Tão vintage! Objeto e conceito, super fofos. Os blocos para bebês da Tinny Giraffe, achados no Etsy, funcionam muito bem também para decór.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
ironias da natureza
Quando você se pega sentada no azulejo frio do banheiro no meio da manhã com a cara inteira dentro do vaso sanitário colocando tudo para fora simplesmente porque enjôou com o cheiro da sua cara metade, você tenta se manter calma pensando naquele pacotinho que dentro de 7 meses vai estar em seus braços.
Mais tarde, quando não consegue enxergar sua virilha, seus pés estão do tamanho de mamões e está com pelos nascendo em lugares que nunca imaginou ser possível, você tenta se manter calma pensando naquele pacotinho que dentro de 2 meses vai estar em seus braços. Até as hemorróidas valem a pena.
Agora que o pacotinho está em seus braços coçando a gengiva em seus mamilos rachados, você tenta se manter calma pois está fazendo tudo isso porque ama incondicionalmente esse projeto de gente. Mesmo que ele arrancasse um pedaço de sua carne, você não se importaria em nome do amor.
A ligação entre vocês é tão, mas tão forte que se você sai do campo de visão, o berreiro do pequeno é enorme. Tudo bem que você tem que ir ao banheiro com a porta aberta e só pode escapulir de casa na hora da soneca dele. Você faz tudo isso porque ama incondicionalmente esse projeto de gente.
Chega uma hora, lá pelos 18 meses, que você pensa seriamente se valeu a pena. Essa história de aguentar piti por qualquer coisa, esse choro todo porque você tem que sair, essa coisa de não querer comer nada. Ainda assim você, colocando tudo na balança, conclui que está tudo bem, afinal você ama incondicionalmente esse projeto de gente.
Sabe para quê a gente faz tudo isso, passa por todas as culpas e dores físicas?
Para ver com seus próprios olhos que eles ficam melhor quando não estamos presentes. Para saber como eles se comportam bem na casa dos outros, como experimentam pratos novos e param de chorar no segundo que não te vêem quando você os deixa na escolinha.
Ter que ouvir de quem ficou tomando conta de seu filho que ele estava ótimo enquanto a gente estava fora e foi só a gente pisar em casa que ele começou a fazer manha é demais da conta.
Esse é só o começo, fico pensando. Fofoquinha já começou a me responder como se tivesse 11 anos. Ainda vai ter o dia, lá pelos 13 anos, que eles vão acordar O-DI-AN-DO os pais, coisa que vai durar longos anos. E você ainda vai estar lá, esperando a criatura com um prato de comida quentinho ou saindo para buscá-la no meio da madrugada na balada, só para ouvir mais atrocidades. Nessas horas a gente pensa que ao invés de dar aquele Wii para a ela, deveríamos era ter ido ao dentista para ver se aquela cárie virou canal porque ficamos adiando para dar de tudo o melhor que podemos para os filhos.
Para quê mesmo a gente tem filho? Ahh, esses hormônios dos infernos...
Chega uma hora, lá pelos 18 meses, que você pensa seriamente se valeu a pena. Essa história de aguentar piti por qualquer coisa, esse choro todo porque você tem que sair, essa coisa de não querer comer nada. Ainda assim você, colocando tudo na balança, conclui que está tudo bem, afinal você ama incondicionalmente esse projeto de gente.
Sabe para quê a gente faz tudo isso, passa por todas as culpas e dores físicas?
Para ver com seus próprios olhos que eles ficam melhor quando não estamos presentes. Para saber como eles se comportam bem na casa dos outros, como experimentam pratos novos e param de chorar no segundo que não te vêem quando você os deixa na escolinha.
Ter que ouvir de quem ficou tomando conta de seu filho que ele estava ótimo enquanto a gente estava fora e foi só a gente pisar em casa que ele começou a fazer manha é demais da conta.
Esse é só o começo, fico pensando. Fofoquinha já começou a me responder como se tivesse 11 anos. Ainda vai ter o dia, lá pelos 13 anos, que eles vão acordar O-DI-AN-DO os pais, coisa que vai durar longos anos. E você ainda vai estar lá, esperando a criatura com um prato de comida quentinho ou saindo para buscá-la no meio da madrugada na balada, só para ouvir mais atrocidades. Nessas horas a gente pensa que ao invés de dar aquele Wii para a ela, deveríamos era ter ido ao dentista para ver se aquela cárie virou canal porque ficamos adiando para dar de tudo o melhor que podemos para os filhos.
Para quê mesmo a gente tem filho? Ahh, esses hormônios dos infernos...
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coisas sobre a vida
domingo, 10 de outubro de 2010
já nas bancas
Outro filhote dando orgulho para a Mamãe, saindo de casa e abrindo as asas para o mundo.
Saiu a Vogue Kids. Mamãe, vejam vocês, foi a editora convidada dessa edição. Obrigada Daniela, Anita e Letícia, vocês foram uns amores! Gastei minha manicure no teclado, mas valeu cada lasca de esmalte.
Queridas leitoras e leitores, me digam o que vocês acham, tá?
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
revistas, revistas, revistas
Me pergunto como pode haver tantas publicações bacanérrimas lá fora e quase nenhuma aqui? Bom gosto e inovação não fazem parte de nosso cotidiano? Tá bom, não fazem mesmo. A gente sabe que revista bacana como a N magazine só deve vender exemplares para os familiares das pessoas que trabalham nela, quem saiu na revista e umas quatro ou cinco doidas que somos nós- não adianta fingir que não é com você, se passeia pelo blog da Mamãe é doida sim, porque o Tico e o Teco olham um pouco além do Barney, brinquedos da Little Tikes e festas de aniversário no MacDonald's. Coisa de quem tem um parafuso a mais ou a menos na cachola. Os outros só precisam descobrir qual é o caso.
Uma coisa boa, porém, é que essas revistas legais estão em versão online também. Pelo menos dá para a gente encher os olhos. Como meu inconsciente me leva para esses sites, aqui tem alguns deles para você também ir passear quando tiver 1 minuto livre:
Smallable
Babiekins
Papier Mache
Small
Tem outras, mas essas estavam na mão, ou melhor, na tela, enquanto escrevo. Por serem tantas, e mais alguns lançamentos de revistas para crianças é que resolvi escrever sobre o assunto. Não tenho absolutamente nada contra as publicações das revistas que temos aqui, fique bem entendido. É um nicho com bastante opções de muito boa qualidade. Sinto falta desse outro tipo de revista que, exceto por uma, não existe por aqui.
E continuo me perguntando, porque? Porque não aqui também?? Acho que vou ter que começar uma...
Papier Mache
Small
Tem outras, mas essas estavam na mão, ou melhor, na tela, enquanto escrevo. Por serem tantas, e mais alguns lançamentos de revistas para crianças é que resolvi escrever sobre o assunto. Não tenho absolutamente nada contra as publicações das revistas que temos aqui, fique bem entendido. É um nicho com bastante opções de muito boa qualidade. Sinto falta desse outro tipo de revista que, exceto por uma, não existe por aqui.
E continuo me perguntando, porque? Porque não aqui também?? Acho que vou ter que começar uma...
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coisas sobre a vida
lorna freytag
Lorna mora na Inglaterra e especializou-se em fotografar crianças. Se você pensou que seu trabalho é lambe-lambe, enganou-se redondamente. Dá só uma olhada. Como eu queria ter Fofoquinha e Matraca-Trica imortalizados por ela, nesse clima de contos de fadas do Tim Burton. Ai, ai...
Achei extremamente difícil escolher só algumas imagens para você ver. Se você quiser babar ainda mais, passa no site dela, aqui. As imagens, em tamanho maior, tem outra luz e muito mais detalhes do que esse bloguinho pode mostrar.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
crescer dói
Eu tenho pouca lembrança do processo de crescimento. Lembro de coisas muito bacanas e traumatizantemente ruins. Coisas que aconteceram, acidentes, machucados, o dia que me perdi na feira da minha mãe, a boneca que minha avó trouxe da Europa que era do meu tamanho, essas coisas. Todo mundo tem suas lembranças de quando era pequeno.
Agora, participando do crescimento de Matraca-Trica e Fofoquinha, estou percebendo que a coisa pode não ser nada fácil. Crescer dói, fisicamente. Não sei se nós, gente grande, aguentaríamos o tranco de uma tacada só. Fofoquinha, por exemplo, está com 2 dentes nascendo ao mesmo tempo, genviva rasgando enquanto eu escrevo. Está de aparelho, fixo, sendo ativado diariamente. Agora apareceram 2 olhos de peixe, um em cada pé. Sabe o que é isso? Eu não sabia. É uma verruga que cresce para dentro, virótica, tem que queimar ou operar. Tadica dela, agora que queimou, não consegue andar direito por causa da dor faz dias.
Junta-se todo esse incômodo e dor e veja no que dá. Não sei se teria o bom humor dela, que, como é humana, tem repentes de choro por que não está passando o desenho que ela quer ver naquela hora ou porque o Matraca-Trica pegou aquele livro interativo que ela ganhou a 2 anos atrás e nunca mais havia olhado desde então. Está estável como uma ogiva nuclear em filme de James Bond. Apesar de pronta para causar estrago a qualquer segundo, Fofoquinha comporta-se como a heroína do filme 80% do tempo, aguentando (mais ou menos) firme as agruras que a vida lhe impõe. Vai passar, querida, é só o que Mamãe tem certeza.
A natureza é sábia e faz com que não tenhamos muita consciência desse processo todo, e assim como partos cabeludos, passa e a coisa parece que nunca aconteceu. É capaz de ela não se lembrar nem lendo esse post daqui a muitos anos.
domingo, 3 de outubro de 2010
fofices do design: brinquedos hape
Bambu é o novo plástico, se é que vocês me entendem. O hype por um mundo consciente fez com que os brinquedos de madeira, como eram feitos antigamente, voltassem ao mercado. Viva! E olha que não basta ser madeira, pois nem assim pode se encaixar no eco-politicamente correto. Tem que ser bambú mesmo.
sábado, 2 de outubro de 2010
curta: bienal
Acabei de voltar da Bienal de São Paulo, onde, em um momento de insanidade, levei Fofoquinha e Matraca-Trica para continuarem sua jornada pelo mundo das artes. Em um sábado. Chuvoso. Em véspera de eleições, com todo mundo na cidade.
Honestamente estava esperando que eles se comportassem como dois vikings em uma loja de cristais Kosta Boda. Basta eu falar "não pode mexer" que o efeito contrário acontece. Eles ainda não entenderam o conceito "olhar com os olhos". Fofoquinha e Matraca-Trica precisam- isso mesmo, precisam, é uma coisa visceral- tocar em tudo, experimentar com todos os sentidos.
Para minha surpresa não entramos em uma loja de cristais. Ahh, é por isso que gosto de arte contemporânea. Fofoquinha e Matraca-Trica são dois vikings e se comportaram como tais, isso não tem como negar. A loja, porém, era lúdica, cheia de instalações com muito entra e sai, sobe e desce e com o bonus de ter um quê de zoológico, por conta dos urubus.
Vamos voltar algumas vezes, pois para essa crítica de arte leiga, a Bienal é um grande parque de diversões. Para todas as idades.
nota: instalação de Henrique Oliveira, que meus dois jurados deram nota 10 e só saíram de dentro mais de 40 minutos depois de entrarem (e sairem. e entrarem. e sairem. e entrarem de novo. entendeu, né?), sob ameaças variadas que foram escalando porque Mamãe estava sendo ignorada completamente tamanho o divertimento deles.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
jardim de infância em tromso
Caso você esteja se perguntando onde é Tromso, já respondo que é na Noruega. Quem mais senão Mamãe iria escarafunchar a web para achar essas preciosidades em lugares tão ermos?
Esse projeto é bacana não só pelo visual, mas pela praticidade. As paredes são móveis e os espaços internos podem ser modificados à gosto. Em cada parede, em seus dois lados, foram incluidos jogos, estantes e atividades.
carolyn gavin
Acho que nem vou me estender muito aqui.
Olhem, inspirem-se, alegrem-se. É primavera e o clima das ilustrações de Carolyn Gavin, que vive em Toronto, no Canadá, estão bem no clima.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
fofices do design: juime
OoHMYGOD! Por onde começo a descrever o que a Manuela Olten, que é alemã, portanto é só o que eu sei sobre seu trabalho porque eu não leio em alemão- ainda- faz?
Antes de mais nada, não sei porque bonecas de pano estão me seguindo nesses últimos dias, como já deu para perceber. Foi a mesma praga com as casinhas de boneca e depois com os brinquedos de papel. Não pense que estou achando ruim não, acho que os céus estão tentando me dizer alguma coisa...
A Manuela criou a Juime, um site onde, pelo que pude perceber, ela cria peças únicas que quando vende, acabou-se o que era doce.
Multi-talentosa, ela não fica só nos bonecos de pano, que são muitos e um mais fofo do que o outro. Ela faz também álbuns de fotos, como os da imagem acima, pratos, saias, biquinis e aventais para meninas, bijoux e muitas outras coisinhas.
Não sei quando, mas ela ainda tem tempo de manter um blog. Ai que inveja dessa mulher-maravilha!
abc-art basics for children
A maison ABC, em Bruxelas, é uma organização sem fins lucrativos onde as crianças exercitam seu lado criativo. Tem um pouco de tudo: dia da família, jogos, cinema, oficinas, aulas de cozinha, contagem de histórias, tudo o que os pequenos gostam.
Esse tipo de lugar em países aonde o inverno é severo são salva-vidas para as famílias que tem que ficar em casa por meses sem fim. Passar uma tarde brincando com os filhos é, sem dúvida, uma das coisas mais gostosas que a gente faz.
mummysam
Não sei pregar um botão. Não sei fazer bainha nem overloque, mas sei quando uma coisa é bacana. Cada um com seu talento, certo?
Mummysam tem um site que dá vontade de morder de tão fofo. Ela tem um blog e também uma lojinha no Etsy, onde além de vender cortes de tecido com estampas de sua autoria (como as duas imagens acima), tem várias coisinhas legais e o livro Fanciful Felties que ensina como fazer vários personagens de feltro.
Se eu vou, algum dia, fazer bonequinhos de feltro eu não sei, mas babar em coisas bonitas é uma coisa que sei fazer muito bem!
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
child's own studio
Tô achando que tem um trend se formando pelo universo de pessoas que fazem coisas para crianças, que eu particularmente adoro pois é super lúdico: a tradução literal de desenhos infantis para outros meios. Já falei sobre as jóias, os animais de pelúcia, os tapetes e as telas.
O Child's Own Studio, no Canada, funciona um pouco diferente. Parte do mesmo princípio: manda-se o desenho da cria e volta uma criatura em 3 dimensões, neste caso de pelúcia.
Achei a apresentação do trabalho meio tosca, as fotos não são nenhuma Brastemp e o preço é um tanto salgado, pois é tudo feito à mão. A diferença é que 10 dólares canadenses de seu pagamento são doados para instituições de caridade. E é por causa desse final feliz e consciente que o Child's Own Studio ganhou lugar de honra entre outros tantos posts aqui no bloguinho.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
fofices do design: chen karlsson
Eu achava a combinação da nacionalidade de minhas amigas, árabes/suecas, bem exótica. Mas nada se compara com a dupla chinesa/escandinava do design studio Chen Karlsson.
O lustre que eles criaram não foi feito para crianças, mas não dá para resistir à idéia de migrar o conceito para um quarto onde menores de idade podem exibir seus objetos du jour dentro do lustre ou aquela coleção de Littlest Pet Shop que está espalhada por todas as superfícies vacantes do perímetro.
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