una alta calificación en dibujo y una pésima calificación en matemáticas.


-¿Qué harás?

- ¡Lo pondré de inmediato a tomar clases particulares con un profesor de matemáticas!

-Necio, ponlo de inmediato a tomar clases particulares con un profesor de dibujo. Desarrolla su talento. Todos servimos para algo pero no todos servimos para lo mismo".

É para pensar, não é?

terça-feira, 23 de março de 2010

fofices do design: baby cot pod



Hummm, por onde começar? Como descrever uma obra de arte que é, ainda por cima, funcional? Uma obra de arte que é uma obra de arte dá asas à imaginação. Se você fosse um personagem de ficção científica vai me dizer que não iria ter um moisés desses em sua casa projetada por Jorge Jetson?
O moisés ainda está fase de produção sem data de lançamento, mas isso não impede que a gente sonhe com ele todas as noites. O Baby Cot Pod foi criado pela PER Design e Shaum Milburn, possui alças retráteis e toldo opcional.
Sem querer babar muito na tela do computador, eu não sei o que é mais bacana: o moisés ou o berço que está lá no site.
Agora me dêem licença pois tenho que convencer a minha cara metade de que meu relógio biológico está batendo- de novo. Alguém por favor avise à PER Design que esse moisés precisa estar à venda em, no máximo, 9 meses.

segunda-feira, 15 de março de 2010

curta: arquivo x

Assistindo um comercial de TV de um filme qualquer de ficção científica com seres extraterrestres, lembrei-me de uma coisa que aconteceu a 3 milhões de anos luz atrás. Eu sei que corro o risco de ser oficialmente taxada de doida com a minha teoria sem pé mas com certa cabeça. Como é de domínio público que perdi o bom senso à muitos anos atrás, vou me envergonhar publicamente mais uma vez.
Quando Fofoquinha tinha um mês ou dois, amamentando na penumbra da noite, caiu uma ficha. Deveria ser mais para dois meses, tempo esse suficiente para a gente começar a delirar como se tivesse tomado um ácido por causa do cansaço e falta de sono profundo. Não foi mais do que isso porque senão eu já estaria adaptada à essa condição perpétua e nem teria prestado atenção no fato.
Existe um arquétipo quando se trata de seres extraterrestres, concorda comigo? Eles tem as extremidades finas, a cabeça em formato de gota invertida e olhos amendoados enormes. São carecas, não tem queixo nem nariz e quase não tem lábios. Justifica-se o design como uma evolução natural dos seres humanos.
Percebeu como isso é uma coisa mundial? Essa sensação de que já se viu esses seres antes? Eles tem alguma coisa de familiar que a gente não sabe bem donde vem, como um cheiro que a gente tem certeza que conhece mas não consegue ligar o nome ao dito cujo. Tem quem vá alegar que a inspiração veio de insetos, mais especificamente o louvadeus. Afinal o bicho é verde, não é?
Agora, você já prestou atenção em bebês recém nascidos na penumbra quando estão amamentando e com os olhos bem abertos, olhando de volta para você? Então olhe bem.
Olhe muito bem.

sexta-feira, 12 de março de 2010

children's house dragen


Já dizia minha avó que educação vem de berço. O berço fica dentro de um quarto dentro de uma casa. A casa, em tempos de século 21, também é exemplo de educação. Por extensão a escola, que é aonde as crianças passam maior parte do tempo.
Alguns países entenderam que a sustentabilidade não é modismo e estão se tornando exemplos de aproveitamento de recursos naturais para construção de edifícios.
A Children's House Dragen fica na Dinamarca. Foi construída com materiais reciclados e ecologicamente corretos e o consumo de energia do prédio é mínimo. O isolamento é tão bem feito que só pelo fato das crianças brincarem dentro da escola a temperatura sobe- lembrem-se que os invernos na Dinamarca são severos.
Para ver mais detalhes sobre o projeto, venha aqui.

quinta-feira, 11 de março de 2010

mad men


Esse post é outro daqueles que eu deveria classificar como "não tem muito a ver com o blog mas acho que seu eu forçar a barra e achar uma desculpa dentro dos 'seis graus de separação' vocês leitores vão engolir", ou simplesmente "relaxe e aproveite mesmo que não tenha muito a ver".
Se você pode é uma daquelas pessoas que precisa de um incentivo maior do que carrinhos ou bebês de plástico para sentar no chão e brincar com sua cria, a Mattel solucionou seu problema lúdico. A fabricante da Barbie está imortalizando 4 personagens da série de TV Mad Men, Don, Betty, Roger e Joan. Não espere, porém, achar à venda acessórios como cigarros e taças de martini, afinal esses bonecos pertencem à família Barbie Dolls.
A edição limitada estará a venda nos EUA a partir de julho.

segunda-feira, 1 de março de 2010

não conta para ninguém


Querido diário,
Lamento informar aos meus leitores que esse post é pessoal, piegas e só deveria ser publicado na semana do dia das mães. E olhe lá. O problema é que até lá vou ter esquecido.
Acontece que Fofoquinha tem uns repentes de carinho deluxe com Mamãe. Esta semana ela bateu o recorde da fofice e eu quero guardar aqui para não perder os momentos. Sabe como é, não dá mais para confiar no sistema de arquivamento do Tico e do Teco. Quero ler em momentos que não estou de bem com a vida, ou que estou de muito bem com ela, quando estiver com TPM ou vendo passarinhos verdes. Quero principalmente ter esse documento para jogar na cara de Fofoquinha quando ela estiver aborrescente e me odiar só por respirar o mesmo ar que Vossa Majestade.
O número é sempre o mesmo, uma ou mais vezes ao dia, com as mesmas palavras. Ela se joga no meu colo, me abraça forte e diz: "Mamãe, eu te amo. Não vou te largar nunca, até eu morrer!" Fica lá abraçada, até o ciúmes fraternal se jogar em cima de todo mundo, procurando uma brecha para imitar a irmã.
É isso, querido diário, nada muito elaborado. Não falei que era piegas?
Entediei a todos os que tiveram paciência para ler até aqui e quer saber? Hoje não me importo, valeu a pena só por imaginar a cara de Fofoquinha em uns 7 anos...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Rocco



Greener Gadgets está fazendo uma competição em seu site. A idéia é criar produtos que sejam sustentavelmente corretos. Quatro designers, Aaron Tsui, Irina Kozlovskaya, Jasen Metha e Sergio Silva estão apostando- assim como eu- nesse bichinho de balanço que usa a energia cinética gerada pelo vai-e-vem da brincadeira para carregar as lanternas que são as alças.
Bacana, né?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

curta: sobre a inveja fraternal

Para se machucar, uma criança não precisa de absolutamente nada além de uma idéia de jerico, coordenação motora em desenvolvimento e ausência de uma gente grande por perto para dar um berro na hora H de "Pára!!! Você está louco??? Isso não pode, você vai se machucar!".
Pois foi nessa combinação de fatores que Fofoquinha ganhou seu primeiro braço engessado: virando cambalhota na sala enquanto Mamãe escrevia para o bloguinho no estúdio.
Matraca-Trica ficou em casa enquanto Fofoquinha estava no Pronto-Socorro sendo atendida. Na volta, não conseguiu conter a emoção de ver aquele bololô no braço da irmã. Era fascinante , simplesmente fascinante. Ele não aguentou e perguntou à Fofoquinha:
"Me conta direito como foi que você se machucou?"
"Porque?" perguntei eu.
"Mamãe, quero saber o que a Fofoquinha fez direitinho porque eu quero fazer igual para engessar o braço como ela!".


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

sentando nas nuvens


Esqueça todo o bom senso em casa. Vá para o trabalho com ressaca da festinha infantil de ontem. Adicione um pensamento incoerente e divertido e voilà, nasce um puff para a gente se sentar. Um puff não com bolinhas de isopor, mas recheado de balões!
Foi exatamente o que aconteceu com Vincenzo DiMaria e a Puff & Flock. Dá um certo receio de colocar nosso bumbum em sabe-se lá quantos balões que podem estourar a qualquer momento, não dá? Aparentemente não acontece nadica de nada. Pensa bem, depois de encher todas essas bexigas, você vai precisar de um lugar para sentar mesmo.
Aliás, quer saber? Se começarem a estourar, a diversão com os pequenos pode ser dobrada, ou vai me dizer que sua cria não ama estourar balões?
Corra para a academia porque manter esse puff divertido vai requerer uma ótima forma de seus pulmões!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

fofices do design: bednest


Eu sempre fui fã de co-sleeping. Fofoquinha e Matraca-Trica ficaram por mais de 6 meses do ladinho da minha cama. Para mim foi uma solução muito conveniente: não precisava levantar da cama para dar de mamar e quando eles não precisavam de troca de fralda, era só colocar de volta no bercinho. Co-sleeping também evita que a gente levante novescentas vezes durante a noite só para ir até o quarto do bebê para ver se ele está respirando-ou vai me dizer que você não fazia isso??
Essa belezurinha é da Bednest. Portátil, bonito e muito prático, do jeitinho que a Mamãe gosta.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

parto? não, obrigada.

Nove meses é muito tempo.
Para coisas práticas como fazer enxoval, decorar quarto de bebê, providenciar lembrancinhas para maternidade e trabalhar, o tempo é curto e limitado. A gente precisaria de mais uns 2 anos para conseguir se acostumar com a idéia de um filho e organizar tudo do jeitinho que a gente acha que tem que ser feito. O projeto de um filho seria, idealmente, um projeto para
lifetime. Acho que é por isso que "acidentes" acontecem. Se a gente pensar muito, não rola nunca.
Mas e agora que o "acidente" ou planejamento aconteceu?
Agora, minha amiga, serão dias e noites obcecando sobre uma pergunta que não quer calar: como isso vai sair?

Nove meses é tempo demais. Quando se marca uma hora no dentista, a gente tem uns dias para se preparar. Quando a gente marca uma mamografia, quer que seja no dia seguinte para acabar com a coisa o mais rápido possível. Aliás, falando em mamografia, uma amiga me deu a melhor definição, se você nunca fez uma: tire a roupa, abra a porta da geladeira, apoie seu seio no batente de frente para o lado de dentro, e bata a porta com força.
Voltando à vaca fria: ter um tempo para se preparar para futuros acontecimentos é bom, mas tempo demais só faz a gente ficar mais nervosa. A impossibilidade de calcular a possível dor que a gente vai sentir quando entrar em trabalho de parto é para deixar qualquer mulher maluca. Não se tem a menor referência, cada uma teve uma experiência diferente para contar e ninguém chega à conclusão nenhuma. Isso é suficiente para deixar a grávida noites sem dormir. Bom, vamos combinar que refluxo também não ajuda. Deixa a gente acordada, sentada na cama, caraminholando horas sem fim sobre o medo do desconhecido.
Nove meses é suficiente para amarelar qualquer um. Nos primeiros meses a gente quer parto natural, sem drogas e na banheira de casa. No segundo trimestre já nos convencemos que é melhor fazer o parto no hospital e com o anestesista do lado para nos administrar uma peridural na primeira contração. Lá pelo oitavo mês, quando o obstetra, capciosamente arruma uma desculpa esfarrapada para te propor que o parto seja por cesariana, você até se adianta: "Doutor, eu quero marcar já a cesárea" juntando a fome com a vontade de comer. Ai que alívio, pensa você.
Chega mais perto da tela que vou te contar uma coisa. Chega mais.
Nada no mundo vai te preparar para o que está por acontecer. Nem em como sua vida vai mudar. O segredo é respirar fundo, sem pensar muito no assunto. Muito mais fácil falar do que fazer, você vai me responder. E tem razão. Mas acredite nisso: parto natural é tudo de bom. A dor, no fim, a gente não sente. Primeiro pela anestesia, depois porque tem taaaaaaaaaanta coisa acontecendo com seu corpo e ao seu redor que seu cérebro não consegue processar tudo. Um conveniente presente da natureza.
Lembre-se de que o você está gerando não é o bebê de Rosemary. Saiba que se por acaso qualquer dor tenha sido processada pela sua massa cinzenta, no minuto em que você olhar pela primeira vez para seu bebê, desaparecerá por completo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

a.ber.to.


Certamente é emocionante ver sua criança crescer. Acontece tão rápido, ontem mesmo a gente estava convencendo um deles que estava com dor de garganta de que o moço do carrinho de sorvete não tinha sorvete. Em certo ponto, porém, começa a perder a graça. Para nós gente grande. Não estou falando das fofices hilárias que eles falam e fazem, mas da perda do controle de mentirinhas brancas que ajudam a gente a chegar ao final do dia sem maiores pitis da parte deles.
Fofoquinha está aprendendo a ler. Está ficando boa demais nisso para quem não tinha nascido para a coisa (lembra?). Agora ela quer ler qualquer placa de rua, convite de aniversário que chega ou envelope colocado em baixo da porta.
Tem uma tal de loja de brinquedos que fica convenientemente (para a loja, of course) localizada no meio de nosso caminho. Nem preciso dizer que eu digo que a tal está fechada nos horários em que passamos por ela, seja lá qual for a hora. Eu sei, Fofoquinha e Matraca-Trica tem que aprender a ouvir não e a lidar com isso etc e tal, mas depois que a gente faz o mesmo número pela enésima vez, tem dias que a gente cansa. Tem dia que estamos atrasados. Tem dia que estou com uma TPM dos infernos. Tem dia que não dá, simplesmente. Então a placa da porta perpetuamente diz "Fechado", com luz acesa, gente dentro e tudo mais.
Não me orgulho do que faço, mas me orgulho do progresso de Fofoquinha. A vida começa a ficar mais complexa para nós adultos e ainda mais emocionante para os não tão mais pequenos. Além da sopa de alfabetos que, agora, faz sentido na sequência certa, eles descobrem todo um outro mundo que estava oculto para eles.
"Olha mamãe, a placa diz A.BER.TO. Está aberta a loja, mamãe!!!!! Vamos, vamos por favor??!!"
Ai, ai...

sábado, 30 de janeiro de 2010

babies go



Houve um tempo em minha vida que se alguém me perguntasse qual era a banda que eu estava ouvindo no momento, eu teria que responder Elmo. Não, não é nenhuma banda indie emo, é o Elmo da Vila Sésamo mesmo. Outro grande hit da casa foi Hi-5. Conheço as letras de cor e salteado. Ou cantigas tradicionais de ninar. E olhe lá.
É para chorar, não? Pobre de mim.
Mas olha só esses CD's da Baby Go: reinterpretações de bandas legais de gente grande como Queen, Abba, Beatles e cantores como Madonna, Elvis e Elton John em versão cantiga de ninar misturada com música de elevador, para bebês.
Pode não ser a melhor coisa do mundo -no site dá para ouvir trechinhos- mas pelo menos dá para você cantar junto e se sentir menos alienada do mundo musical. Uma vantagem é que a cria já vai se acostumando para ouvir a versão original mais tarde.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

fofices do design: baby bed castor & chouca




Adoro design bem resolvido e multifuncional. A-DO-RO. Olha só esse berço da Castor & Chouca. São feitos em bambú por uma companhia parisiense e crescem com seu bebê. A base é primeiro um bercinho que evolui para trocador e berço. Mais tarde vira uma caminha para os pequenos ou uma day bed. Se mesmo assim você cansar de tudo isso, ainda dá para ser usado como mesinha.

things to learn


things to learn from Matt Edgar on Vimeo.

Essa fofurinha deliciosa de assistir foi feita para uma instituição de caridade holandesa, a Kinderpostzegels.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

o dia em que a terra parou

O trauma foi tamanho que só estou conseguindo escrever sobre o assunto muito tempo- e algumas sessões de terapia- depois.
Pensando bem, depois de certo tempo, o que aconteceu não foi com essa intensidade toda de thriller de suspense e horror americano, mas que apavorou, ahhh, isso apavorou. Não sei porque eu tenho a impressão de que já escreví sobre isso, mas não consigo localizar nem no blog nem nas gavetas da minha massa cinzenta. Será que imaginei? Bom , deixa para lá, vamos em frente:
Eu perdi Matraca-Trica.
Eu me perdi do moleque por mais de 45 minutos em um lugar público. Está certo que foi dentro do clube, um lugar em que existe alguma percentagem de segurança. Meu comportamento, agora refletindo sobre o assunto, foi de quem teve o filho arrancado do útero à força. Mas vamos combinar que não poderia ser de outra forma, poderia?
A quantidade de bobagens que cruzam a sua mente por segundo enquanto trota procurando em cada centímetro quadrado por algum sinal visualmente conhecido da cria é IMPRESSIONANTE. Não consigo me lembrar de 1/3 desses absurdos agora, mas na hora foram de uma possível realidade cruel. Imaginei o inimaginável, chorei pelo o que poderia ter sido, só não perdi os sentidos ou a sanidade que me restavam porque não podia me dar ao luxo.
Desconfio que todo mundo já perdeu a cria uma vez na vida: no supermercado, no shopping center, no parque de diversões. Todos sabem do que estou falando, por mais breve que o filho tenha saído da vista dos pais. A gente tira os olhos por um nanosegundo e ...cadê? Estava aqui agora mesmo!
Matraca-Trica foi achado pelos seguranças do outro lado do clube. Até hoje ele não entendeu o que aconteceu e porque mamãe estava daquele jeito. Ironicamente, essa é uma das coisas que ele só vai entender quando tiver filho.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

fofices do design: baby travel


Quando comecei a viajar com Fofoquinha de avião, a companhia aérea que eu usava oferecia um bercinho que era acoplado a parede da aeronave. Já com Matraca-Trica, o serviço deixou de existir e o que me ofereciam era uma caixa de papelão- que eu tinha que montar depois que acomodasse de algum jeito o menino, a bagagem, Fofoquinha e a minha pessoa nos assentos- para colocar no chão, aos meus pés, como se Matraca-Trica fosse filhote de gato.
Ahhhh, se eu tivesse um Baby Travel! Olha só que coisa mais civilizada!
A companhia belga Delta criou o bercinho portátil mais conveniente que eu já vi até agora. Serve para carregar a tralha do bebê, para trocar sua fralda quando for preciso e para ele dormir quando papai e mamãe o levam passear em outra cidade.
Assim dá gosto viajar!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

objet du désir de hoje



Lembra quando eu mostrei o escorregador da escada de uma casa desconhecida que estava rolando pela internet? Não é que ela não era filha única?? Para ser justa, quero retificar que finalmente descobri que a tal escada desconhecida que ninguém sabia daonde tinha aparecido na verdade pertence a uma casa em Londres que foi construida pelo arquiteto e pai bacana Alex Michaelis.
A escada da primeira foto acima também é de fonte desconhecida, mas a segunda pertence ao mogul Scott Jones, ou melhor, aos filhos dele.
Tá pensando em renovar sua casa?

domingo, 17 de janeiro de 2010

na roça

Já perdi a conta de quantas vezes fomos passear na fazendinha local. Já perdi a conta de quantas vezes encostei na cerca de madeira e arame -porque sentar no chão de barro nem pensar- e fiquei observando as mulheres. E não só na fazendinha, mas nos parques de diversão, aquários, parques abertos e em passeios em geral.
Engana-se você se acha que este post é sobre crianças. Este é sobre mulheres. Aproveitando que estamos nas semanas de moda, é sobre modelitos e bom senso. Se você entende um pouco do mundinho fashion sabe que estas duas palavras não são usadas com frequência na mesma frase porque não complementam uma a outra ou fazem muito pouco sentido juntas. A verdade é que elas não tem quase nenhuma conexão. Believe you me, eu sei de cadeira.
Nós mulheres e sobretudo mães, quando nos enfiamos em roubadas liliputianas, precisamos ser cuidadosas para a roubada não virar piada para as outras pessoas (como eu que não perdoo nada) mais do que o necessário. Precisamos ser cuidadosas para adequar nosso guardaroupa ao lugar aonde vamos. A nossa preocupação não deve ser o nosso desconforto supremo por que fizemos uma grande bobagem ao colocar aquela roupa/sapato/acessório e sim se a Smurfete está se divertindo. E nos divertimos junto.
Ahhh, os micos são tantos....vou ter que citar pelo menos alguns. Vou usar a fazendinha como exemplo. Havia chovido na noite anterior. Fazendinhas não são pavimentadas, qualquer um faria essa suposição, certo? Primeira observação: o salto alto. No barro. Na grama fofa. Ou, abre parêntesis, em parques de diversão com caminhadas sem fim por tempo indeterminadamente longo, desde aonde se estaciona o carro até as filas de 45 minutos dos brinquedos. Fecha parêntesis. Agora, precisa de salto alto nessas ocasiões para quê? Voltando a fazendinha: mesma coisa para rasteirinhas. Pensando bem, essa escolha pode ser até benéfica, uma vez que seus pés vão ficar envoltos em lama e o resultado pode ser pele macia e rejuvenecida. Sapatos de cor clara. Nem preciso explicar, né? Haviam 3 mulheres no banheiro tentando limpar, inutilmente, seus sapatos com toalhas de papel molhadas.
As saias. Saias em passeios públicos....ai, ai. Sair correndo atrás de cria, abaixar, levantar, ir nos brinquedos, sentar no chão ou sabe-se lá aonde. Seguindo a mesma linha de pensamento, os decotes podem deixar você exposta ao público passante a qualquer segundo.
Tá certo que você não precisa sair como uma jeca de casa, nem eu quero ou faço isso. Mas a gente tem sempre que pensar em todas as possibilidades e estar preparada para os possíveis desastres que podem acontecer.Tanto com a Smurfete como com você mesma.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

fofices do design: iiamo go


Essa BE-LE-ZU-RA foi criada por Karin Rashid. Deu para saber do que se trata pela foto? Essa belezura é uma mamadeira que se autoaquece. Mencionei que a belezura não usa eletricidade? Pois é. Vou ter que explicar, né?
A pessoa coloca o leite materno ou a mistura com leite em pó na mamadeira. Coloca-se depois um cartucho com sal e água, que quando se misturam, aquece a mamadeira. Ao se rehidratar com a água, o sal libera energia. Depois de alguns minutos o conteúdo da mamadeira está na temperatura ambiente, pronta para o bebê. Tá certo que precisar de um cartucho para cada vez que se quer aquecer a mamadeira pode não ser lá muito prático, mas se você toma Nespresso todo dia sabe que não é um grande problema.
Vai me dizer que essa belezura não é hot??!

domingo, 3 de janeiro de 2010

reflexões de ano novo

Emagrecer 7 quilos. Voltar a fazer ginástica. Acabar de escrever o livro. Ser uma mulher mais dedicada. Oops, o título do post é Reflexões, não Resoluções de Ano Novo. Desculpem, ainda deve ser o efeito das bolinhas de Champagne....
Li uma frase a algum tempo em um blog amigo (Grão Mogol by Marioh) que o Tico e o Teco ficaram cozinhando em banho Maria até hoje. Não consegui achar o texto (francamente o arquivo dos posts para os blogs do UOL são de chorar de ineficientes), portanto vocês vão ter que acreditar na minha palavra-ou dar uma busca em um texto o qual não me lembro o título -ou o assunto- entre janeiro de 2008 e abril de 2009. A coisa era mais ou menos assim: o Marioh estava citando alguém que ele conhecia -acho que um jornalista- que havia dito que blogs eram um caldeirão de pessoas que não sabiam escrever lidos por pessoas que não entendem necas de pitibirombas (evidentemente não com essas palavras tão mundanas e pouco sofisticadas). Quando lí a tal frase pensei que provavelmente foi isso o que os intelectuais do teatro disseram do cinema. E o que os intelectuais do cinema disseram sobre a TV. O que os críticos de arte falaram sobre o graffiti.
Indo um pouco além-afinal ele pisou no meu tendão de Aquiles-comecei pensar na relevância deste bloguinho e tantos outros que falam sobre a experiência com os respectivos filhos (poderia ser sobre maridos, ou amigas, ou até animais de estimação, não importa).
Vamos combinar que desconhecidos tem zero interesse em relatos literais sobre o dentinho do Olho Vivo que caiu hoje ou se o Faro Fino disse "ma-ma" pela primeira vez enquanto perseguia o rabo do gato pela sala. Mas não se engane, essas linhas mal escritas interessam muito a familiares e amigos. Isso vai interessar também aos dois pequenos quando eles crescerem e tiverem a chance de resgatar memórias que de outra forma ficariam perdidas nas cacholas maternas que não conseguem se lembrar depois de alguns anos a que horas cada um nasceu. O blog é um diário do cotidiano dessas crianças. Adoraria que minha mãe tivesse tido essa chance.
Nossa geração (de mães blogueiras) é privilegiada. Fico imaginando Matraca-Trica e Fofoquinha lendo essas passagens de suas vidas e entendendo um tiquinho mais a mãe deles.
Pensa bem: você acha que daqui a algum tempo eu vou me lembrar que Matraca-Trica chamava pão na chapa com manteiga de Bibimbope? A pajem chamava o tal pão de "pão de pobre" sei lá eu o porque. Bibimbope=pão de pobre em dialeto para crianças de 2 anos. Já perdi muitas memórias de Fofoquinha, que nasceu antes dos blogs. Não me lembro mais de coisas engraçadas como quando ela viu a sombra dela pela primeira vez no chão e tentava perseguir a dita cuja a todo custo. Ou a primeira vez que ela viu o parabrisa do carro funcionando. Espera um pouco, isso foi ela ou nosso (falecido) bassehound Spencer?
As terminações nervosas de nossa massa cinzenta podem definhar e sumir, mas o que aqui ficar não vai evaporar. Bom, a não ser em algum thriller Hollywoodiano aonde toda a informação armazenada em servidores vá para o espaço e a civilização ficará perdida. Mas aí sempre vai ter um Will Smith, Daniel Graig ou Angelina Jolie para devolver ao mundo o que a ele pertence. Depois de desviar o asteróide em rota de colisão com a terra, bem entendido.