segunda-feira, 6 de abril de 2009

as pajens e eu: etiqueta

Caras Senhoras e Senhores,
O que vou contar agora é pouco ortodoxo e sei que nem todos acreditarão nos acontecimentos. Eu tive uma epifania neste final de semana e gostaria de dividir com quem tiver paciência para ler.
Coloquei uma toga de linho rústico e com o cabelo desgrenhado ao vento, subi à montanha neste domingo. Voltei hoje com as mãos calejadas e os pés sangrando, com duas tábuas de pedra esculpidas pela minha consciência. Nesta tábua estão os mandamentos sobre etiqueta entre mães quando o assunto é o emprego da pajem. Tá certo, exagerei na licença poética-tenho uma queda para o drama do tamanho das novelas mexicanas de quinta categoria.
Os mandamentos não são muitos e minha habilidade manual, nula.
Eis aqui, em primeira mão, o resultado de minha árdua labuta:
  • Não xavecarás a pajem alheia em baixo das barbas da atual patroa.
  • Não roubarás a pajem alheia. Alheia quer dizer: da melhor amiga, da vizinha, da outra criança da mesma classe, da prima ou de qualquer outra família que você conheça, mesmo que de passagem.
  • Não empregarás a pajem cuja criança você ou seus filhos conhecem e encontram com frequência-especialmente se a criança for pequena.
  • No caso de a pajem ser de uma criança da mesma escola, clube ou qualquer outra área social do que a sua, antes de empregá-la falarás com a mãe dessa criança para saber se há problema ou não. Se houver, respeite.
A razão para isso é simples: você gostaria que isso acontecesse com você? Porque eu ODEIO quando acontece comigo. O-D-E-I-O. Sabe quem tem que segurar a batata quente quando o filho vê a ex-pajem no pátio da escola levando outra criança? Quem tem que explicar umas 35 vezes, inutilmente, para uma criança de 2, 3 ou 4 anos porque a pajem que ela amava de coração não está mais tomando conta dela e sim do outro menininho no mesmo prédio? Pode acontecer de a criança não estar nem aí, mas se for uma pessoa querida, ela pode ficar muito, muito magoada por não entender os fatos da vida.
Portanto, senhoras e senhores, um pouco de decoro e civilidade não fazem mal a ninguém quando lidamos com assuntos tão delicados quanto os nossos pequenos. Cuidado nunca é demais e educação, um plus.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

little girl giant


Era uma vez uma pequena menina gigante. Certa vez, em um domingo ensolarado em um reino mágico e distante chamado Londres a Little Girl Giant acordou. Ela então tomou banho, foi vestida como uma princesa seria e foi passear no parque. O dia estava lindo e ensolarado. Como promete ser este final de semana.

segunda-feira, 30 de março de 2009

boas e paetês, com muito makeup

Algum tempo atrás escrevi um post sobre como é ter um menino em casa que basicamente é a Barbie da irmã mais velha para que ela realize todas as sua fantasias. Matraca-Trica e Fofoquinha, respectivamente. Se der muita preguiça de clicar acima para ler, aqui vai um pequeno resumo: pais de meninos, RELAXEM e deixem que eles sejam crianças. Repito isso toda vez que, quando chego em casa, recebo um beijo bem gosmento e de um cor-de-rosa New Wave de uma criatura de bem mais de um metro (cortesia das minhas botas de salto) que mais parece um cruzamento de Marilyn Manson com Cher. E vou te dizer mais uma coisa: Matraca-Trica a-d-o-r-a. Nem te conto como, na festa junina do ano passado, Matraca-Trica chorou e esperneou até ter a cara maquiada igual a da irmã. Como assim ele não podia passar sombra?? Se recusou a sair de casa se a lambança em sua cara fosse só com um lápis preto. Enquanto os amiguinhos foram dançar quadrilha com camisa xadrez, calça jeans e olhe lá-nem chapéu de palha as mães conseguiram convencer os meninos a colocar, Matraca-Trica foi de cavanhaque, bigode, costeleta, bochecha bem rosada com pintinhas, sombra azul turquesa nas pálpebras e batom vermelho sangue nos lábios. Feliz da vida.
Estou voltando ao assunto porque li esta semana uma matéria na revista Wondertime sobre meninos que gostam de se fantasiar com coisas de menina, chamada de Boys and Boas. Obrigada, Barbara Hey! A autora da matéria escreve que Henry, seu filho, naquela altura de sua vida ainda não dava a mínima para definições de gênero e sexo de nossa cultura e não se sentia pressionado por seus amiguinhos para ser sentir incluído no grupo. Escreveu ainda que Henry tem uma irmã mais velha. Que tem fantasias muito, muito mais bacanas do que bombeiro, doutor ou policial. Escreveu que salto alto faz um barulho muito legal no chão quando se anda. Que maquiagem é uma coisa colorida e gosmenta. Que crianças gostam de cores, tocar em materiais interessantes e de coisas que brilham. Porque são crianças, nada mais.
Se você, como eu, tem um David Bowie (em sua fase Ziggy Stardust) que gosta de se vestir como a Elke Maravilha, não se preocupe: a fase do glam rock passa, lá pelos 6 ou 7 anos. Tem gente como o Gene Simmons  que só faz uma pausa na vida. Mas convenhamos que, depois dos dezoito anos, o problema já não é mais seu.
Um conselho que sempre dou: sempre fotografe ou filme esses preciosos momentos. Imagino que nada possa pagar a expressão da cara deles quando, num futuro próximo, você mostrar essas fotos para a namoradinha da semana!


sexta-feira, 27 de março de 2009

curta-cantigas

Fofoquinha tinha mais ou menos 2 anos. Eu sempre cantava musiquinhas de ninar para ela, principalmente na hora da sonequinha da tarde. 
Logo ela começou a cantarolar (o que conseguia falar, afinal algumas palavras eram muito complicadas para a coordenação) algumas cantigas que ela lembrava durante o dia quando estava acordada.
E assim passei uns dez meses ouvindo a cria cantando, toda orgulhosa de si "O Carro brigou com a Roda".
O quê, você achou que eu iria corrigir??? Imagina, era o melhor momento do dia para mim!

PS: eu não quero estar viva quando ela for maior e começar a ler o que escrevo sobre ela e o irmão no blog....

fofices do design: casinha de papel

Prometo. Juro de pé junto que essa vai ser a última casinha para brincar que eu coloco no blog. Bom, pelo menos até junho.
Ficou difícil de resistir (olha que eu tentei. Estou olhando para essa coisa fofa faz mais de 3 semanas) porque a Villa Julia (casinha para brincar com cara de Toscana, pode?) juntou duas coisas favoritas minhas: o espaço e o material. De papelão, a casinha foi feita for Javier Mariscal para a MeeToo Collection for Magis e teve sua estréia na Milan's Design Week. 
Papai e mamãe ajudam a montar e a cria pinta e borda do jeito que quizer. Vai me dizer que não é bacana?!

quarta-feira, 11 de março de 2009

curta-números


Matraca-Trica está fascinado por placas de carros e números de casas e prédios.
Quando estamos na rua e passamos por residências, ele vai falando, sem descansar para sequer respirar:
-Mamãe, alguém mora no um-nove-três. Mamãe, alguém mora no dois-dois-quatro. Mamãe, alguém mora no três-um-térreo.
Quando chegamos ao clube e estaciono o carro, levamos mais ou menos 40 minutos para chegar a portaria. Matraca-Trica tem que ler TODAS as placas de carro no caminho. A placa da frente e a de trás do carro. Do mesmo carro.
-Mamãe, essa placa é cinco-nove-seis-três. Mamãe, essa placa é dois-quatro-térreo-térreo. Mamãe, essa é cinco-dois-nove-sete.
Opa, espera ai. Dois-quatro-térreo-térreo?
Como normalmente desligo minha atenção depois do segundo "mamãe" e só balanço a cabeça dizendo "hum, isso mesmo" dai para frente, nunca tinha notado o número novo na equação da cabecinha de Matraca-Trica. Provavelmente ele está contando assim faz tempo!
"Leia essa placa para mim por favor" peço a ele. 
Ele responde: "Ce-térreo-térreo, dois,cinco-térreo-um".
A placa do carro é "COO 2501". 
Levou alguns minutos para cair a ficha: no elevador do prédio em que moramos, o zero é o térreo.

domingo, 8 de março de 2009

diário popular

O resumo da notícia: Nos confins do Recife, uma menina de 9 anos, violentada pelo padrasto desde os 6, engravidou e esperava gêmeos. Foi feito um aborto pois os médicos acreditavam que a menina corria risco de vida. A igreja católica excomungou tanto a mãe da menina como a junta médica que interrompeu a gravidez. A menina só não foi excomungada por ser menor de idade. Sobre o padrasto, a igreja não se manifestou.
Hummmm, por onde começar a escrever o que eu acho disso tudo? Meu cérebro de ser humano e mãe não está nem conseguindo colocar ordem em meus pensamentos e meu estômago, embrulhado, está pagando o pato. "Perturbador" não descreve com o mínimo de precisão o que aconteceu.
Só fazendo o "Jogo dos erros" para colocar as idéias em ordem:
  • uma criança de 9 anos é molestada desde os 6 pelo padrasto. 
  • a criança engravida. 
  • a igreja católica perde uma grande oportunidade de ficar quieta e se posiciona publicamente: condena o ato do aborto. Não leva em consideração mais nada, nenhuma circunstância do caso. Abortou, vai para os quintos dos infernos.
  • a igreja católica excomunga os envolvidos por salvar a vida da criança. Repetindo para ficar bem claro, por salvar a vida de uma criança. Espera um pouco, Jesus não nos diz para proteger as criancinhas?
  • a igreja católica não considera que pedofilia e estupro são crimes dignos de penitência-well, vamos combinar que se fosse crime não iria sobrar um padre em pé e as portas das igrejas seriam perpétuamente fechadas. Ahh, quem tem telhado de vidro deveria ser mais cuidadoso....
  • A igreja abençoa o padrasto, alma livre e sem pecados que pode sair por aí cometendo mais atrocidades do mesmo calão.
Quanto mais olho a imagem que escolhi para esse post, mais adequada acho que ela é: uma cruz fora do alcance, longe de tudo e todos, encoberta por um nevoeiro atemporal, a beira de um despenhadeiro.
Agora com licença pois tenho que ir ao banheiro vomitar.



terça-feira, 3 de março de 2009

fofices do design: casinhas, casinhas, casinhas


Preciso achar com uma certa urgência um grupo de apoio para adultos obcecados com casinhas para crianças. Alguém conhece algum? assim vocês vão parar de ler sobre mais uma descoberta de casinha para brincar. Pense bem, é sua chance!
Essas são da companhia qb, dos Países Baixos. Não parece uma daquela tendas que a gente fazia de colcha entre camas quando éramos pequenos
O bacana é escolher entre várias cores e estampas no website. Ainda não ficou satisfeito? Você pode fazer um upload da imagem que bem entender e eles reproduzem na casinha. E sim, são ecologicamente corretas, como tem que ser em qualquer país civilizado neste século.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

evolução da espécie humana

Honestamente eu não entendo como a raça humana chegou ao topo da cadeia alimentar. A começar, nossos filhotes não são capazes de levantar-se segundos após o parto-francamente nem nós que parimos-e sair andando para não ser devorado por uma hiena que espreita atrás do matinho. Nunca ouvi falar de gatos, baleias, hipopótamos ou qualquer outro mamífero que poderiam se engasgar com o leite materno e morrer se for colocado no berço sem um bom tapinha nas costas para arrotar. 
Ou nós somo geneticamente muito fortes ou muito burros. Falo isso por que entre tantas outras coisas, nossas crias chegam perto dos 4 anos e se recusam a comer qualquer coisa que as faça crescer fortes e saudáveis. Detalhe: eles comiam de tudo até então. De repente deixam de gostar de uma série de coisas que já são familiares. Isso não é burrice genética? Na minha cabeça a seleção natural deveria ter eliminado essas pequenas mulas empacadas que só comem macarrão na manteiga ou salsicha (sem pão) a favor dos pequenos que sabem se alimentar equilibradamente para manter o império no topo da pirâmide.
Matraca-Trica está nessa fase. Ele jamais sobreviveria no meu mundo imaginário e geneticamente correto. Não se engane, meu mundo não se parece nem um pouco com Gattaca, e sim com um episódio do Discovery Channel. A minha pequena mula agora só quer comer carninha com arroz branco. Como eu sou uma mãe que não tem medo de mandar filho para cama com fome- lembrem-se que este não é meu primogênito-estou sacaneado o bichinho: arroz, em casa, agora é batizado: misturado com lentilha a maneira árabe, com cenoura ralada, brócoli picadinho, misturado com arroz integral. 
Ouço diariamente o drama das mães par tentar que os filhos comam uma garfada de tomate, de couve flor ou qualquer coisa que não contenha salsicha ou pasta. A briga na hora das refeições são constantes e o mau-humor de ambos é visível horas depois do acontecido. Situação chatinha que não aconteceria se eles soubessem-assim como sabem andar, respirar e morder os outros- que verduras, legumes e farinhas integrais são saudáveis e gostosas. Se eles pelo menos experimentassem para saber! Mas vá lá tentar dar uma colherada de vagem ou almeirão refogado. Vá.
assinado: mãe inconformada que faz refeições saudáveis com os filhos para que eles vejam e aprendam a se alimentar corretamente; e até agora conseguiu muito pouco em retorno pela paciência que tem com eles.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

novelão



O CHOQUE! O HORROR! O PÂNICO!
E mesmo assim não consigo desgrudar meus masoquistas olhos da tela. Isso porque meus sádicos dedos ligam toda semana a TV e colocam no canal Sony para que eu, quer queira quer não, assista mais um episódio de Desperate Housewives.
Por que tamanho escândalo por causa de um seriado? Porque cheguei a conclusão de que sou Gabrielle Solis, a personagem de Eva Longoria Parker.
Tá, exagerei um pouco. Para começar, eu sempre fui uma pirua normal. Para quem é pirua. Nem um pouco perto da pirua high maintenance que era a personagem- por pura falta de dinheiro. Tivesse eu dinheiro, seria igual com certeza. Gabrielle tinha cabelão, dinheiro, carrão, maridão, tempo para fazer compras e morava em cima de tacanos lejones. Eu, a versão não turbinada disso tudo. Mas também via a vida de cima para baixo, em cima de meus Guccis, Pradas e Manolos. Que custavam metade do meu salário. Eu nem ligava.
Então, 5 anos depois nesta temporada, Gabrielle teve 2 filhas. Transformaram-na em mãe. Com corte de cabelo de mãe. EU TENHO UM CORTE DE CABELO MUITO PARECIDO!!!! O descaso com a manutenção é o mesmo. Estão começando a entender meu desespero?
E as roupas "confortáveis" que ela usa, então?! Ô medo. Eu também uso. Perdi a vergonha de antes só usar esses trapos entre minhas 4 paredes, em dias de TPM e absolutamente sozinha .Quando dou por mim estou no supermercado, sacolão, banco e farmácia vestida assim. Na frente de outras pessoas. EM PÚBLICO.
Garotas, que isto nos sirva de lição. O balde de água fria serviu para eu acordar desse pesadelo e sair por aí procurando minha piruice perdida. BUCHO, não mais!
Eva Longoria Parker, depois de um dia de trabalho brincando de dona de casa falida, volta a ser ela mesma nos braços do maridão rico gostosão.
Nós, que assistimos, só temos uma vida.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

coriandoli





Não é por causa do carnaval, juro. Não tenho uma gota de sangue de cabrocha porta-bandeira no corpo. Mas como vocês podem ver, a idéia é prá lá de lúdica e divertida. Assim eu curto um alalaô.
Acontece até o dia 15 de março a mostra "Coriandoli" na Galeria Cripta747, em Torino. Eltono é o responsável por essa delícia feita de fita dupla face e coriandoli, ou confeti em bom português. Só para deixar as crianças de todas as idades babando de inveja, o site mostra todo o processo da exposição. Entre um desfile de escola de samba do primeiro grupo e os desfiles da categoria luxo ou originalidade no Monte Líbano, passa lá.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

splish splash

Que manhã linda fez ontem! Nenhuma nuvem no céu (até a hora o almoço) e um calor senegalês de fritar ovo no asfalto. Lá fomos nós para a piscina aproveitar o último dia de férias.
Fiquei ocupada o tempo todo brincando e acompanhando as crias no entra-e-sai, pula e mergulha na água. Alguma coisa ficou me incomodando atrás da orelha. A pulga só foi morder à noite, depois que eles foram dormir e a casa ficou silenciosa o suficiente para que eu pudesse ouvir meus pensamentos.
A piscina estava lotada, como era de se esperar. A quantidade de crianças era igual a plateia do sambódromo em noite de desfile do primeiro grupo. A bagunça, no mesmo estilo de pré-aquecimento. Dois salvavidas (é assim que se escreve agora?). Batendo papo. Nessa terra de ninguém, os pequenos se divertiam enquanto seus acompanhantes batiam papo. Ou liam jornais e revistas. Ou estavam no celular. A maioria nem saber aonde a criança estava, sabia.
Tarde da noite, meu sangue começou a ferver. Como pude deixar passar isso em branco por tanto tempo?
Para quem não sabe, a segunda maior causa de mortes infantis é por afogamento. A primeira são acidentes de carro (˝já falei sobre isso aqui). Em um país tropical como este, acho inadmissível o descaso com crianças na água. Não existem alarmes ou redes em piscinas e os sinais sobre as marés em praias não são respeitados. Os adultos responsáveis (ocupados com o churrasco ou em comentar os gols da rodada) confiam cegamente no bom senso e capacidade de tomar decisões de uma criança de menos de 4 anos sem sequer bóia de proteção, deixando-as desacompanhadas em piscinas ou mar.
Oops, escorregou e caiu na água uma criança do meu lado, de uns 3 anos. Se eu não estivesse ali, o que aconteceria? Espero. Espero. Nada de aparecer alguém responsável.  Cadê seu papai ou mamãe?-Pergunto à menina. Estão do lado de fora, alí no banco, olha.-Responde ela. Que maravilha, penso comigo mesma.
Faz algum tempo, Fofoquinha convidou uma amiguinha para ir à piscina. Os pais deixaram e pediram para que ela colocasse as bóias no braço. Ela não queria de jeito nenhum, afinal Fofoquinha não usaria uma também. Eu falei que não havia problema, pois eu e meu marido estaríamos dentro da água com elas o tempo todo. Recebí aquele olhar-que já estou tão acostumada-de quem quer dizer "De que planeta você veio, mesmo?" O pai ainda me perguntou "Vocês ficam com eles na água? O tempo todo?". Ai, ai.....ô paciência.
É sua obrigação como pai ser o salvavidas  de seus filhos-isso quer dizer prestar atenção o tempo todo neles: não estar no celular, lendo ou batendo papo. É sua obrigação não perdê-los de vista nem por um segundo quando estão na água. É sua obrigação brincar, rir e se divertir com eles. E não esqueça de tirar bastante fotos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

as pajens e eu:eu sem elas

Este ano chegou cheio de mudanças: sem fraldas, sem sol (aqui nenhuma novidade...), sem um membro muito querido da família, sem muitas picadas de pernilongo e sem pajem.
O que explica minha forçada ausência do blog.
Confesso que ando tão ocupada-as crias ainda estão de férias (!!!!!!)-assumindo a maternidade full time que nem tive tempo de pensar o que fazer da vida. Arrumo outra pajem? Compro uma bicicleta? Viro mãe tempo integral? Saio para comprar cigarros? 
Todas nós sabemos que há consequências seja lá qual for a escolha: ser mãe full time significa abandonar qualquer chance de colocar um salto alto, maquiagem e sair para trabalhar. Isso inclui manicures, pedicures e necessidade de se apresentar como uma mulher cosmopolita e respeitada profissionalmente. O mundo vai girar ao redor do umbigo de Fofoquinha e Matraca-Trica. Consequentemente, além da perda natural de neurônios o que sobrar vai acabar se autodesligar por falta de uso- e nem adianta argumentar que palavras cruzadas no banheiro contam como estímulo. Ou interpretar a lista de ingredientes nas embalagens de biscoito.
Por outro lado, será que estou a fim de ter que fazer escova no cabelo a cada dois dias, usar roupas que podem manchar sem medo e passar 8 horas sem ver meus filhos? Sair de manhã antes deles e chegar depois que eles foram dormir? Então, o que vai acontecer? Vou estar muito cansada para dar a atenção que meus filhos merecem e não vou ter paciência para educá-los. Vou perder momentos preciosos do desenvolvimento deles e isso não tem volta.
Comprar uma bicicleta está me parecendo cada vez mais uma excelente idéia....

sábado, 31 de janeiro de 2009

fofices do design: fadinha do dente




Essa foi para me deixar no chinelo. 
Eu, que somente coloco o dente dentro de um saquinho de organza (e assim mesmo só para ele não sumir embaixo do travesseiro) e pronto. Tenho inveja de quem tem tempo para elaborar uma coisa tão bonitica como esse kit da Fadinha do Dente. Felizmente quem pode faz e quem não pode, compra.
Esse capricho todo veio diretamente do Office of the Tooth Fairy, em San Francisco, nos Estados Unidos. 
Só não conte para as crianças que ela está tão pertinho!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

fim de feira...quero dizer, férias.

Farmácias, supermercados, sacolões, bancos e correios cheios, sempre cheios. Isso acontece muito em janeiro e julho, notaram? Muita falta de paciência, alteração de vozes-tanto para o agudo como para o grave, com todas as variações de altura; pacotes caindo no chão, chaves balançando, uma bagunça geral. As pessoas tem muita dificuldade em permanecer nas filas paradas. 
Não se trata de nenhum mistério: trata-se de férias escolares que não acabam nunca. Acontece que nós, adultos, temos que continuar com a vida: temos compras de mantimentos a fazer, contas a pagar e eventualmente, trabalhar. As crianças, tadicas, tem que nos acompanhar nesse entediante mundo adulto de coisas a fazer. Em todos os lugares que precisamos passar. Em todas as filas que precisamos pegar. Qualquer coisa para distrair a atenção dos pequenos vale: guloseimas, falar com estranhos, segurar as chaves/bolsa/celular da mamãe, olhar machucados, contar carros vermelhos na rua, o que você inventar. Alguns pais tem a sorte de poder trabalhar, pelo menos meio período, em casa. Vejo muitas mulheres no clube de laptop na mão enquanto a cria faz um bolo de lama no tanquinho.
O que vejo mais, porém, é um stress geral de todas as partes: muita briga e choradeira. Tanto da mãe como do filhos. Na verdade, muito mais das mães. Ninguém aguenta mais e quer voltar logo para uma rotina que não começa nunca-algumas famílias tiveram a sorte das escolas começarem as aulas esta semana. Outras, como eu, nem tanto.
Férias longas eram bacanas, me lembro bem, quando tínhamos para onde viajar e minha mãe podia ficar conosco pois não trabalhava. O tipo de coisa que hoje em dia é uma raridade, para não dizer um luxo. Porque as férias não se adequaram aos novos tempos, pelo menos para crianças menores de 10 anos? 
Notaram o apelo desesperado de uma mãe que ama de coração seus rebentos mas que gostaria de tirar o nó do cordão umbilical que é dado ao redor do pescoço nesses meses e voltar a ter vida própria?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

sou uma mãe problema

Sabe aquelas mães que todo mundo diz "Hiiii, lá vem ela, vamos disfarçar e andar para lá antes que ela veja a gente"? Sou uma delas. Isso acontece principalmente com diretoras e secretárias de todas as escolas (de esportes, música, arte, ensino básico etc) que meus filhos passam,  ou com as outras mães que preferem passar longe de encrenca e levar uma vida entediantemente bege. Porque eu arrumo encrenca- o que é muito diferente de armar barraco, diga-se de passagem. Aliás, fiquei famosa na escolinha por isso. Quando a diretora me vê aproximando ela olha para todos os lados procurando uma saída rápida e sempre faz cara de "Ai meu Deus, o que ela quer desta vez?" quando não consegue. Não dá para não rir.
Não é porque faço parte da AMPROPOA (post do dia 29 de maio de 2008). Da AMPROPOA já me graduei faz algum tempo. Não sou daquelas mães que fica aborrecendo os outros com picuinhas relacionadas ao próprio umbigo e ao de seus filhotes. Bom, a não ser que pisem nos nossos respectivos calos. Então eu subo nas tamancas.
Me torno, mais cedo do que tarde, persona non grata porque eu questiono. Tudo. Tudico. O tempo todo. As pessoas nem sempre tem respostas. Não dou descanso enquanto não receber uma. Pior ainda, se eu não gosto da resposta não me conformo e tento mudar as regras. Forço mudanças. Isso faz de mim uma chata de galocha. Vamos combinar que é muito mais cômodo fingir que não está vendo o que está acontecendo e aceitar tudo o que ouve como uma verdade absoluta. Principalmente se for um "não" seguido de uma explicação tosca. Ahh, a preguiça....também tenho de vez em quando, confesso. Então lembro-me que tenho dois filhos. Eu quero um mundo melhor para eles. E para mim. Tenho certeza que dando o exemplo para a eles, quando crescerem,  se tornarão pedras no sapato de muita gente. Para mim será um motivo de orgulho.
Não é por nada não, mas se as pessoas se comportassem um tiquito como eu, o mundo hoje seria um lugar beeem melhor. 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

fofices do design: papelão




Ano novo, nova maneira de apresentar as coisas bacanas que acho pela internet: as fofices do design agora vem com um título ao invés de número-primeiro por que os números romanos já estavam ficando monstruosos de grande e eu mesma nunca conseguia achar o que estava procurando depois de algum tempo. Change is good!
Entrando no assunto sobre design: faz tempo que estava com vontade escrever sobres os brinquedos de papelão. Desde o meu post sobre a caixa de papelão que mora em casa e que só falta ter um nome oficial, tipo Rosinha ou Fofete (Isso mesmo. Ou você acha que duas crianças iam dar o nome de Mies ou Lloyd para uma caixa de papelão?). Os brinquedos de papelão estão pipocando aos poucos, cada vez vejo mais coisas interessantes e criativas. Nem vou entediar vocês com o aspecto ecológico e lúdico da coisa, todo mundo já conhece as qualidades desse material.
O avião é do site The Spoon Sisters. O castelo, do Creative Toy Shop. O foguete, casinha e cadeirinhas são do Go Green Online Shop. Na verdade, é só dar um search em brinquedos de papelão pela internet e aparece um monte de sites bacanas. Os que eu citei são só alguns exemplos.
Finalmente vou poder me desfazer do Favelão Dadaista do Pollock (esse foi o nome que EU dei para a tralha na sala de estar)....


sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

chuva de verão. nas férias. ó céus....

Não é uma delícia quando a gente vai passar as férias de janeiro na praia e chove o mês inteiro? Só para na primeira semana de volta as aulas em fevereiro abrir um sol de fritar ovo no asfalto...
Nós vamos tentar mais uma vez. Água mole em pedra dura, quem sabe em um ano desses a gente dá sorte. Além do mais Fofoquinha e Matraca-Trica já estão com o baldinho na mão faz dias!
Volto em breve para falar da umidade, pernilongos, falta de água, fila do pão e supermercado e queimaduras de sol. Do banco do carro quente, falta de caixas eletrônicos e asfalto. De por-do-sol cor-de-rosa e da alegria das crias pulando ondas. 
Vou até tentar achar um modelão como o da foto na feira hippie. 
Para toda a família!

domingo, 28 de dezembro de 2008

feliz ano novo

O ano está chegando ao fim e o velhinho de 2008 vai passar a faixa de 2009 logo, logo. Todo mundo sabe para quem a faixa vai: para o bebê rechonchudo de cabelinho loiro e olhos azuis que vem engatinhando, de fraldas tão branquinhas.
O ano novo aqui em casa vai começar com o bebê também, mas o nosso não tem mais fraldas. Nosso ano vai começar diaper free. Matraca-Trica fez, finalmente, a última transição de bebê para um little man. Esta semana foi o fim das fraldas noturnas. 
O pior de tudo é que ainda não sei o que fazer com tanto espaço no armário, agora vago e sem nenhum pacote de fraldas!
Será hora de começar tudo de novo?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

coisa de pobre

Recebi ao longo dos anos o mesmo spam de uma certa piada, pelo menos umas 3 vezes. Um ditado americano diz que "third time's the charm". Não é que é mesmo? O email é sobre, como já entreguei no titulo, sintomas de pobreza. Do tipo beber em copos de requeijão, colocar durex no óculos quebrado, ou tentar salvar uma sandália havaiana. A lista é longa e prova que quem escreveu a tal teve muito tempo de sobra no cubículo do escritório. A luz fluerescente e o ar condicionado viciado devem ter afetado a coitada da pessoa de maneira irreversível e sem pensar ela clicou "send" no computador e a coisa se espalhou como um vírus de mal gosto.
Voltando ao assunto: a lista me fez parar para pensar (acho que quem anda com tempo de sobra sou eu....), enfim, fiquei pensando em coisas de pobre e em como essa lista está desatualizada. Na minha humilde opinião, esbanjar recursos naturais e dinheiro é, hoje em dia, coisa de pobre. Poucas coisas são tão bregas como não ensinar os próprios filhos a ter consciência humana e ecológica. 
O mundo vai ser deles. Você,  daqui a 70 anos, vai estar servindo de abubo para uma begônia. Se der sorte. Seus filhos vão estar do lado de cima, vivendo no mundo que você deixou. 
Reciclar é a palavra mais importante da atualidade. Pelo menos para as cabecinhas de menos de 1,50 metros de altura. Antigamente usar roupa usada era di pobre. Por sugestão minha, na escolinha de Matraca-Trica e Fofoquinha, foi criado um varal de uniformes usados- na linha do "quem tem põe, quem não tem tira". Fiquei feliz com o resultado: sucesso absoluto. 
Coisas como dirigir uma SUV quando até mesmo as montadoras americanas pararam ou diminuíram a produção delas por causa da crise de petróleo, para mim, é di pobre. Não ensinar os filhos a respeitar as pessoas independentemente de classe social, raça, cor e sexo. Começando com os empregados da casa. Di pobre. Achar bonitinhas as latas de coleta seletiva e não praticar, outro sintoma de pobreza. A lista vai longe-a original é interminável também-e a paciência para escrever hoje está curta. 
Mamãe não seria Mamãe se não tivesse uma conclusão curta e grossa para terminar um texto. Aqui vai: não ser um bom exemplo para suas próprias crias é o máximo da pobreza. De espírito.
 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

fofices do design XXX




Vou ser rápida pois acredito ter apenas alguns minutos antes que Fofoquinha e Matraca-Trica percebam minha ausência na sala e venham correndo com troncos de madeira para derrubar a porta que separa meu castelo dos meus dois pequenos vikings que ainda não desistiram de me atacar com pedidos incessantes de atenção.
Esta belezura norueguesa me emocionou. O grupo de design Varmo / Kolsttad /Buene criou a Lull, uma luminaria inspirada nas flores e na luz do sol, com pétalas que abrem e fecham conforme a necessidade de luz no ambiente. Uma idéia simples, bem executada e que  ganhou dois prêmios de design noruegueses.
A Lull ainda não foi produzida comercialmente, mas espero que com tantos prêmios não demore muito.

sábado, 6 de dezembro de 2008

ladies and gentlemen...


Elvis is in the building!

Mas no momento está ocupado dando autógrafos aos seus dois mais adorados fãs (Matraca-Trica e Fofoquinha), que não o deixam nem ir ao banheiro de porta fechada.
Enquanto tenta desfazer as malas e dar atenção ao público, Elvis quer avisar que semana que vem-assim que for ao supermercado, banco, reuniões na escola e abrir a pilha de correspondência (leia-se contas a pagar)-vai estar de volta com repertório inédito.
Até lá... VIVA LAS VEGAS!