segunda-feira, 31 de maio de 2010

fofices do design: cavalo de balanço kalika


Me deixa muito feliz quando acho uma coisa com design legal, utilitário e ainda por cima consciente, seja lá pelo material utilizado ecologicamente correto ou uso da mão de obra humanitária.
Esse cavalo de balanço da marca sueca Kalika poderia ser só mais uma fofice na minha lista entre tantas. Acontece que eu, quando passeio pela web e acho algo bacana para mostrar, fuço o site inteiro, seja lá em que língua for. Vou clicando em todas as opções de página que aparecem. 
Foi assim que descobri que a Kalika tem um projeto chamado Fair Play. A mão de obra usada pela marca para os brinquedos de pelúcia e bonecas de pano é composta por pais e mães russos que tem filhos com algum tipo de deficiência. Parece que na Rússia, assim que um bebê nasce e há suspeita de que ele possa ter algum tipo de deficiência, as mães são aconselhadas a se desfazer dele. Isso pode acontecer a qualquer momento do desenvolvimento dela. A idéia do Fair Play é prover para que esses adultos possam trabalhar em casa, para cuidar da criança uma vez que a alternativa que lhes é oferecida pelo estado é o orfanato. 
Isso não faz do cavalinho muito mais bacana do que ele realmente é?

quinta-feira, 27 de maio de 2010

fofices do design: koo


Duas coisas que  gosto: design que faz um objeto se desdobrar em dois ou mais e protótipos. Koo by Lunar é exatamente isso. Diretamente do Vale so Silício na Califórnia, Koo é uma cadeira de balanço que vira um bercinho para você ter perto na sala ou quarto sem morrer de vergonha porque não tem nada a ver com a decoração. Espero que esse protótipo entre logo em produção...




quarta-feira, 26 de maio de 2010

filhos únicos


Esta é uma história baseada em fatos reais. Escolhi uma família fictícia nesta parábola para proteger a privacidade os personagens reais. Tomei também certa liberdade cronológica para relatar os acontecimentos.
Agora que estão avisados, a história começa assim: alguns anos depois de...digamos, viverem juntos, Dr. Benton Quest e Roger Bannon decidiram que era hora de aumentar a família e ter um filho.
Pausa para abrir aspas: Eu tenho um gaydar com uma margem de erro de 0% até hoje, portanto posso afirmar que sim, Dr. Benton e Roger eram um casal.  Fecha aspas.
Tudo planejado, quarto decorado, chá de bebê e fralda, tudo nos trinques. O nascimento de Jonny foi o acontecimento do ano. Roger era um excelente pãe e passou por tudo o que todos nós passamos: noites em claro porque Jonny teve cólicas, otites, viroses estomacais ou simplesmente medo de escuro. Roger e Dr. Benton escolheram a escola para Jonny, foram a todas as reuniões de pais e em determinados momentos da vida, sofreram para pagar as mensalidades, material escolar e uniformes. Trabalharam duro, revezando-se em levá-lo na aula de futebol, festas infantis e ortodentista. Roger dedicou sua vida ao bem estar de Jonny, que vivia se metendo em encrenca. Administrou seus álbuns de figurinha, a primeira briga séria com Dr. Benton (pura rebeldia contra a figura autoritária) e as notas baixas porque se apaixonou por uma piriguete que sentava duas filas na sua frente. Nada faltou naquele lar, nem Bandit, o cachorro de estimação que foi adotado porque Jonny precisava perder o medo de animais.
Certo dia, roger abriu a porta de casa e deparou-se com uma cestinha no chão.
Outra pausa para abrir aspas: vamos combinar que poderia ter me baseado na família Jetsons, mas nãããããão, fui escolher um casal que nem sabe o que é passar batido pela data em que deveria ficar menstruada e só se tocar que deve ter alguma coisa errada lá pelo terceiro mês de gravidez. Só me sobrou usar a cestinha como metáfora, portanto tentem acompanhar meu raciocínio aqui, tá? Fecha aspas.
Dentro da cestinha havia um bebê. Que surpresa! Roger, com seu enorme coração de pãe, levou a criança para dentro de casa e o chamou de Hadji.
Um bebê! Agora que Jonny já estava no meio da aborrescência, Dr. Benton se viu saindo no meio da noite para comprar fraldas enquanto pensava aonde iria arrumar dinheiro para a futura escola de Hadji, pois estão pela hora da morte. Eles iam começar tudo de novo, do zero. Dr. Benton respirou fundo e ligou o motor do carro.

moral da história: entenderam a síndrome dos filhos únicos? Do segundo filho único, na mesma família?

terça-feira, 25 de maio de 2010

irina troitskaya



Irina nasceu e cresceu em Izhevsk, uma cidade industrial nos confins do interior da Russia. Formou-se em ilustração no Reino Unido, empacotou suas tintas e papel e mudou-se para Moscou, aonde vive e trabalha.
A série de bonecas Matryoshkas, aquelas que a gente coloca uma dentro da outra, baseada em suas ilustrações, são doces e incrivelmente delicadas. 
Vale a pena para um pouco o dia e conhecer seu trabalho. Passa .



segunda-feira, 24 de maio de 2010

fofices do design: zukzuk


Dias frios são ótimos para passear pelo Etsy. O que, você não conhece??? Pare de ler imediatamente e vá lá!
Sempre acho coisas bacanas, que enchem meus olhos e me deixam de bom humor. 
O vibe das ilustrações da Zukzuk é tudo de bom. Helen Acraman, de Toronto, no Canada, é a autora dessas belezuras. Helen é uma mãe que vai um pouco além com seu trabalho e nos dá um exemplo de bondade humana. Para cada compra ela doa 1 dólar para o Amnesty International.

domingo, 23 de maio de 2010

fofices do design: tukuk e construction quilt


A mesma ideia, ao mesmo tempo, separada por um oceano. 
A primeira foto mostra o Tukluk, módulos triangulares interativos com imãs. Foi criado pelo designer austríaco Benedikt Kirsch. Dá para fazer uma infinidade de coisas, como cadeiras, cabanas, tapete, basta imaginar e voilà, horas e horas de diversão.
A segunda foto é de uma criação do Studio Gorm, baseado no novo continente, o construction quilt. A ideia dos triângulos de espuma é a mesma, em versão mais singela, conectados por um feltro de lã. Ele pode ser usado como capa de sofá, cobertor, tapete, garagem para carrinhos ou casulo para brincar.


sábado, 22 de maio de 2010

de volta à escola


Já passei pelo ciclo escolar, do jardim da infância à faculdade. Tenho como prova um Diploma, com dê maiúsculo, que me deu o direito de deletar toda e qualquer informação que eu considero inútil na minha existência. Todos nós sabemos o alívio que isso é, jogar na lixeira da inexistência todas as fórmulas dos sólidos matemáticos, tabelas periódicas de química e vetores físicos. Bom, pelo menos esse é meu caso, o seu deve ser diferente.
E não é que a vida tem mais uma pegadinha? Teve filho, vai ter que ajudar com a lição de casa. Se vira, mãe!
A primeira delas é aprender as linhas pedagógicas de ensino para escolher a escola certa para nosso estilo de vida. A segunda, que ninguém se lembra de contar para a gente, é que a alfabetização é um processo que dura pelo menos 2 anos. Dois anos ou mais de muita paciência e frustração para nós, adultos, que temos que ajudar nossos pequenos a entender esse mundo complexo de imagens embaralhadas que nós tiramos de letra, automaticamente formando palavras. Temos que nos lembrar constantemente disso enquanto eles lêem, de soquinho e sem entender o significado, uma pergunta no livro de Língua Portuguesa. E aí, para responder? 
A terceira lição é que a frustração ao ajudar a ensinar não vai diminuir com o tempo. Como Fofoquinha não consegue ver a solução deste problema de matemática se é tão óbvio e eu já expliquei mais de mil vezes??!!! Tá na cara, menina!
Tá vendo o que acontece? Eu fico de mal humor, Fofoquinha fica estressada, nos desentendemos e a lição de casa desanda como quando a gente ferve o leite e ele talha. Um desastre pedagógico! Por acaso a gente precisa disso?
Nós pais não sabemos até aonde podemos ajudar ou deixar que eles se virem, nunca se fez um manual de "Ajuda à Lição de Casa" por escola alguma e isso é o que mais deixa a gente frustrada. Não sabemos até onde podemos ir. Cada criança é única, cada pai com pavio de comprimento distinto e cada caso diferente. Não vou nem entrar no problema de estarmos ensinando nossos pequenos de modo errado, pois o jeito que aprendemos caducou assim que conseguimos nosso primeiro estágio. Já levei chamada da professora. Não foi uma vez. Então porque a escola não oferece um curso de como ensinar a matéria tal da mesma maneira que as professoras e acima de tudo, sem perder a paciência?
Nós, adultos, infelizmente estamos todos no mesmo grau desse dilema sem resposta múltipla para a gente dar de preguiçoso e marcar um xis em quadradinho qualquer.



quinta-feira, 20 de maio de 2010

fofices do design: carpetzz


Coisas incríveis acontecem quando a gente vira mãe. Uma delas é a imaginação e força de vontade que nós, mulheres, desenvolvemos. 
Foi isso o que aconteceu com Nayla, uma espanhola que mora na Alemanha depois de ter uma filha. Ela teve uma idéia de fazer tapetes personalizados com qualquer desenho ou foto, especialmente o de crianças, para decorar ambientes.
Assim nasceu a Carpetzz, que usa somente lã da Nova Zelândia em seus produtos. Eles também tem o certificado da Rugmark Foundation, o que quer dizer que os tapetes não utilizam mão de obra infantil.
Agora a cereja do sunday: a Carpetzz entregam no mundo todo.

selinho II



Gente, estou A-DO-RAN-DO essa história de selinhos! O mais bacana é conhecer o trabalho e a vida de outras pessoas, mulheres maravilhosas e talentosas.
Obrigada Livia! A Livia escreve aqui.

Agora, as meninas para quem mando o meu, com muito carinho:






Em tempo: ainda não descobri como colocar os selinhos na minha barra, mas chego lá!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

fofices do design: pebble mattress



Detalhes tão pequenos que a gente só exige porque se trata de bebês. Detalhes fazem uma diferença enorme, mesmo que seja só na cabeça da gente. E é isso o que importa.
O colchão para berço da marca americana Nook é um sonho. Foi criado para que o oxigênio continue fluindo dentro do colchão. As saliências (pebbles) permitem que o oxigênio circule também na superfície de fibras de eucalipto. Tudo isso por causa da preocupação com SMSI (Síndrome da Morte Súbita Infantil).
Notaram também que o colchão tem cores diferentes? Não é bacanérrimo?

terça-feira, 18 de maio de 2010

monkey see, monkey do


...Monkey get in trouble too.

Estava um dia gostoso no parquinho, sol, crianças correndo em todas as direções, risadas infantis por todo lado e muita pipoca no chão sendo devorada por passarinhos em voos rasantes.
Matraca-Trica veio correndo em minha direção, saltitando com aquela graça que só as crianças sabem fazer, parou a uns 2 metros e berrou, de pulmões abertos, para quem quisesse ouvir:
-Mamãe, você é uma xis-ó-xis-ó-tê-a.
Ahhhh, uma sinfonia para meus ouvidos. Que orgulho, meu filho de 5 anos aprendeu uma palavra nova e não teve medo de usá-la. Antes de continuar, quero deixar bem claro que estou sendo sarcástica sobre o assunto, certo? Não quero nenhuma dúvida a respeito disso.
Antes que eu pudesse esboçar qualquer reação, ele já tinha escafedido pelos brinquedos. Aí a gente faz o quê? Você eu não sei, mas levantei e fui atrás, só para ouvir Matraca-Trica chamando um menino mais velho de xis-ó-xis-ó-tê-a, depois uma bola porque ele errou o chute e mais tarde, para meu horror, uma vovó que estava sentada alí no banco. Uma benção da natureza ela estar meio surdinha, acho que não percebeu o que estava acontecendo.
Eu ia perguntar quem havia ensinado aquela palavra para ele, mas pensando bem cheguei à conclusão de que Matraca-Trica com certeza ouviu da boca de um menino maior e resolveu que seria bacana imitar. Fiquei debatendo se deveria ter uma daquelas conversas sérias ou se deixaria passar batido, na esperança de que ele esquecesse o assunto.
Uma profunda preguiça de ter que lidar com o assunto em um dia tão bonito me fez escolher a segunda opção.
No final da tarde, sol se pondo, tive a confirmação que minha escolha havia sido correta. Tive certeza de que Matraca-Trica iria esquecer sobre o assunto quando o ouvi chamar Fofoquinha de "você é uma cocô, xixi e uma jota-ô-jota-ô-dê-a" em uma rusga fraternal.


segunda-feira, 17 de maio de 2010

fofices do design: cadeiras



Quer tornar a brincadeira das cadeiras interessante? Basta escolher modelos bacanas, todos diferentes.
Precisa de sugestão? Procurou a pessoa certa!
A primeira é a Baby Acapulco Chair, da Innit. A segunda é a Filos de Alessandro Zambelli. Embaixo da Acapulco, o terceiro design é ainda um protótipo chamado Together Chair, lançado no site inglês New British Design por Ben Huggins. Por fim, temos uma cadeira em feltro, a Fury!, do designer holandês Roel-Jan Elsinga.
Se precisar de outras, basta me escrever que tenho algumas ainda guardadas na manga.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

viver a vida


Fico tão realizada quando vejo uma matéria que traduz exatamente meus sentimentos que mal posso me conter. Como não pensei em fazer alguma coisa a respeito, ou simplesmente escrever sobre isso antes? 
Vou contar para vocês tin-tin por tin-tin do que estou falando. Tudo começou quando dei de cara com o Slow Family Living. Mal sabia eu que a coisa já tomou proporções de movimento. Que coisa boa.
O slow family living é um movimento que começou por dois motivos:um deles é a crise nos EUA. Como muitos adultos perderam emprego ou tiveram o olerite reduzido, começaram a passar mais tempo em casa, convivendo com os filhos. As atividades das crianças também foram cortadas, lá se foi a aula de violino, de futebol ou espanhol. A grana diminuiu, mas a qualidade de vida subiu, dizem os pais. O outro é a nossa ansiedade para que os filhos façam todas as atividades que existem no mundo, saibam sobre tudo e sejam mini Einsteins. O stress e ausência de ambas as partes no lar causa desunião entre os membros da família, que lá longe no futuro pode ter caráter definitivo.
Não é fácil a gente se controlar, eu mesma queria que Matraca-Trica fizesse 4 modalidades de esporte que notei uma inclinação, aula de inglês, espanhol e mandarim, aula de música e recreação. Recreação depois de tudo isso??? Tá louca, mulher? A intenção é das melhores, queria tudo isso não porque ele tem que se preparar para o futuro, mas porque meu papel como mãe é abrir o leque de opções para que Matraca-Trica tenha a chance de experimentar tudo na vida. Fofoquinha tem muitas vontades e pouco tempo, já começo a achar que o tempo que ela passa na escola é um pouco demais. Aonde arrumar tempo para o balé, natação, teatro, aula de circo, fonodióloga, dentista e lição de casa?
Vamos combinar que não dá? Vamos relaxar sobre o assunto e deixar nossos filhos brincando? Essa é a parte mais difícil, relaxar. Como fica a globalização, o mercado de trabalho, o futuro deles? Como está fica. O futuro deles não somos nós que vamos escolher. Algumas vezes tenho que respirar fundo e me desconectar da pressão feita pelos outros pais, que uma matéria na revista Time chamou de Pais Helicópteros. Adorei a definição.
Não vou entrar no assunto de como o Enem prejudicou a qualidade de vida escolar, massacrando nossos filhos com conteúdo ao invés de uma experiência escolar por completo. Fica aqui meu protesto e assunto para outro post, pois estou com ele engasgado faz muito tempo.
Voltando ao assunto, fazemos o que podemos, queremos que nossos filhos tenham nossos valores e outros tantos a mais que não tivemos a chance quando nós mesmos éramos cotocos. Coisa difícil e próxima ao impossível de acontecer.
É preciso achar um equilíbrio, incluir nessa loucura um dolce far niente em que os europeus são tão bons, cancelar compromissos, reaprender a viver. Por eles e, pensando bem, pela nossa saúde.




terça-feira, 11 de maio de 2010

fofices do design: baby sitter



Vocês se lembram de um post sobre o byBO design que eu escrevi um milhão de anos atrás? Aqui, ó.
Olha só a novidade de Bo Ekström. Uma cadeirinha que, além de linda e confortável (bom, isso estou imaginando, uma vez que não dá para a gente testar aqui do Brasil), abaixa 45º graus. Alguém tem um parente ou amigo indo para a península Escandinava para trazer uma destas  para mim?


selinho

Nossa, que surpresa! Um selinho! Que coisa gostosa, obrigada Livia. A Livia escreve no blog Viagens de Uma Mãe de Primeira Viagem.
O mais bacana disso é que a gente acaba conhecendo outros blogs de mulheres legais. Passei bastante tempo lendo seus respectivos blogs, indo de mãe em mãe.


A regra do selinho é:


* Exibí-lo em seu blog.
* Lincar o Blog que recebeu a indicação.
* Escolher 10 (dez) blogs para indicar.
* Avisar aos escolhidos.

Os blogs. Infelizmente não vão ser 10, alguns já receberam o selinho e não tem porque eu mandar de novo, certo?





sexta-feira, 7 de maio de 2010

hora extra: universo materno




Nara Duarte Pinski tem dois moleques em casa. Ela é amiga e agora sócia de Mariane Tichauer, que tem duas princesas. 
E eu com isso, pergunta você. Acontece que as duas são inconformadas como eu. Aquele tipo bom de inconformismo que faz a gente se mexer, querer mudar e colocar a mão na massa ao invés de ficar sentada esperando o bonde passar.
Assim nasceu mais um filho para as duas: Universo Materno. A loja, por enquanto na internet, vai debutar na próxima feira Baby Bum, de 20 a 23 de maio. Ali vai dar para a gente conversar com elas, ver e tocar tudo de bacana que elas estão trazendo para facilitar a nossa vida e levar para casa coisas que não vão envergonhar a decoração ou nosso armário. Quer uma preview? Passa no site.


quarta-feira, 5 de maio de 2010

fofices do design: join the dots wallpaper

Tanto trabalho ensinando Fofoquinha e Matraca-Trica a não passarem nem perto da parede com um giz-de-cera para nada. NADA. 
A Cox & Cox lançou um papel de parede que com certeza vai entreter qualquer um, criança ou adulto, por horas a fio. Adorei a idéia, principalmente para dias de chuva ou quando algum pequeno está doente e tem que ficar de molho. Basta escolher um meio -lápis, giz-de-cera, batom, molho de macarrão- e conectar os pontos do jeito que quiser.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

tim macpherson



Uma coisa leva a outra que leva a outra e assim páginas e mais páginas na internet pipocam em minha tela. Cheguei ao trabalho do fotógrafo inglês Tim MacPherson, conhecidíssimo por seu trabalho publicitário. Na verdade, ia escrever um post sobre uma campanha recente, mas pesquisando achei esta infinitamente mais bacana. E vai direto ao assunto.
A imagem é pequena, portanto vou ajudá-los a entender o que está escrito:The longer a child with autism goes without help, the harder they are to reach.



terça-feira, 27 de abril de 2010

ser mãe é.... atrapalhar


Caso 1

Homem Fluido não é muito chegado em sopa. A mãe, que afinal de contas é a mãe dele, faz questão de sentar com ele na hora do jantar, conversar e até fazer aviãozinho na tentativa de que ele pelo menos experimente uma colherada. Mediante o fiasco, ela resolve cortar a sopa do menu familiar.
Alguns dias depois Homem Fluido vai jantar na casa da vovó. A mãe, que é a mãe, vai buscá-lo. Ela pergunta se ele jantou direitinho e para sua surpresa, vovó responde que ele bateu uma pratada de sopa e pediu mais. O que, como assim??? Mamãe, hoje eu experimentei sopa e agora eu adoro!

Caso 2

Dia de sol na piscina. Fofoquinha encontrou Pedrita e estavam a brincar na piscina rasa enquanto eu e a mãe de Pedrita conversávamos dentro da água. Fofoquinha me perguntou se podia ir na parte funda, ir até a outra borda, 25 metros adiante. Ela já está acostumada, respondi que sim. Fofoquinha então perguntou a Pedrita se também gostaria de ir. Pedrita respondeu que não que tinha medo. A mãe ao seu lado, confirmou. Lá se foi Fofoquinha para um lado e a mãe da Pedrita para outro, buscar qualquer coisa lá longe em sua chaise long. Matraca-Trica quis acompanhar a irmã. Com ele eu normalmente acompanho caso ele fique cansado no meio do caminho. Levo sempre uma bóia. Ele perguntou para Pedrita se ela não gostaria de ir com ele. Ela procurou pela mãe, não a viu por perto e respondeu: Quero sim.
Lá fomos nós, para meu espanto, até a outra borda, todos batendo os pés e ensaiando um nado crawl. A mãe de Pedrita já tinha sacado o que estava acontecendo e nos encontrou lá, boquiaberta. Em tempo de vê-la voltar por onde veio.

Conclusão: por mais que amemos as crias e queremos ensiná-los, protegê-los e ver suas conquistas, nós só atrapalhamos. Eles esperam pacientemente o minuto em que damos as costas para se sentirem confortáveis e seguros para dar aquele passo à frente que nós adoraríamos filmar, fotografar ou simplesmente ter a chance de encher os olhos d'água e o peito de orgulho. Essa é uma condição da maternidade que nunca nunca vou me conformar.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

curta: aconteceu.



Sexta-feira foi um daqueles dias. Dia cheio, dia de vai e vem. Dia em que, entre um vai ao dentista e outro vai para casa, um ficou na escola. Esquecido.
Histórias clássicas de infância todo mundo tem e os temas são variados. Um deles é esse. Quem ainda não se atrasou muito ou esqueceu a cria em algum lugar?* Estamos tranquilamente em algum lugar, cuidando da vida, no caso estava com Fofoquinha do outro lado da cidade as 6 de uma tarde de tempestade na cidade, quando toca o telefone que faz nosso coração para de bater por 1 segundo. Aconteceu alguma coisa com a senhora? Seu filho ainda está aqui na escola. A aula acabou as 5.
Pronto, o telefone quase cai da mão enquanto a gente repassa o dia todo como se fosse o último suspiro de vida ao mesmo tempo que tenta recuperar o batimento cardíaco e estabilizar a carga de adrenalina.
Mea culpa. Não tem desculpa. Por sorte vovó estava perto e deu fim a minha agonia. Matraca-Trica chegou em casa depois de tomar banho, jantar, passar a tempestade e trânsito. Abriu a porta de casa, me beijou e disse, como quem pergunta sobre as horas: "Mamãe, sabe porque eu cheguei tarde?"
Olhei para a cara da criaturinha e respondi com uma pergunta. Porque?
O moleque olhou para mim e , em tom de "como assim você não sabe??", me responde:
PORQUE VOCÊ NÃO FOI ME BUSCAR.
Depois dessa só restou pegar um chicote com cilício e me flagelar, Opus Dei style.

*Eu sei, você mãe consciente, nunca fez esse número. É só uma questão de tempo, lamento informar.

Czarodziejska Kura




Entendeu o título? Eu também não, mas a tradução é Galinha Mágica, do polonês. A tal da galinha é uma nova revista para crianças.
Com capas como essas, eu não me importo nem um pouco que não entenda absolutamente nada do que está escrito tanto na revista como no site da Czarodziejska Kura. Fico feliz só de encher os olhos com tanta coisa bacana.

sábado, 24 de abril de 2010

fofices do design: aminals


O tema de hoje é desenho em uma dobradinha de Fofices do Design.
Inspirado nos desenhos de crianças, a Aminals fez bichos literalmente como foram criados pelos pequenos. São de algodão orgânico, super macios e irresistíveis!

fofices do design: formia design

Eu tenho gavetas e gavetas, pastas e pastas em armários com arte de Fofoquinha e Matraca-Trica. Eles tem até um mural em seu quarto aonde fazemos exposições semestrais de suas obras primas. Impossível perpetuar todas elas, infelizmente.Mas alguns agora já dão.
Ahh, como adoro gente que pensa longe, como Mia Van Beek, da Formia Design. Você pode mandar o desenho que quiser de sua cria e ela transforma ou em pendant ou chaveiro. O site está recheado de exemplos, um mais bacana do que o outro, passa lá para dar uma olhada.
Qual mãe não iria querer um presente desses?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

tá me chamando do que?


A escola de Fofoquinha tem por volta de 1500 alunos. Fofoquinha é a única criança conhecida apenas pelo primeiro nome. Não tem mais ninguém com o mesmo na escola inteira. Os nomes dela e de Matraca-Trica são raros, únicos. As pessoas, quando perguntam "Qual é seu nome?" pela primeira vez, não entendem a resposta. Pedem para repetir. Continuam não entendendo mas para não parecer mal educadas, não perguntam novamente. Desistem e passam batido na esperança de que a gente não note. O máximo que consigo como resposta, quando alguém finalmente entende o nome, é "Nossa, que interessante, não?", sem saber exatamente como se expressar para não deixar passar a reação imediata de quem pensa "Nossa, que coisa esquisita!". Isso não me incomoda. O nome deles é o tipo de nome que ou a gente não vai se lembrar nunca ou, depois de ouvir e entender, nunca mais vai esquecer. Parêntesis: nem vem com a história de que é por isso que esquecí o nome da menina quando ela nasceu, lógico! O branco que me deu poderia ser até com meu nome naquela hora. Fecha parêntesis. São nomes sem diminutivos ou abreviações*. Se eu chamar por eles no meio de uma multidão, serão os únicos que virão a mim.
Lendo uma matéria no The Daily Best sobre a escolha de nomes para bebês, cheguei a uma conclusão. Pode-se falar o que quiser dos americanos, menos que não sejam criativos e ousados na hora de dar nome aos filhos. Tá certo que sempre tem o Top Ten names do ano, como em qualquer lugar do mundo aonde seu filho vai ter que usar o sobrenome a vida inteira para se diferenciar dos outros, como também tem quem extrapola demais e o nome vira uma aberração. Nessas horas dá até pena da criança.
Entre os 2 extremos existem os pais, que não são poucos, que não gostam do conforto e segurança de uma fórmula já testada e que usam palavras com liberdade suficiente para colocá-las em contextos distintos. Sem medo. Procuram o significado perfeito para traduzir o que sentem por sua cria sem se preocupar se vai ficar esquisito ou se é nome próprio. Fofoquinha tinha uma amiguinha chamada Swan. Poético, lindo.
O que quero dizer é que existe vida além de Bruno e Maria Luiza-não tenho nada contra esses nomes, por favor. Olhe ao seu redor, inspire-se e pense no significado da palavra. Procure palavras em outras línguas, volte no tempo e na história. Na lista de nomes americanos, para meninos, existem Beau, Beckett, Cato, Dante, Kobe, Magnus, Jasper e West. Olha só que doçuras de meninas: Calypso, Indigo, Juniper, Lilou, Luna, Sabine e Saffron. Vida virou nome próprio e consta na lista da matéria, cortesia da filha de Camila Alves e Matthew McConaughey. Pode apostar que alguns desses nomes vão virar top ten em alguns anos. Eu ainda não entendi muito bem como o inconsciente coletivo trabalha para que todos tenham vontade dos mesmos nomes em determinado período da história. O que sei é que eles começam com alguma criança, como Vida. A-POS-TO que vamos ter um boom desse nome loguinho. Não porque Vida é filha de pais famosos. Olivias, Sofias, Chloes e Emmas não eram.

* Para ninguém achar que Fofoquinha e Matraca-Trica são aberrações linguísticas, saibam que o nome dela é de princesa (olha só a felicidade quando ela soube a origem) persa e o dele de conquistador mouro. Os dois datam de bem Antes de Cristo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

an eye for annai



Pura fofice em forma de animação.
De Jon Klassen & Dan Rodrigues.

freelor


Mamãe ultimamente estava com muita areia em seu caminhãozinho, por isso a ausência no blog.
Quando vi o Freelor, tive que parar tudo e mostrar para vocês. Criado por Ji Hun Noh, a caixa de lápis de cor é destinada às crianças cegas.
Crianças só aprendem Braille a partir dos 8 anos, mas antes de mais nada são crianças e se expressam como tal. Para ajudar os pequenos a conhecer e reconhecer as cores, um símbolo foi colocado na ponta do lápis. Por associação elas aprendem que a cor amarela corresponde a um pintinho, vermelho a uma maçã, uma laranja para...laranja e por ai vai.
Não sei dizer se o projeto de Hun Noh já foi comercializado. Espero que sim.

domingo, 28 de março de 2010

curta: noites mal dormidas dão nisso

Ultimamente tenho pensado nos tempos em que Fofoquinha nasceu. Muito ficou sem registro simplesmente porque blogs ainda não existiam na época. Tampouco minha vontade para escrever. Já que ninguém acredita nessa história quando conto, melhor dar a cara a bater logo. Aconteceu. E não foi uma vez só, foram duas, lamento informar.
Uns dois ou três meses depois de amamentação a cada 3 horas do dia ou noite, passei a mão no telefone para ligar para o pediatra.
-Pois não?
-Gostaria de marcar uma hora com doutor Cohen para minha filha. Tem horário esta semana?
- Ela está doente? Perguntou a recepcionista.
-Não, visita de rotina e vacinas.
-Pois não, senhora. Quem está falando?
-Aqui é a mãe da. A mãe da....
Branco. Nada. Nada vinha em minha mente.
-Senhora?
-Esqueci o nome da menina. Esqueci!! Como ela chama mesmo???!
-...
-Como pode uma mãe esquecer o nome da filha??!! Só um minuto, por favor.
E tapando o bocal do telefone com a mão para não me ouvirem gritando, mais por desespero e inconformismo do que qualqer outra coisa:
-Marido, como chama a menina mesmo?


sexta-feira, 26 de março de 2010

joyride





Esse carrinho, batizado de Joyride, que não requer nenhuma ferramenta para montagem, foi criado pelo designer Per Brolund.
Infelizmente é apenas um protótipo. Brolund fez esse projeto para concorrer ao IF Concept Award 2009 em Hannover.
Como projeto não poderia ser mais crú. Ai é que está. A intenção é justamente cozinhar a banho maria, ir montando devagar e se divertindo muito no caminho. Sua preocupação é a integração entre pais e filhos, é evitar o imediatismo de produtos industrializados. Juntos todos podem montar, pintar, decorar e brincar muito com o Joyride.
Ás vezes não é o destino final que conta, mas a jornada.

quarta-feira, 24 de março de 2010

twist no pensamento


Em meu passeio diário por blogs, achei o texto abaixo, de Alejandro Jodorowky:


"Maestro, tengo un problema con mi hijo: me trajo las notas del colegio, una alta calificación en dibujo y una pésima calificación en matemáticas.


-¿Qué harás?

- ¡Lo pondré de inmediato a tomar clases particulares con un profesor de matemáticas!

-Necio, ponlo de inmediato a tomar clases particulares con un profesor de dibujo. Desarrolla su talento. Todos servimos para algo pero no todos servimos para lo mismo".

É para pensar, não é?

terça-feira, 23 de março de 2010

fofices do design: baby cot pod



Hummm, por onde começar? Como descrever uma obra de arte que é, ainda por cima, funcional? Uma obra de arte que é uma obra de arte dá asas à imaginação. Se você fosse um personagem de ficção científica vai me dizer que não iria ter um moisés desses em sua casa projetada por Jorge Jetson?
O moisés ainda está fase de produção sem data de lançamento, mas isso não impede que a gente sonhe com ele todas as noites. O Baby Cot Pod foi criado pela PER Design e Shaum Milburn, possui alças retráteis e toldo opcional.
Sem querer babar muito na tela do computador, eu não sei o que é mais bacana: o moisés ou o berço que está lá no site.
Agora me dêem licença pois tenho que convencer a minha cara metade de que meu relógio biológico está batendo- de novo. Alguém por favor avise à PER Design que esse moisés precisa estar à venda em, no máximo, 9 meses.