A gota d'água aconteceu meses atrás. Eu já tinha vontade de escrever sobre o assunto muito antes, lá em fevereiro. Passou o tempo e ele voltou para me beliscar o bumbum em um sonho -como se eu não tivesse motivo melhor para gastar com meu inconsciente.
Fica aqui registrado, portanto, meu protesto contra escolas e editoras de livros escolares. Com o ingresso de Fofoquinha no ensino fundamental vieram muitas novidades para mim, entre elas a compra de material didático. Livros de $50, $80 reais. Livros onde os exercícios são feitos diretamente em suas páginas, inutilizando-os permanentemente para o uso de outras crianças. Deu para sentir onde estou indo?
Acho irresponsável qualquer escola, em tempos de hoje, em tempos de economia- financeira e de recursos- de fazer esse tipo de escolha e/ou aceitar imposições das editoras. São livros extremamente caros que irão para a lata de lixo reciclável no final do ano. A tal da gota d'água foi um livro de leitura que Fofoquinha trouxe para casa todo colorido com marca texto. POR QUE???
Não me espanta constatar que a falta de consciência começa dentro da sala de aula, com os professores. As pessoas a quem confiamos a educação de nossos filhos, vejam vocês. Os mesmos professores que acham que estão ensinando as crianças a reciclar fazendo projetos e mais projetos com garrafas PET que vão acabar no mesmo lugar em que as que não foram recicladas: no lixo. Já escrevi sobre isso aqui.
O mundo só gira e muda com pressão. Se as escolas não pressionarem as editoras com boicote de pedido de livros, as editoras não vão mover um dedo para achar soluções mais condizentes com nossos dias contemporâneos pois não é do interesse delas. Se nós, pais, não começarmos a pressionar os professores, seus olhos continuarão voltados para outro lado. Se eu não levantar a questão com vocês, vou continuar sonhando com minha revolta e com o prospecto de um futuro onde o mundo é muito melhor.
E tenho dito.

















































