quarta-feira, 27 de outubro de 2010

helen dardik








Ela pode ter se acomodado no Canada com sua família, mas Helen Dardik já morou em Israel,  Ucrânia e Sibéria.
Sua lista de clientes é tão vasta quanto sua produção.
Como sempre, eu tenho uma profunda dificuldade para selecionar apenas alguns trabalhos. Meu conselho, como sempre, é de dar uma passadinha no site dela, com babador em mãos para não molhar o teclado do computador.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

fofices do design: buggup


Quem não gosta de ver a casa bem arrumadinha, seja lá por capricho ou falta de espaço? O Buggup foi criado para acabar com os trambolhos que ficam estacionados na sala, no corredor, na garagem, sempre no meio do nosso caminho. São dois modelos que funcionam para todos os tipos de carrinhos de criança. 

kid's republic





Não tenho desculpa. A livraria Kid's Republic em Beijing inaugurou faz tempo. Fez aniversário de 2 anos, vejam vocês. Na época, quando a vi, pensei comigo mesma: preciso mostrar para todo mundo! 
Simplesmente esqueci. Felizmente ainda está em tempo. Pessoal, aqui está, com um pouco de atraso. 
Inspiração, felizmente, não tem data de validade.

sábado, 23 de outubro de 2010

fofices do design: hawthorne Threads









Sabe o que faz um casamento durar para sempre? Coisas em comum, que os dois amem tanto quanto um ao outro. Podem ser os filhos. Ou podem ser tecidos. Charlie e Lindsay tem um olho particular para escolher estampas. Uma passadinha no site deles é suficiente para ver que o Hawthorne Treads não é nenhuma colcha de retalhos. 

jardim de infância Fuji




Tachikawa, no Japão, é onde fica essa escolinha Montessoriana. O formato   oval foi inspirado em vilarejos e o teto é um deck. Com 3 árvores Zelkovas de 25 metros conservadas, o deck da Fuji Kindergarden praticamente dobra o espaço útil. Ahh, nada como espaço para correr e gastar energia antes de voltar ao ABC.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

dilema e gastronomia


-Venham almoçar, crianças! Lavaram as mãos?
Logo vieram Matraca-Trica, Fofoquinha e Smurfete para a mesa. Fofoquinha convidou a amiguinha para brincar depois da aula. Fofoquinha se sentou à minha esquerda e Matraca-Trica à minha direita. 
O almoço era comidinha caseira em homenagem de nossa convidade de honra: arroz, feijão, salada, bife e ovinhos de codorna. Eu também tenho um chato em casa que não experimenta nada, então resolvi matar dois coelhos com uma cajadada só. Para as gourmets (Mamãe e Fofoquinha) havia um prato thailandês, de carne com pimentão, gengibre e outras especiarias.*
-O que você quer, Smurfete?- Perguntei.
- Arroz e ovinho, tia.- Ela me respondeu.
-Não quer uma saladinha, nem um bife ou feijão?
-Não gosto.
Ainda insisti na história e coloquei um pedacinho de bife no prato dela. 
Fato é que essa não é a primeira vez que isso acontece e com certeza não vai ser a última. Tá certo que eu não espero que as outras crianças tenham o mesmo paladar aventureiro que eu e Fofoquinha. Eu sei que elas estão mais para a negação em pessoinha sentada do meu lado direito.
Perguntei o que a Smurfete costuma comer na casa dela, para fazer da próxima vez que ela vier, pois claramente meu menu não agradou a visita.
-Em casa a gente come nuggets, batatinha de carinha e macarrão.

Senhoras e senhores, apresento aqui o meu dilema. As duas primeiras opções nunca entraram em casa, são reservadas somente para festas de aniversário. Da última ninguém escapa. 
Até onde se vai para acomodar as visitas quando existe uma divergência assim tão grande de filosofias? Filosofia sim, pois se tem um assunto (outro) que eu levo muito à sério é gastronomia- se vocês leram a página de apresentação dos contribuintes da Vogue Kids, sabem que a minha resposta para o que eu queria ser na vida era Chef
Serei fadada a fazer macarrão para o resto da vida em dias de brincadeira? O pior é que nem me aventurar em molhos vai ser possível. Alle vongoli? Nem pensar. Com salmão defumado e crème fraîche? Rá.
E aquelas histórias de coisas que as crianças experimentam na casa das outras e acabam gostando? Minha irmã aprendeu a comer bacalhau só na casa da amiga, história que minha mãe não se cansa de contar. 
O que faço com as alcachofras agora?


* Esse primeiro dilema eu resolvi mais ou menos. Mais para o menos. Não vou deixar de comer o que gosto por causa do chato. Dependendo do meu humor e do grau de exoticidade do prato, faço uma alternativa mais familiar para quem não quiser experimentar.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

fofices do design: ferm living





Faz tempo que queria uma desculpa para colocar o site da Ferm Living aqui no blog. O dia feliz finalmente chegou sem eu precisar apelar para os 6 graus de separação. A companhia dinamarquesa Ferm Design lançou a linha Kids! Ohh happy day!
Tem de tudo um pouco: papel de parede, roupa de cama, wall stickers e objetos de decoração.

fofices do design: smart playhouse





Vícios não são fáceis de largar. O meu, por casinhas para brincar, está tão profundamente alojado em minhas células que nem Betty Ford conseguiria fazer um detox por completo.
Essas casitas são da companhia espanhola Smart Playhouse, que se inspirou, evidentemente, na arquitetura contemporânea para criá-las. Elas podem ser usadas dentro de casa também, no caso de você morar em um loft maravilhoso.
Quando alguém inventar uma maquininha para voltar no tempo, me avisa, por favor?


domingo, 17 de outubro de 2010

shakshuka








Mais uma lojinha que foi para meu arquivo de favoritos. A Shakshuka tem uma seleção adorável de coisas, e com a modesta soma de 6,95 euros para entrega internacional, vai ficar muito difícil resistir. Gostou do que viu? É tudo eco-correto e o mais ôrganico possível. As pulseiras são feitas de havaianas recicladas, tá? Olha que fofo a cortina japonesa, as flores de papel que podem ser usadas de várias maneiras e as máscaras de animais selvagens.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

fofices do design: tinny giraffe





Tão vintage! Objeto e conceito, super fofos. Os blocos para bebês da Tinny Giraffe, achados no Etsy, funcionam muito bem também para decór.

ironias da natureza



Quando você se pega sentada no azulejo frio do banheiro no meio da manhã com a cara inteira dentro do vaso sanitário colocando tudo para fora simplesmente porque enjôou com o cheiro da sua cara metade, você tenta se manter calma pensando naquele pacotinho que dentro de 7 meses vai estar em seus braços.
Mais tarde, quando não consegue enxergar sua virilha, seus pés estão do tamanho de mamões e está com pelos nascendo em lugares que nunca imaginou ser possível, você tenta se manter calma pensando naquele pacotinho que dentro de 2 meses vai estar em seus braços. Até as hemorróidas valem a pena.
Agora que o pacotinho está em seus braços coçando a gengiva em seus mamilos rachados, você tenta se manter calma pois está fazendo tudo isso porque ama incondicionalmente esse projeto de gente. Mesmo que ele arrancasse um pedaço de sua carne, você não se importaria em nome do amor.
A ligação entre vocês é tão, mas tão forte que se você sai do campo de visão, o berreiro do pequeno é enorme. Tudo bem que você tem que ir ao banheiro com a porta aberta e só pode escapulir de casa na hora da soneca dele. Você faz tudo isso porque ama incondicionalmente esse projeto de gente.
Chega uma hora, lá pelos 18 meses, que você pensa seriamente se valeu a pena. Essa história de aguentar piti por qualquer coisa, esse choro todo porque você tem que sair, essa coisa de não querer comer nada. Ainda assim você, colocando tudo na balança, conclui que está tudo bem, afinal você ama incondicionalmente esse projeto de gente.
Sabe para quê a gente faz tudo isso, passa por todas as culpas e dores físicas?
Para ver com seus próprios olhos que eles ficam melhor quando não estamos presentes. Para saber como eles se comportam bem na casa dos outros, como experimentam pratos novos e param de chorar no segundo que não te vêem quando você os deixa na escolinha. 
Ter que ouvir de quem ficou tomando conta de seu filho que ele estava ótimo enquanto a gente estava fora e foi só a gente pisar em casa que ele começou a fazer manha é demais da conta.
Esse é só o começo, fico pensando. Fofoquinha já começou a me responder como se tivesse 11 anos. Ainda vai ter o dia, lá pelos 13 anos, que eles vão acordar O-DI-AN-DO os pais, coisa que vai durar longos anos. E você ainda vai estar lá, esperando a criatura com um prato de comida quentinho ou saindo para buscá-la no meio da madrugada na balada, só para ouvir mais atrocidades. Nessas horas a gente pensa que ao invés de dar aquele Wii para a ela, deveríamos era ter ido ao dentista para ver se aquela cárie virou canal porque ficamos adiando para dar de tudo o melhor que podemos para os filhos.
Para quê mesmo a gente tem filho? Ahh, esses hormônios dos infernos...

domingo, 10 de outubro de 2010

já nas bancas



Outro filhote dando orgulho para a Mamãe, saindo de casa e abrindo as asas para o mundo.
Saiu a Vogue Kids. Mamãe, vejam vocês, foi a editora convidada dessa edição. Obrigada Daniela, Anita e Letícia, vocês foram uns amores! Gastei minha manicure no teclado, mas valeu cada lasca de esmalte. 
Queridas leitoras e leitores, me digam o que vocês acham, tá?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

revistas, revistas, revistas



Me pergunto como pode haver tantas publicações bacanérrimas lá fora e quase nenhuma aqui? Bom gosto e inovação não fazem parte de nosso cotidiano? Tá bom, não fazem mesmo. A gente sabe que revista bacana como a N magazine só deve vender exemplares para os familiares das pessoas que trabalham nela, quem saiu na revista e umas quatro ou cinco doidas que somos nós- não adianta fingir que não é com você, se passeia pelo blog da Mamãe é doida sim, porque o Tico e o Teco olham um pouco além do Barney,  brinquedos da Little Tikes e festas de aniversário no MacDonald's. Coisa de quem tem um parafuso a mais ou a menos na cachola. Os outros só precisam descobrir qual é o caso.
Uma coisa boa, porém, é que essas revistas legais estão em versão online também. Pelo menos dá para a gente encher os olhos. Como meu inconsciente me leva para esses sites, aqui tem alguns deles para você também ir passear quando tiver 1 minuto livre:


Smallable
Babiekins
Papier Mache
Small


Tem outras, mas essas estavam na mão, ou melhor, na tela, enquanto escrevo. Por serem tantas, e mais alguns lançamentos de revistas para crianças é que resolvi escrever sobre o assunto. Não tenho absolutamente nada contra as publicações das revistas que temos aqui, fique bem entendido. É um nicho com bastante opções de muito boa qualidade. Sinto falta desse outro tipo de revista que, exceto por uma, não existe por aqui.
E continuo me perguntando, porque? Porque não aqui também?? Acho que vou ter que começar uma...

lorna freytag







Lorna mora na Inglaterra e especializou-se em fotografar crianças. Se você pensou que seu trabalho é lambe-lambe, enganou-se redondamente. Dá só uma olhada. Como eu queria ter Fofoquinha e Matraca-Trica imortalizados por ela, nesse clima de contos de fadas do Tim Burton. Ai, ai...
Achei extremamente difícil escolher só algumas imagens para você ver. Se você quiser babar ainda mais, passa no site dela, aqui. As imagens, em tamanho maior, tem outra luz e muito mais detalhes do que esse bloguinho pode mostrar.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

crescer dói


Eu tenho pouca lembrança do processo de crescimento. Lembro de coisas muito bacanas e traumatizantemente ruins. Coisas que aconteceram, acidentes, machucados, o dia que me perdi na feira da minha mãe, a boneca que minha avó trouxe da Europa que era do meu tamanho, essas coisas. Todo mundo tem suas lembranças de quando era pequeno.
Agora, participando do crescimento de Matraca-Trica e Fofoquinha, estou percebendo que a coisa pode não ser nada fácil. Crescer dói, fisicamente. Não sei se nós, gente grande, aguentaríamos o tranco de uma tacada só. Fofoquinha, por exemplo, está com 2 dentes nascendo ao mesmo tempo, genviva rasgando enquanto eu escrevo. Está de aparelho, fixo, sendo ativado diariamente. Agora apareceram 2 olhos de peixe, um em cada pé. Sabe o que é isso? Eu não sabia. É uma verruga que cresce para dentro, virótica, tem que queimar ou operar. Tadica dela, agora que queimou, não consegue andar direito por causa da dor faz dias. 
Junta-se todo esse incômodo e dor e veja no que dá. Não sei se teria o bom humor dela, que, como é humana, tem repentes de choro por que não está passando o desenho que ela quer ver naquela hora ou porque o Matraca-Trica pegou aquele livro interativo que ela ganhou a 2 anos atrás e nunca mais havia olhado desde então. Está estável como uma ogiva nuclear em filme de James Bond. Apesar de pronta para causar estrago a qualquer segundo, Fofoquinha comporta-se como a heroína do filme 80% do tempo, aguentando (mais ou menos) firme as agruras que a vida lhe impõe. Vai passar, querida, é só o que Mamãe tem certeza.
A natureza é sábia e faz com que não tenhamos muita consciência desse processo todo, e assim como partos cabeludos, passa e a coisa parece que nunca aconteceu. É capaz de ela não se lembrar nem lendo esse post daqui a muitos anos.

domingo, 3 de outubro de 2010

fofices do design: brinquedos hape





Bambu é o novo plástico, se é que vocês me entendem. O hype por um mundo consciente fez com que os brinquedos de madeira, como eram feitos antigamente, voltassem ao mercado. Viva! E olha que não basta ser madeira, pois nem assim pode se encaixar no eco-politicamente correto. Tem que ser bambú mesmo. 
As belezurinhas acima são da empresa criada por Peter Handstein, Hape

sábado, 2 de outubro de 2010

curta: bienal



Acabei de voltar da Bienal de São Paulo, onde, em um momento de insanidade, levei Fofoquinha e Matraca-Trica para continuarem sua jornada pelo mundo das artes. Em um sábado. Chuvoso. Em véspera de eleições, com todo mundo na cidade.
Honestamente estava esperando que eles se comportassem como dois vikings em uma loja de cristais Kosta Boda. Basta eu falar "não pode mexer" que o efeito contrário acontece. Eles ainda não entenderam o conceito "olhar com os olhos". Fofoquinha e Matraca-Trica precisam- isso mesmo, precisam, é uma coisa visceral- tocar em tudo, experimentar com todos os sentidos.
Para minha surpresa não entramos em uma loja de cristais. Ahh, é por isso que gosto de arte contemporânea. Fofoquinha e Matraca-Trica são dois vikings e se comportaram como tais, isso não tem como negar. A loja, porém, era lúdica, cheia de instalações com muito entra e sai, sobe e desce e com o bonus de ter um quê de zoológico, por conta dos urubus.
Vamos voltar algumas vezes, pois para essa crítica de arte leiga, a Bienal é um grande parque de diversões. Para todas as idades.

nota: instalação de Henrique Oliveira, que meus dois jurados deram nota 10 e só saíram de dentro mais de 40 minutos depois de entrarem (e sairem. e entrarem. e sairem. e entrarem de novo. entendeu, né?), sob ameaças variadas que foram escalando porque Mamãe estava sendo ignorada completamente tamanho o divertimento deles.