quinta-feira, 24 de junho de 2010

não sei se vai dar hoje

Tem muita coisa que a gente não comenta fora de círculos pequenos e exclusivos das pessoas próximas de nós. Alguns assuntos sempre aparecem velados, em meias palavras para bom entendedor ou são intencionalmente ignorados. Dinheiro é um deles, quando está faltando.
Gente grande contorna (ou não) a situação da maneira que acha mais apropriada entre eles, mas com nossos filhos só dá para ir até um certo ponto. 
Mascarar a situação financeira provisória é a opção feita por 9 entre 10 adultos. As justificativas são sempre as mesmas: eles são muito pequenos, eles ainda não entendem, não queremos que ele fale por aí sem querer, não posso decepcionar meu filho. Essa última é a única desculpa real e que todos nós sentimos onde dói mais, no coração. Dinheiro, por mais vil que possa ser, tem grande participação nessa equação tão complicada que é o relacionamento entre pais, filhos e culpa.
É uma fase e vai passar, a vida é cheia delas, mas enquanto não passa como explicar para o Batfino que ele não vai ao acampamento por que agora não dá, enquanto todos os amigos vão? O peso da culpa é o mesmo seja lá  uma decisão mais séria como Batfino ter que mudar de escola ou negar a compra daquele carrinho que ele pediu. 
Sou da opinião que desde tititicos, as crianças tem que saber, até onde eles podem entender, o que está acontecendo. Desde pequenos Matraca-Trica e Fofoquinha ouvem "Não posso agora, Mamãe não tem dinheiro." Isso ajuda a colocar as coisas em perspectiva para mim e para eles.
Até outro dia quando Fofoquinha, ao chegar em casa, abriu a mochila, tirou dois pacotinhos de lanche e me entregou. Perguntei onde ela tinha pego aquilo e ela respondeu:
-Eu trouxe lá da escola mamãe, assim você não precisa gastar dinheiro com nosso lanche.
Hora ter outra conversa com ela...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

fofices do design:calafant toys


Era uma vez um cartunista chamado Boris Schimanski, que morava na Alemanha. O pobre homem precisava trabalhar para alimentar sua família. Para isso precisava manter seus filhos ocupados e distraídos enquanto ele tentava cumprir deadlines importantes. Desenhou um castelo em cartolina e entregou nas mãos inocentes das crianças, que ficaram entretidos horas a fio, mesmo depois do papai ter terminado seu projeto tão importante.
Assim nasceu, sem ajuda de nenhuma fada madrinha, a Calafant Toys. Além de montar os próprios brinquedos, as crianças decoram do jeito que elas quiserem. existem produtos com 3 níveis de dificuldade, para todas as idades.
Com isso todos viveram felizes para sempre.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

fofices do design: emerson dollhouse


Eu iria querer uma casinhas de boneca dessas. Se eu iria deixar Fofoquinha brincar com ela, ahhh, isso já é outra história.
A Emerson dollhouse vai ser fabricada pela Brinca Dada. Achei duvidoso o jeito que a casinha foi descrita, como se fosse uma casa real à venda. Coisa do arquiteto dono da empresa, com certeza. Apesar da minha humilde opinião, veja os detalhes do imóvel, dignos de Casa Cor: ela vem com luz LED e painel solar, 2 lareiras e tem 6 cômodos. E a mobília com flat screen TV, que tal?
Eu honestamente não vejo a Barbie Butterfly vivendo nela...


paper glitter


O dia está bom para passear no Etsy. Não demorou 2 cliques para eu achar uma coisa fofa para mostrar.
A lojinha da Linnette que mora em Miami, Paper Glitter, me chamou a atenção primeiro porque o que ela faz é bacanérrimo, depois porque o que ela tem para vender na verdade são os PDFs  das artes. Custa merreca e você imprime na sua casa com o papel que quiser.
Ela é tão legal que em seu blog existem várias artes que você pode baixar de graça, além de saber das novidades do que ela anda aprontando, pois das 9 as 18 horas ela é uma toy designer.

fofices do design: dot baby


A companhia belga Dot Baby acabou de colocar no mercado um produto daqueles que eu amo: funcional, prático, bonito e que tem várias funções e cores.
O penico é um 3 em 1: serve, antes de mais nada, para fazer xixi e cocô. Mais tarde pode ser separado em adaptador de assento para o vaso sanitário e banquinho, para a cria ficar da altura da pia.
Vai direto ao ponto.

ser mãe é....fazer pequenas barbaridades por amor

Seja lá qual fosse o mal que afligisse a mim ou minha irmã, nosso remédio era sempre chá de erva doce. Tosse, bronquite, rouquidão? Vírus estomacal, vômito, diarréia? Arranhões, cortes, galos ou contusões? Não se aflijam meninas, tomem um chá de erva doce que tudo vai passar, dizia minha mãe. Daqui a pouco vocês vão se sentir melhor. 
Toda mãe tem um remedinho para horas de pouca aflição e conforto das crias em desepero, com certeza a sua também tinha. Qual era?
O meu é resultado de pura preguiça. O enfermo vai passar a noite na cama da Mamãe. Assim simples. Acontece que tenho sono mais leve do que uma pluma. Cada tosse, espirro ou reviravolta na cama, mesmo sendo no quarto de Fofoquinha e Matraca-Trica, me acorda. Arrancada dos braços de Morfeu, fico encaraminholando se a criatura piorou, descobriu-se, perdeu a meia etc. Eu então tenho que levantar dos meus lençóis quentinhos, andar até o quarto deles, ver o que está acontecendo e voltar para minha cama. Me ajeitar, cobrir e torcer para dormir logo, coisa que nunca acontece. Quando o enfermo está ao meu lado, só preciso me virar para ver a temperatura ou dar xarope. 
Ainda tem o agravante de Matraca-Trica ser menino. Pois é, foi quem eu tive que buscar no meio da aula por que estava com 40 graus de febre. Existe uma falta de dignidade no cromossomo Y que faz com o sexo masculino comportar-se como se o mundo fosse acabar se o nariz escorre. Deve ser alguma proteína ainda não identificada pelos cientistas que produz esse comportamento infantil com sensação de abandono em caso de ataque de qualquer bactéria ou vírus. 
Não se enganem, o sofrimento é, para eles, verdadeiro. Eles realmente acreditam que vão perecer abandonados à própria sorte. Coisa intrigante, pois com o passar dos tempos não desenvolveram a capacidade de ter o mesmo sentimento perante guerras, ataques e assaltos armados. E olha que isso vem de desde antes de começarmos a andar eretos. 
O cromossomo Y me fascina em vários campos, especialmente os que não fazem nenhum sentido lógico. O que a natureza quer dizer com isso? De qual a parte na evolução da humanidade esse comportamento faz parte? Essa dor toda que o sexo masculino sente vem de onde?
Pausa.
Acabei de reler o texto. Aparentemente comecei a falar de um assunto e terminei em outro. Vocês já devem ter se acostumado, né? Um dia desses eu espero amarrar os dois com conclusões distintas, mas agora tenho que ir pois Matraca-Trica está, literalmente, sentado no chão frio, derrubado com febre, agarrado em minha perna enquanto escrevo, para chamar minha atenção.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

fofices do design: piggy


Ensinar nossos filhos e economizar é parte obrigatória da educação. Os cofrinhos de porquinho, então, são, mais do que clássicos, uma tradição. Passados de pais para filhos desde de sabe-se lá quanto tempo, é uma memória gostosa que todos nós temos de nossa infância.
Apareceu no mercado um porquinho que vai além de seu propósito, coisa que eu achava difícil de acontecer. 
Quando a criança abre a caixa de presente da Piggy, encontra a Momma Pig e o Baby Pig, feitos de cerâmica. Seus pais então vão ensiná-la adividir suas moedas, um pouco na Momma Pig para seu uso pessoal e a outra parte no Baby Pig, para ser doado aos necessitados.
Todos nós precisamos aprender a fazer caridade, desde cedo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

ordem e progresso


Quase ordem. Até agora nenhum progresso. 
Hoje eu achei que ia comemorar. Acordei animada, até olhar o jornal e ver que a lei do Contran para regularizar o uso de bebê conforto, cadeirnhas e assentos de elevação para transportar crianças em carros foi adiada até setembro. Isso porque só agora os pais saíram correndo para comprar um assento para seus filhos e não há estoque suficiente para atender a demanda. Só agora eles foram comprar. Só porque é lei e vai custar no bolso.
Já escrevi um post aqui bem malcriado sobre a falta de responsabilidade dessas pessoas para com a vida humana. Isso sem falar no outro sobre crianças em motos, coisa que me dá um nó na garganta até hoje. 
O que me deixou mais boquiaberta do que esses acontecimentos- o Contran levar 1 ano e meio para anunciar as novas regras, os pais relapsos e o adiamento inevitável por razões que a própria razão desconhece- é que tem neguinho mandando carta para jornal indignado, achando que "esse pessoal vive de criar regras" e mal humoradíssimo por essa lei "criar um tal de cadeirinha prá cá, cadeirinha prá lá".
Imagine, segundo o Sr. Roberto Semaneiro, autor da cartinha, que absurdo é a exigência de se obrigar o uso de cadeirinha mesmo para carona. Sei não, mas quando estou com filhos dos outros, normalmente meu cuidado é maior do que com meus filhos. Imagine a situação: meus filhos em seus assentos e Babalu, o amiguinho, solto no banco de trás. Acontece um acidente, todo mundo está bem, menos Babalu. O que você diz para os pais desse menino? Desculpe, ele é o carona, portanto tem que arcar com as consequências? Desculpe, mas sabe como é, não é meu filho portanto me importo menos com ele? Fala sério!
O Sr. Semaneiro termina acrescentando, brilhantemente, "Às vezes, o simples bom senso resolveria muita coisa".
Concordo em gênero, número e grau. Pena que bom senso, nesse país, só vem acompanhado pela obrigatoriedade de uma lei.

terça-feira, 8 de junho de 2010

mike rivamonte


Além de casinhas de boneca estou descobrindo uma nova obsessão: robôs, especialmente esses com cara de mid century. O americano Mike Rivamonte faz esculturas de robôs reciclando partes de qualquer coisa que ele ache interessante, cacarecos que ele compra na Europa, Canada e USA. Algumas dessas peças tem mais de 100 anos.
Espere mais posts sobre robôs, tem muita coisa legal para mostrar para vocês!


segunda-feira, 7 de junho de 2010

segunda opinião






Se você precisa de uma razão para não desistir de procurar por uma resposta satisfatória, lembre-se do que vai ler. Uma história para não ser esquecida, ainda mais com uma foto ilustrativa dessas.
Cedo a gente aprende a procurar um obstetra que nos entenda, depois um pediatra que faça milagres instantâneos às 3 e meia da madrugada e quando achamos que a rotina vai se resumir nisso, tem o odontopediatra. O ortodentista. A fonoaudióloga. Os professores particulares. Um sem fim de profissionais nos quais a gente confia a vida e o futuro de nossas crias.
São tantas as escolhas diárias que temos que fazer que agradecemos sinceramente qualquer indicação para resolver nossa necessidade. Ai que bom, alguém fez a lição de casa por nós! Me passa o telefone, por favor?
Fofoquinha colocou aparelho semana passada. A estrada para que isso acontecesse foi bem tortuosa. Fomos a uma ortodentista por indicação que, depois da avaliação, me disse que o tempo de tratamento seria de pelo menos 1 ano e meio, com 2 aparelhos móveis que custariam 20 patacas. A manutenção seria de 5 patacas por mês. Ela foi muito simpática e atenciosa, gostei dela. Foi minha primeira experiência com essa área de expertise e fiquei impressionada, mesmo achando essa quantidade toda de patacas um tanto demais. Mas não tinha nada para comparar.
Demorou alguns dias para cair a ficha, mas quando ela caiu, eu percebi que não precisava fazer nada que estivesse me incomodando. Fomos procurar uma segunda opinião, outra profissional. Fazer uma comparação, por que não? O mesmo diagnóstico, também com 2 aparelhos em 2 etapas, mas o primeiro fixo ao invés de móvel. A ortodentista me deu uma opção, vejam vocês, de cortar o tempo de tratamento em mais de 6 meses. Aparelho esse que custou 5 patacas, com manutenção de 3 patacas por mês.
Fui aprender que nessa especialidade, alguns profissionais só trabalham com um tipo de técnica e outros, mais flexíveis, que trabalham com várias, dando opções de tratamento para que a gente escolha a que melhor nos parece. E eu que achava que aparelho era um tipo só e pronto.
A lição maior que aprendi não foi sobre pedaços de plástico e arames, foi a de pesquisar sobre tudo e me dar o direito de mudar de ideia quando achar necessário.
Aliás, sabia que fonoaudiologia também tem linhas diferentes? Já perguntou para a da sua cria qual é a dela?


quinta-feira, 3 de junho de 2010

sara fanelli


Sara, como não nega o nome, é italiana. Nasceu em Florença e foi estudar arte em Londres aonde vive até hoje. Ela tem clientes no mundo todo, como The New Yorker, Penguin Books, Faber and Faber, Tate Modern Gallery, Ron Arad, Issey Miyake e V&A Museum.
Gente, escolher alguns exemplos de seu trabalho está sendo um problema. Sou uma péssima editora, gostaria de colocar tudo o que está em seu site, mas bem sei que não é possível. Antes que eu me entusiasme demais da conta, acho melhor vocês passarem lá, vale a pena a visita pois o site de Sara é uma obra prima ele mesmo.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

fofices do design: cavalo de balanço kalika


Me deixa muito feliz quando acho uma coisa com design legal, utilitário e ainda por cima consciente, seja lá pelo material utilizado ecologicamente correto ou uso da mão de obra humanitária.
Esse cavalo de balanço da marca sueca Kalika poderia ser só mais uma fofice na minha lista entre tantas. Acontece que eu, quando passeio pela web e acho algo bacana para mostrar, fuço o site inteiro, seja lá em que língua for. Vou clicando em todas as opções de página que aparecem. 
Foi assim que descobri que a Kalika tem um projeto chamado Fair Play. A mão de obra usada pela marca para os brinquedos de pelúcia e bonecas de pano é composta por pais e mães russos que tem filhos com algum tipo de deficiência. Parece que na Rússia, assim que um bebê nasce e há suspeita de que ele possa ter algum tipo de deficiência, as mães são aconselhadas a se desfazer dele. Isso pode acontecer a qualquer momento do desenvolvimento dela. A idéia do Fair Play é prover para que esses adultos possam trabalhar em casa, para cuidar da criança uma vez que a alternativa que lhes é oferecida pelo estado é o orfanato. 
Isso não faz do cavalinho muito mais bacana do que ele realmente é?

quinta-feira, 27 de maio de 2010

fofices do design: koo


Duas coisas que  gosto: design que faz um objeto se desdobrar em dois ou mais e protótipos. Koo by Lunar é exatamente isso. Diretamente do Vale so Silício na Califórnia, Koo é uma cadeira de balanço que vira um bercinho para você ter perto na sala ou quarto sem morrer de vergonha porque não tem nada a ver com a decoração. Espero que esse protótipo entre logo em produção...




quarta-feira, 26 de maio de 2010

filhos únicos


Esta é uma história baseada em fatos reais. Escolhi uma família fictícia nesta parábola para proteger a privacidade os personagens reais. Tomei também certa liberdade cronológica para relatar os acontecimentos.
Agora que estão avisados, a história começa assim: alguns anos depois de...digamos, viverem juntos, Dr. Benton Quest e Roger Bannon decidiram que era hora de aumentar a família e ter um filho.
Pausa para abrir aspas: Eu tenho um gaydar com uma margem de erro de 0% até hoje, portanto posso afirmar que sim, Dr. Benton e Roger eram um casal.  Fecha aspas.
Tudo planejado, quarto decorado, chá de bebê e fralda, tudo nos trinques. O nascimento de Jonny foi o acontecimento do ano. Roger era um excelente pãe e passou por tudo o que todos nós passamos: noites em claro porque Jonny teve cólicas, otites, viroses estomacais ou simplesmente medo de escuro. Roger e Dr. Benton escolheram a escola para Jonny, foram a todas as reuniões de pais e em determinados momentos da vida, sofreram para pagar as mensalidades, material escolar e uniformes. Trabalharam duro, revezando-se em levá-lo na aula de futebol, festas infantis e ortodentista. Roger dedicou sua vida ao bem estar de Jonny, que vivia se metendo em encrenca. Administrou seus álbuns de figurinha, a primeira briga séria com Dr. Benton (pura rebeldia contra a figura autoritária) e as notas baixas porque se apaixonou por uma piriguete que sentava duas filas na sua frente. Nada faltou naquele lar, nem Bandit, o cachorro de estimação que foi adotado porque Jonny precisava perder o medo de animais.
Certo dia, roger abriu a porta de casa e deparou-se com uma cestinha no chão.
Outra pausa para abrir aspas: vamos combinar que poderia ter me baseado na família Jetsons, mas nãããããão, fui escolher um casal que nem sabe o que é passar batido pela data em que deveria ficar menstruada e só se tocar que deve ter alguma coisa errada lá pelo terceiro mês de gravidez. Só me sobrou usar a cestinha como metáfora, portanto tentem acompanhar meu raciocínio aqui, tá? Fecha aspas.
Dentro da cestinha havia um bebê. Que surpresa! Roger, com seu enorme coração de pãe, levou a criança para dentro de casa e o chamou de Hadji.
Um bebê! Agora que Jonny já estava no meio da aborrescência, Dr. Benton se viu saindo no meio da noite para comprar fraldas enquanto pensava aonde iria arrumar dinheiro para a futura escola de Hadji, pois estão pela hora da morte. Eles iam começar tudo de novo, do zero. Dr. Benton respirou fundo e ligou o motor do carro.

moral da história: entenderam a síndrome dos filhos únicos? Do segundo filho único, na mesma família?

terça-feira, 25 de maio de 2010

irina troitskaya



Irina nasceu e cresceu em Izhevsk, uma cidade industrial nos confins do interior da Russia. Formou-se em ilustração no Reino Unido, empacotou suas tintas e papel e mudou-se para Moscou, aonde vive e trabalha.
A série de bonecas Matryoshkas, aquelas que a gente coloca uma dentro da outra, baseada em suas ilustrações, são doces e incrivelmente delicadas. 
Vale a pena para um pouco o dia e conhecer seu trabalho. Passa .



segunda-feira, 24 de maio de 2010

fofices do design: zukzuk


Dias frios são ótimos para passear pelo Etsy. O que, você não conhece??? Pare de ler imediatamente e vá lá!
Sempre acho coisas bacanas, que enchem meus olhos e me deixam de bom humor. 
O vibe das ilustrações da Zukzuk é tudo de bom. Helen Acraman, de Toronto, no Canada, é a autora dessas belezuras. Helen é uma mãe que vai um pouco além com seu trabalho e nos dá um exemplo de bondade humana. Para cada compra ela doa 1 dólar para o Amnesty International.

domingo, 23 de maio de 2010

fofices do design: tukuk e construction quilt


A mesma ideia, ao mesmo tempo, separada por um oceano. 
A primeira foto mostra o Tukluk, módulos triangulares interativos com imãs. Foi criado pelo designer austríaco Benedikt Kirsch. Dá para fazer uma infinidade de coisas, como cadeiras, cabanas, tapete, basta imaginar e voilà, horas e horas de diversão.
A segunda foto é de uma criação do Studio Gorm, baseado no novo continente, o construction quilt. A ideia dos triângulos de espuma é a mesma, em versão mais singela, conectados por um feltro de lã. Ele pode ser usado como capa de sofá, cobertor, tapete, garagem para carrinhos ou casulo para brincar.


sábado, 22 de maio de 2010

de volta à escola


Já passei pelo ciclo escolar, do jardim da infância à faculdade. Tenho como prova um Diploma, com dê maiúsculo, que me deu o direito de deletar toda e qualquer informação que eu considero inútil na minha existência. Todos nós sabemos o alívio que isso é, jogar na lixeira da inexistência todas as fórmulas dos sólidos matemáticos, tabelas periódicas de química e vetores físicos. Bom, pelo menos esse é meu caso, o seu deve ser diferente.
E não é que a vida tem mais uma pegadinha? Teve filho, vai ter que ajudar com a lição de casa. Se vira, mãe!
A primeira delas é aprender as linhas pedagógicas de ensino para escolher a escola certa para nosso estilo de vida. A segunda, que ninguém se lembra de contar para a gente, é que a alfabetização é um processo que dura pelo menos 2 anos. Dois anos ou mais de muita paciência e frustração para nós, adultos, que temos que ajudar nossos pequenos a entender esse mundo complexo de imagens embaralhadas que nós tiramos de letra, automaticamente formando palavras. Temos que nos lembrar constantemente disso enquanto eles lêem, de soquinho e sem entender o significado, uma pergunta no livro de Língua Portuguesa. E aí, para responder? 
A terceira lição é que a frustração ao ajudar a ensinar não vai diminuir com o tempo. Como Fofoquinha não consegue ver a solução deste problema de matemática se é tão óbvio e eu já expliquei mais de mil vezes??!!! Tá na cara, menina!
Tá vendo o que acontece? Eu fico de mal humor, Fofoquinha fica estressada, nos desentendemos e a lição de casa desanda como quando a gente ferve o leite e ele talha. Um desastre pedagógico! Por acaso a gente precisa disso?
Nós pais não sabemos até aonde podemos ajudar ou deixar que eles se virem, nunca se fez um manual de "Ajuda à Lição de Casa" por escola alguma e isso é o que mais deixa a gente frustrada. Não sabemos até onde podemos ir. Cada criança é única, cada pai com pavio de comprimento distinto e cada caso diferente. Não vou nem entrar no problema de estarmos ensinando nossos pequenos de modo errado, pois o jeito que aprendemos caducou assim que conseguimos nosso primeiro estágio. Já levei chamada da professora. Não foi uma vez. Então porque a escola não oferece um curso de como ensinar a matéria tal da mesma maneira que as professoras e acima de tudo, sem perder a paciência?
Nós, adultos, infelizmente estamos todos no mesmo grau desse dilema sem resposta múltipla para a gente dar de preguiçoso e marcar um xis em quadradinho qualquer.



quinta-feira, 20 de maio de 2010

fofices do design: carpetzz


Coisas incríveis acontecem quando a gente vira mãe. Uma delas é a imaginação e força de vontade que nós, mulheres, desenvolvemos. 
Foi isso o que aconteceu com Nayla, uma espanhola que mora na Alemanha depois de ter uma filha. Ela teve uma idéia de fazer tapetes personalizados com qualquer desenho ou foto, especialmente o de crianças, para decorar ambientes.
Assim nasceu a Carpetzz, que usa somente lã da Nova Zelândia em seus produtos. Eles também tem o certificado da Rugmark Foundation, o que quer dizer que os tapetes não utilizam mão de obra infantil.
Agora a cereja do sunday: a Carpetzz entregam no mundo todo.

selinho II



Gente, estou A-DO-RAN-DO essa história de selinhos! O mais bacana é conhecer o trabalho e a vida de outras pessoas, mulheres maravilhosas e talentosas.
Obrigada Livia! A Livia escreve aqui.

Agora, as meninas para quem mando o meu, com muito carinho:






Em tempo: ainda não descobri como colocar os selinhos na minha barra, mas chego lá!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

fofices do design: pebble mattress



Detalhes tão pequenos que a gente só exige porque se trata de bebês. Detalhes fazem uma diferença enorme, mesmo que seja só na cabeça da gente. E é isso o que importa.
O colchão para berço da marca americana Nook é um sonho. Foi criado para que o oxigênio continue fluindo dentro do colchão. As saliências (pebbles) permitem que o oxigênio circule também na superfície de fibras de eucalipto. Tudo isso por causa da preocupação com SMSI (Síndrome da Morte Súbita Infantil).
Notaram também que o colchão tem cores diferentes? Não é bacanérrimo?

terça-feira, 18 de maio de 2010

monkey see, monkey do


...Monkey get in trouble too.

Estava um dia gostoso no parquinho, sol, crianças correndo em todas as direções, risadas infantis por todo lado e muita pipoca no chão sendo devorada por passarinhos em voos rasantes.
Matraca-Trica veio correndo em minha direção, saltitando com aquela graça que só as crianças sabem fazer, parou a uns 2 metros e berrou, de pulmões abertos, para quem quisesse ouvir:
-Mamãe, você é uma xis-ó-xis-ó-tê-a.
Ahhhh, uma sinfonia para meus ouvidos. Que orgulho, meu filho de 5 anos aprendeu uma palavra nova e não teve medo de usá-la. Antes de continuar, quero deixar bem claro que estou sendo sarcástica sobre o assunto, certo? Não quero nenhuma dúvida a respeito disso.
Antes que eu pudesse esboçar qualquer reação, ele já tinha escafedido pelos brinquedos. Aí a gente faz o quê? Você eu não sei, mas levantei e fui atrás, só para ouvir Matraca-Trica chamando um menino mais velho de xis-ó-xis-ó-tê-a, depois uma bola porque ele errou o chute e mais tarde, para meu horror, uma vovó que estava sentada alí no banco. Uma benção da natureza ela estar meio surdinha, acho que não percebeu o que estava acontecendo.
Eu ia perguntar quem havia ensinado aquela palavra para ele, mas pensando bem cheguei à conclusão de que Matraca-Trica com certeza ouviu da boca de um menino maior e resolveu que seria bacana imitar. Fiquei debatendo se deveria ter uma daquelas conversas sérias ou se deixaria passar batido, na esperança de que ele esquecesse o assunto.
Uma profunda preguiça de ter que lidar com o assunto em um dia tão bonito me fez escolher a segunda opção.
No final da tarde, sol se pondo, tive a confirmação que minha escolha havia sido correta. Tive certeza de que Matraca-Trica iria esquecer sobre o assunto quando o ouvi chamar Fofoquinha de "você é uma cocô, xixi e uma jota-ô-jota-ô-dê-a" em uma rusga fraternal.


segunda-feira, 17 de maio de 2010

fofices do design: cadeiras



Quer tornar a brincadeira das cadeiras interessante? Basta escolher modelos bacanas, todos diferentes.
Precisa de sugestão? Procurou a pessoa certa!
A primeira é a Baby Acapulco Chair, da Innit. A segunda é a Filos de Alessandro Zambelli. Embaixo da Acapulco, o terceiro design é ainda um protótipo chamado Together Chair, lançado no site inglês New British Design por Ben Huggins. Por fim, temos uma cadeira em feltro, a Fury!, do designer holandês Roel-Jan Elsinga.
Se precisar de outras, basta me escrever que tenho algumas ainda guardadas na manga.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

viver a vida


Fico tão realizada quando vejo uma matéria que traduz exatamente meus sentimentos que mal posso me conter. Como não pensei em fazer alguma coisa a respeito, ou simplesmente escrever sobre isso antes? 
Vou contar para vocês tin-tin por tin-tin do que estou falando. Tudo começou quando dei de cara com o Slow Family Living. Mal sabia eu que a coisa já tomou proporções de movimento. Que coisa boa.
O slow family living é um movimento que começou por dois motivos:um deles é a crise nos EUA. Como muitos adultos perderam emprego ou tiveram o olerite reduzido, começaram a passar mais tempo em casa, convivendo com os filhos. As atividades das crianças também foram cortadas, lá se foi a aula de violino, de futebol ou espanhol. A grana diminuiu, mas a qualidade de vida subiu, dizem os pais. O outro é a nossa ansiedade para que os filhos façam todas as atividades que existem no mundo, saibam sobre tudo e sejam mini Einsteins. O stress e ausência de ambas as partes no lar causa desunião entre os membros da família, que lá longe no futuro pode ter caráter definitivo.
Não é fácil a gente se controlar, eu mesma queria que Matraca-Trica fizesse 4 modalidades de esporte que notei uma inclinação, aula de inglês, espanhol e mandarim, aula de música e recreação. Recreação depois de tudo isso??? Tá louca, mulher? A intenção é das melhores, queria tudo isso não porque ele tem que se preparar para o futuro, mas porque meu papel como mãe é abrir o leque de opções para que Matraca-Trica tenha a chance de experimentar tudo na vida. Fofoquinha tem muitas vontades e pouco tempo, já começo a achar que o tempo que ela passa na escola é um pouco demais. Aonde arrumar tempo para o balé, natação, teatro, aula de circo, fonodióloga, dentista e lição de casa?
Vamos combinar que não dá? Vamos relaxar sobre o assunto e deixar nossos filhos brincando? Essa é a parte mais difícil, relaxar. Como fica a globalização, o mercado de trabalho, o futuro deles? Como está fica. O futuro deles não somos nós que vamos escolher. Algumas vezes tenho que respirar fundo e me desconectar da pressão feita pelos outros pais, que uma matéria na revista Time chamou de Pais Helicópteros. Adorei a definição.
Não vou entrar no assunto de como o Enem prejudicou a qualidade de vida escolar, massacrando nossos filhos com conteúdo ao invés de uma experiência escolar por completo. Fica aqui meu protesto e assunto para outro post, pois estou com ele engasgado faz muito tempo.
Voltando ao assunto, fazemos o que podemos, queremos que nossos filhos tenham nossos valores e outros tantos a mais que não tivemos a chance quando nós mesmos éramos cotocos. Coisa difícil e próxima ao impossível de acontecer.
É preciso achar um equilíbrio, incluir nessa loucura um dolce far niente em que os europeus são tão bons, cancelar compromissos, reaprender a viver. Por eles e, pensando bem, pela nossa saúde.




terça-feira, 11 de maio de 2010

fofices do design: baby sitter



Vocês se lembram de um post sobre o byBO design que eu escrevi um milhão de anos atrás? Aqui, ó.
Olha só a novidade de Bo Ekström. Uma cadeirinha que, além de linda e confortável (bom, isso estou imaginando, uma vez que não dá para a gente testar aqui do Brasil), abaixa 45º graus. Alguém tem um parente ou amigo indo para a península Escandinava para trazer uma destas  para mim?


selinho

Nossa, que surpresa! Um selinho! Que coisa gostosa, obrigada Livia. A Livia escreve no blog Viagens de Uma Mãe de Primeira Viagem.
O mais bacana disso é que a gente acaba conhecendo outros blogs de mulheres legais. Passei bastante tempo lendo seus respectivos blogs, indo de mãe em mãe.


A regra do selinho é:


* Exibí-lo em seu blog.
* Lincar o Blog que recebeu a indicação.
* Escolher 10 (dez) blogs para indicar.
* Avisar aos escolhidos.

Os blogs. Infelizmente não vão ser 10, alguns já receberam o selinho e não tem porque eu mandar de novo, certo?





sexta-feira, 7 de maio de 2010

hora extra: universo materno




Nara Duarte Pinski tem dois moleques em casa. Ela é amiga e agora sócia de Mariane Tichauer, que tem duas princesas. 
E eu com isso, pergunta você. Acontece que as duas são inconformadas como eu. Aquele tipo bom de inconformismo que faz a gente se mexer, querer mudar e colocar a mão na massa ao invés de ficar sentada esperando o bonde passar.
Assim nasceu mais um filho para as duas: Universo Materno. A loja, por enquanto na internet, vai debutar na próxima feira Baby Bum, de 20 a 23 de maio. Ali vai dar para a gente conversar com elas, ver e tocar tudo de bacana que elas estão trazendo para facilitar a nossa vida e levar para casa coisas que não vão envergonhar a decoração ou nosso armário. Quer uma preview? Passa no site.


quarta-feira, 5 de maio de 2010

fofices do design: join the dots wallpaper

Tanto trabalho ensinando Fofoquinha e Matraca-Trica a não passarem nem perto da parede com um giz-de-cera para nada. NADA. 
A Cox & Cox lançou um papel de parede que com certeza vai entreter qualquer um, criança ou adulto, por horas a fio. Adorei a idéia, principalmente para dias de chuva ou quando algum pequeno está doente e tem que ficar de molho. Basta escolher um meio -lápis, giz-de-cera, batom, molho de macarrão- e conectar os pontos do jeito que quiser.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

tim macpherson



Uma coisa leva a outra que leva a outra e assim páginas e mais páginas na internet pipocam em minha tela. Cheguei ao trabalho do fotógrafo inglês Tim MacPherson, conhecidíssimo por seu trabalho publicitário. Na verdade, ia escrever um post sobre uma campanha recente, mas pesquisando achei esta infinitamente mais bacana. E vai direto ao assunto.
A imagem é pequena, portanto vou ajudá-los a entender o que está escrito:The longer a child with autism goes without help, the harder they are to reach.