domingo, 3 de janeiro de 2010

reflexões de ano novo

Emagrecer 7 quilos. Voltar a fazer ginástica. Acabar de escrever o livro. Ser uma mulher mais dedicada. Oops, o título do post é Reflexões, não Resoluções de Ano Novo. Desculpem, ainda deve ser o efeito das bolinhas de Champagne....
Li uma frase a algum tempo em um blog amigo (Grão Mogol by Marioh) que o Tico e o Teco ficaram cozinhando em banho Maria até hoje. Não consegui achar o texto (francamente o arquivo dos posts para os blogs do UOL são de chorar de ineficientes), portanto vocês vão ter que acreditar na minha palavra-ou dar uma busca em um texto o qual não me lembro o título -ou o assunto- entre janeiro de 2008 e abril de 2009. A coisa era mais ou menos assim: o Marioh estava citando alguém que ele conhecia -acho que um jornalista- que havia dito que blogs eram um caldeirão de pessoas que não sabiam escrever lidos por pessoas que não entendem necas de pitibirombas (evidentemente não com essas palavras tão mundanas e pouco sofisticadas). Quando lí a tal frase pensei que provavelmente foi isso o que os intelectuais do teatro disseram do cinema. E o que os intelectuais do cinema disseram sobre a TV. O que os críticos de arte falaram sobre o graffiti.
Indo um pouco além-afinal ele pisou no meu tendão de Aquiles-comecei pensar na relevância deste bloguinho e tantos outros que falam sobre a experiência com os respectivos filhos (poderia ser sobre maridos, ou amigas, ou até animais de estimação, não importa).
Vamos combinar que desconhecidos tem zero interesse em relatos literais sobre o dentinho do Olho Vivo que caiu hoje ou se o Faro Fino disse "ma-ma" pela primeira vez enquanto perseguia o rabo do gato pela sala. Mas não se engane, essas linhas mal escritas interessam muito a familiares e amigos. Isso vai interessar também aos dois pequenos quando eles crescerem e tiverem a chance de resgatar memórias que de outra forma ficariam perdidas nas cacholas maternas que não conseguem se lembrar depois de alguns anos a que horas cada um nasceu. O blog é um diário do cotidiano dessas crianças. Adoraria que minha mãe tivesse tido essa chance.
Nossa geração (de mães blogueiras) é privilegiada. Fico imaginando Matraca-Trica e Fofoquinha lendo essas passagens de suas vidas e entendendo um tiquinho mais a mãe deles.
Pensa bem: você acha que daqui a algum tempo eu vou me lembrar que Matraca-Trica chamava pão na chapa com manteiga de Bibimbope? A pajem chamava o tal pão de "pão de pobre" sei lá eu o porque. Bibimbope=pão de pobre em dialeto para crianças de 2 anos. Já perdi muitas memórias de Fofoquinha, que nasceu antes dos blogs. Não me lembro mais de coisas engraçadas como quando ela viu a sombra dela pela primeira vez no chão e tentava perseguir a dita cuja a todo custo. Ou a primeira vez que ela viu o parabrisa do carro funcionando. Espera um pouco, isso foi ela ou nosso (falecido) bassehound Spencer?
As terminações nervosas de nossa massa cinzenta podem definhar e sumir, mas o que aqui ficar não vai evaporar. Bom, a não ser em algum thriller Hollywoodiano aonde toda a informação armazenada em servidores vá para o espaço e a civilização ficará perdida. Mas aí sempre vai ter um Will Smith, Daniel Graig ou Angelina Jolie para devolver ao mundo o que a ele pertence. Depois de desviar o asteróide em rota de colisão com a terra, bem entendido.

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